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Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.

CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA

"Figura proeminente no cenário cultural do Estado do Espírito Santo"

          ENTRE OS VULTOS DE VITÓRIA,
          SEM MEDO DE DESPAUTÉRIO,
          QUEM TERÁ LUGAR NA HISTÓRIA
          É O AMIGO POETA CLÉRIO.                                             
TROVA de autoria do saudoso Escritor e Professor FRANCISCO FILIPACK, do Paraná.  

    

BIOGRAFIA RESUMIDA

Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu em Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões"  É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.

 

CURRICULUM CULTURAL E ARTÍSTICO

Historiador, Trovador, Escritor, Poeta e Comendador, Clério José Borges nasceu em 15 de setembro de 1950, no antigo Patrimônio Quilombola de ARIBIRI, bairro do Município de Vila Velha, ES. Formou-se em Técnico em Contabilidade e estudou os cursos de Direito e Pedagogia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Funcionário Público Estadual Aposentado tendo atuado na área da segurança pública estadual, exercendo o cargo de Escrivão de Polícia Civil durante 35 anos, onde foi premiado com Elogios e as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro da Polícia Civil Capixaba devido à excelência nos serviços prestados em prol da sociedade capixaba. Durante sua vitoriosa carreira policial, Clério José Borges trabalhou em várias Delegacias e exerceu vários cargos de chefia, de modo especial o cargo de chefe de Apoio Administrativo do Departamento de Polícia Judiciária da Serra. Durante seu trabalhou como Escrivão de Polícia colheu durante vários anos, Gírias e Jargões que serviram de base para o lançamento em 2012, de um Livro com cerca de 10 mil Gírias e Jargões da Malandragem.

Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que em Assembleia Geral Extraordinária realizada no sábado, dia 18 de novembro de 2017, em Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo foi transformada em Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC. Clério é líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo, promovendo anualmente desde 1981 os Seminários Nacionais da Trova, atualmente denominados Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS.

Em 1987 concedeu inclusive entrevista a Lúcia Leme, em Rede Nacional, no programa "Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. Sem Censura é um programa de entrevistas, exibido à nível Nacional, antes pela TV Educativa e depois pela TV Brasil, exibido de segunda a sexta, às 16 horas (horário de Brasília). O programa já foi apresentado com Lúcia Leme de 1986 a 1996; Leda Nagle, de 1996 a 2017, sendo em 2017, apresentado por Vera Barroso.

Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Por designação do Governador do Estado foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993, onde foi eleito e atuou como Secretário e Vice-presidente do CEC-ES. Foi Conselheiro Suplente do referido Conselho de 1993 ao ano 2000. No dia 23 de março de 2000, toma posse como membro colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, com mandato de dois anos, encerrando em 2002, sua participação no referido Conselho.

É morador da SERRA, ES, desde 1979, tendo recebido o Título de Cidadão Serrano, conferido pela Câmara Municipal da Serra, de acordo com o Decreto Legislativo nº 05, de 14 de dezembro de 1994. Por designação do Prefeito Municipal da Serra, Sérgio Vidigal foi nomeado Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, em 24 de setembro de 1997, atuando como Conselheiro até 20 de junho de 2012, ou seja, durante 14 anos, 09 meses e 20 dias.

As premiações de Clério José Borges começam em 1973 com o título de Personalidade do Ano como Destaque no Setor de Promoções. Detentor de Diversos Títulos, Diplomas e Medalhas e homenagens, como por exemplo, a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30 de março de 2006. Atuando como escritor, foi contemplado com Medalhas, Comendas, Diplomas e importantes homenagens, entre as quais, a medalha de mérito cultural “Afonso Pena” e o título de acadêmico imortal, ambos concedidos durante cerimônia em Belo Horizonte, presidida pelo Dr. Mário Carabajal, presidente fundador da Academia de Letras do Brasil.

O livro "História da Serra", de Clério José Borges, que conta a Colonização da Cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo foi eleito em 1988, o Melhor Livro do Ano e a premiação foi recebida, por Clério José Borges, em solenidade ocorrida no dia 08 de maio de 1999, no Teatro Municipal Paschoal Carlos Magno, localizado no Centro Histórico da Cidade de Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo. No dia 27 de março de 2015, na cidade de São Mateus recebeu da AMALETRAS, a Comenda da ordem “Cecília Meireles”. No dia 07 de julho de 2015 foi agraciado com o título de Comendador, recebendo a Comenda Mérito Legislativo Rubem Braga, por indicação da Deputada Estadual Luzia Toledo.

Na cidade de Itabira, Estado de Minas Gerais, recebeu os seguintes Troféus:

1 - Troféu Carlos Drummond de Andrade. No dia 05 de junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, numa promoção do Jornalista e Colunista Social de Itabira, MG, Eustáquio Lúcio Felix.

2 - Troféu Pedro Aleixo, como Personalidade Brasileira Notável do ano de 2012, no dia 10 de março de 2012.

3 - No dia 06 de abril de 2013, Clério José Borges recebe em Itabira o Troféu Personalidade Notável 2013.

4 - No dia 24 de outubro de 2015, na 50ª festa dos “Destaques do Ano”, Clério recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade, Edição Especial ouro, 50 anos.

5 - No dia 22 de outubro de 2016, Clério José Borges foi homenageado com o Troféu Machado de Assis, como intelectual do ano de 2016.

6 - Com a presença da Vice Prefeita, Dalma Helena Barcelos, no sábado dia 24 de Junho de 2017, na sede do Real Campestre Clube na Cidade de Itabira, na Região Central do Estado de Minas Gerais, o Poeta Trovador Escritor e Comendador Capixaba Clério José Borges de Sant Anna recebeu das mãos do empresário e Patrono de Honra do evento, José Elias Marques, o TROFÉU CASTRO ALVES, Escritor Notável 2017. A festa foi organizada pelo Colunista Social e Jornalista Eustáquio Lúcio Felix. Também presente a esposa do Jornalista Eustáquio, a Sra. Sônia Felix, bem como a Vice-prefeita, Dalma Helena Barcelos e os patronos Dr. José Francisco Coelho, César Augusto Nunes, Presidente do Real Campestre Clube e Evanes Evanil Campos.

7 – Clério José Borges recebeu no dia 27 de outubro de 2017, o Troféu Madre Teresa de Calcutá. A festa foi iniciada às 22h30 no Salão Nobre do Real Campestre Clube, em Itabira, região central de Minas Gerais. Agnes Gonxha Bojaxhiu era o nome da Madre Teresa de Calcutá.

8 – Dia 05 de maio de 2018 recebe o Troféu João Guimarães Rosa, como Personalidade de Destaque nas Letras Brasileiras evento realizado na cidade de Itabira, Minas Gerais, em promoção do Jornalista Eustáquio Lúcio Felix.

Clério José Borges pertence ainda as seguintes Associações e Academia de Letras e Artes:

1974 - Instituto Cultural do Vale Caririense, da Cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Diploma assinado em 11 de abril de 1999, pelo Presidente, Joaryvar Macêdo. O Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC) foi criado em Juazeiro do Norte no ano de 1974.

1981 - Sócio nº 22 do Clube Baiano da Trova, admitido pelo ‘‘Rei’’ da Literatura de Cordel, Rodolfo Coelho Cavalcante. Diploma de Sócio Correspondente datado de 28 de outubro de 1981, assinado pelo Presidente Rodolfo Coelho Cavalcante e pelo Secretário Isaías Moreira Cavalcante.

1982 – Acadêmico Benemérito "AD HONOREM" do Centro de Cultural, Literário e Artístico de FELGUEIRAS – Portugal. Jornal de Figueiras. Diploma datado de 22 de junho de 1982.

1983 - Sócio Efetivo Correspondente do Clube da Trova do Vale do Paraíba, admitido em 14 de julho de 1983, Guaratinguetá, Estado de São Paulo. Diploma assinado pelo Presidente Poeta Francisco José de Castro Fortes.

1983 - Sócio Correspondente do Centro Cultural ‘‘José Hernández’’ de Sant'Anna do Livramento, Rio Grande do Sul. Carteira datada de 08/07/83, assinada pelo Presidente Paulo César G. Guggiana.

1984 - Representante da FEBET, Federação Brasileira de Entidades Trovistas no Espirito Santo e eleito seu primeiro Vice-Presidente Nacional, em 1984. Manteve-se no cargo de Vice-Presidente por quatro mandatos de três anos cada, até 1995. Diploma de Representante datado de 20 de janeiro de 1984 assinado pelo Presidente, Escritor Eno Teodoro Wanke. Entidade atualmente inativa.

1984 - Sócio de Honra do Clube da Trova de Cariacica, fundado por Josefa Telles de Oliveira. Diploma datado de 24 de junho de 1984. Entidade atualmente inativa.  

1984 - Membro Correspondente da Casa de Cultura de Itaberaba, Bahia, Diploma conferido em 24 de novembro de 1984.

1984 - Membro Correspondente do Grupo A.L.E.C. de Corumbá, Mato Grosso do Sul. Diploma datado de 11 de outubro de 1984, assinado por Presidente Benedito C. G. Lima.

1985 - Sócio Correspondente da Academia de Letras "José de Alencar", de Curitiba –Paraná – Diploma datado de 04 de outubro de 1985, assinado pelo Presidente Escritor Vasco José Taborda.

1985 - Acadêmico Titular da Academia de Letras Municipais do Brasil e eleito primeiro Presidente no Espírito Santo. Diploma emitido em São Paulo, datado de 25 de Abril de 1985, assinado pelo Presidente Antenor Santos Oliveira e pelo Secretário Geral, Rubens Cintra Damião. Permaneceu no Cargo de Presidente até julho de 1988. Entidade atualmente inativa.

1985 - Sócio Delegado e Diretor - Representante do Núcleo Cultural Português, de Vitória - ES. Nomeado por Santa Inèze da Rocha e Antônio Soares, de Porto Alegre - Rio Grande do Sul. Diploma datado de 05 de dezembro de 1985. Entidade atualmente inativa.

1986 – Sócio de nº 2430 da UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES, DE SÃO PAULO. Admitido em 17 de junho de 1986. A UBE é uma das mais importante Entidades Culturais do Brasil, congregado hoje cerca de 5 mil associados em São Paulo e no Brasil.

1986 - Sócio Representante do Clube dos Escritores, Trovadores e Poetas de Conceição da Barra - Espírito Santo. Diploma assinado pela Presidente Vilma de Fátima Araújo, 1986.

1987 – Sócio Correspondente da Academia Petropolitana de Letras, Cadeira nº 51, Patrono Gabriel Kopke Fróes, da Academia Petropolitana de Letras de Petrópolis - RJ. Diploma datado de 29 de abril de 1987, assinado pelo Presidente Joaquim Eloy Duarte dos Santos. Registro no livro nº 03 sob o nº 87030051, em 29/04/87.

1987 - MEMBRE D’ HONNEUR do Clube de Intelectuais Franceses, Paris – França. Diploma conferido em 10 de setembro de 1987. Diploma conferido em 10 de setembro de 1987.

1987 – Sócio Correspondente, Cadeira nº 51, Patrono Gabriel Kopke Fróes, da Academia Petropolitana de Letras de Petrópolis - RJ. Diploma datado de 29 de abril de 1987, assinado pelo Presidente Joaquim Eloy Duarte dos Santos. Registro no livro nº 03 sob o nº 87030051, em 29/04/87.

1987 - Associação Profissional dos Escritores do Estado do Espírito Santo, APES. Organizou e fundou a 06 de fevereiro de 1987, com o Escritor, José Luiz Pereira Passos, a APES, cuja a reunião da fundação foi convocada por Edital Público publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 04 de fevereiro de 1987. A APES foi registrada na Delegacia do Ministério do Trabalho do Estado do Espirito Santo, sob o nº 156, no livro 02, fls. 156, no dia 23 de fevereiro de 1987. José Luiz foi o primeiro Presidente e Clério José Borges, Secretário Geral e Vice. Posteriormente em reunião plenária de 19 de março de 1988, no Auditório da Rede Gazeta de Comunicação, Clério José Borges, assumiu a Presidência da APES. Com a Constituição Brasileira de 1988, a APES, transformou-se em Sindicato dos Escritores do Estado do Espírito Santo, em Assembleia Geral, realizada no dia 11 de janeiro de 1990, na Área de Exposições da Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória, permanecendo Clério José Borges na Presidência. O Sindicato ficou de Compromissos, não encontra tempo para cuidar do Sindicato. Os Livros de Atas e Livro de Registro de Sócios foram organizados por Clério José Borges. Atualmente o Sindicato encontra-se inativo.

1988 - O Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges foi eleito em São Paulo, no dia 24 de julho de 1988, o primeiro Presidente da SCLB, com apoio do Prof. Joaquim Duarte Batista. Permaneceu no cargo até 1994, quando foi eleito Vice-Presidente da SCLB, tendo sido eleita Presidente a Escritora de Mogi das Cruzes – SP, Maria Aparecida de Mello Callandra. É Presidente da Sociedade Cultural Latina do Espirito Santo.

1989 - Diploma de Titular da Academia Pan-americana de Letras e Artes. Diploma datado de 11 de novembro de 1989, assinado pela Escritora Sônia Vasconcellos- Campos – RJ.

1989 - Membro Correspondente do Centro Cultural ‘‘Prof. Faris Michaele’’. De Ponta Grossa - Paraná. Diploma datado de 20 de junho de 1989, assinada pela Presidente Leonilda H. Justus e pela Vice-Presidente Sônia M. D. Martelo.

1990 – Acadêmico da Academia Castro Alves de Letras, de Salvador, Bahia. Diploma datado de 14 de março de 1990, assinado pelo então Presidente Escritor Archibaldo Peçanha.

1990 – De 1990 a 1992, presidente e fundador da Casa do Poeta Brasileiro, Seção do Espírito Santo, POEBRAS de 1990 a 1992. A entidade é filiada à Casa do Poeta Brasileiro âmbito Nacional, com sede em Porto Alegre, RS, presidida na época pelo Escritor Nelson Fachinelli. Em 1992 foi eleito Presidente de Honra da Casa do Poeta Brasileiro, ES, quando assume a Presidência Executiva a Escritora Sandra Geralda Amorim Borges. Atualmente encontra-se inativa.

1991 - Academia de Letras de Vila Velha antiga Academia de Letras Humberto de Campos como Acadêmico Titular, Cadeira número 20, tendo como Patrono Afonso Cláudio de Freitas Rosa. Foi eleito e tomou posse em solenidade realizada no dia 14 de maio de 1991 quando era Presidente o Jornalista Jair Vianna Santos e Secretário Dijairo Gonçalves Lima. Clério foi apresentado e teve como Padrinho o acadêmico Mário Ribeiro que era Poeta e Médico, autor do Livro de Poesias “Retalhos Esparsos: poemas e trovas”. Clério José foi eleito por unanimidade e empossado no mesmo dia.

1992 - Sócio do Clube de Poetas e Escritores ‘‘Eunice Siqueira Tristão’’, da Casa da Cultura de Afonso Cláudio - ES. Carteira concedida, em 1992, pelo Benemérito da entidade, José Saleme. O Clube é da Fundação Jônice Tristão e o Presidente era o Poeta, Elias Mendes.

1996 - Associado do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Clério José Borges tomou posse no IHGES em sessão solene na Rede Gazeta de Comunicação no dia 12 de junho de 1996 durante os festejos dos 80 anos do Instituto, tendo recebido o Diploma de Sócio das mãos do então Presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Desembargador Ewerly Grandi Ribeiro. Clério foi indicado para membro do IHGES, pelo então Vice-Presidente, Dr. José Paulo de Souza filho, tendo a indicação sido aprovada por unanimidade.

1996 – Sócio do MPN, Movimento Poético Nacional, com sede em São Paulo. Delegado do Movimento Poético de São Paulo. Certificado datado de 03 de janeiro de 1996, assinado pelo Presidente Wilson de Oliveira Jasa, nomeando Clério José Borges - Delegado do Movimento Poético de São Paulo em Carapina – ES. O Movimento Poético em São Paulo foi fundado em 12/09/80.

1996 – Associação dos Escritores do Amazonas. Em 22 de Julho de 1996 é admitido, por indicação do Dr. José Paulo de Souza Filho, como Sócio Interestadual da Associação dos Escritores do Amazonas, da Cidade de Manaus, Amazonas, recebendo a Carteira de Sócio nº 58, com validade até dezembro de 1999, assinada pelo Presidente Gaitano Laertes P. Antonaccio.

1998 - Acadêmico Correspondente da Academia Brasileira da Trova, localizada no Rio de Janeiro. Diploma datado de 02 de junho de 1998, assinado pelo Presidente Antônio Bispo dos Santos e Secretária Adelir Machado.

1999 - Acadêmico Correspondente da Academia Itapirense de Letras e Artes, da Cidade de Itapira, São Paulo. Diploma datado de 10 de fevereiro de 1999, assinado pelo Presidente Thiago Menezes.

2004 - Acadêmico Correspondente, Cadeira 202, da Academia de Letras de Cachoeiro de Itapemirim, admitido no dia 03 de setembro de 2004, diploma assinado pelo Presidente Solimar Soares da Silva e pela 1ª Secretária Joacy Ribeiro Novaes.

2011 - Academia de Letras do Brasil – Belo Horizonte, MG. Diploma de posse como Acadêmico Correspondente, datado de 23 de agosto de 2011, assinado pelo Prof. Dr. Mário Carabajal, Presidente da ALB/CONALB.

2013 - Academia Mateense de Letras, AMALETRAS, da cidade de São Mateus. Clério tomou posse no dia 31 de agosto de 2013, em solenidade no Auditório do Salão de Festas da cidade, em solenidade Presidida pela Escritora, Dra. Marlusse Pestana Daher.

2014 - Academia das Artes, Cultura e Letras de Marataízes e do Estado do Espírito Santo (Academia Marataizense de Letras), da Cidade de Marataízes, no sul do Estado. Clério foi empossado em Solenidade realizada no dia 10 de maio de 2014, no Plenário da Câmara Municipal de Marataízes, na Avenida Lacerda de Aguiar, nº 113, Centro - Marataízes - Espírito Santo.

2015 - Academia Iunense de Letras, da cidade de Iúna, na região do Caparaó. Clério tomou posse na quarta-feira, dia 11 de novembro de 2015, durante as comemorações do bicentenário de Criação do Quartel do Rio Pardo. O evento foi realizado no Salão da 3ª. Idade de Iúna e contou com a presença do Prefeito Municipal da Cidade de Iúna, (região Caparaó), Rogério Cruz. A solenidade foi presidida pelo Escritor José Salotto Sobrinho.

2017 - Academia de Letras Jurídicas do Estado do Espírito Santo. Acadêmico fundador admitido na Assembleia Geral de Fundação da entidade em 25 de março de 2017, ocasião em que foi eleito Secretário Geral com mandato de 25 de março de 2017 a 25 de março de 2021.

Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.

 

UMA VIDA DE SUCESSO E AMOR PELA CAUSA CULTURAL.

DE ARIBIRI EM VILA VELHA PARA A SERRA, PARA O BRASIL E PARA O MUNDO

 

1950 – O Historiador, Poeta, Escritor, Trovador, Comendador e Acadêmico Clério José Borges de Sant Anna nasceu no dia 15 de setembro de 1950, no bairro de Aribiri, no Município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Filho do Estivador Manoel Cândido de Sant Anna e da Costureira Lyra Borges de Sant Anna. Ainda bebê, perde o pai vítima de infarto fulminante ocorrido pela madrugada e, é criado pela mãe viúva, sem qualquer orientação paterna.

 

BAIRRO DE ARIBIRI, VILA VELHA, ES

LINHAS DE BONDE E RODOVIA AS FALTADA

Aribiri é um termo indígena que significa o mesmo que Arabiri, Areberi, ou seja, diminutivo de Árabe, barata pequena, baratinha ou barata d´água. Baratinhas que são encontradas nas pedras que ficam próximas ao mar. O rio Arabiri, depois conhecido como Aribiri deu origem ao nome do bairro, devido a grande quantidade de baratinhas existentes nas pedras às margens do rio. A região já foi um quilombo de escravos e em 1910, o terreno que pertencia a Manoel Evaristo Pessoa foram loteados e vendidos e a região se transformou em um povoado. O progresso surge a partir da instalação do bonde em 1912, com a inauguração de uma linha que ligava o centro de Vila Velha até o bairro de Paul, sendo a mais rápida via de acesso para quem queria chegar a Vitória. As primeiras ruas do bairro foram abertas em 1935.

Duas linhas de bondes foram criadas. Uma denominada Paul/Aribiri e outra Vila Velha/Aribiri. Os bondes estimularam a criação de lanchas que ligavam Paul a Vitória pelo canal da baía de Vitória. As lanchas concorriam com os botes dos catraieiros que faziam a travessia da baía. Em 1952 foi instalada a Fábrica de biscoitos Alcobaça. Clério José Borges residia na rua São José que depois transformou-se na rua Ramiro Leal Reis em homenagem ao proprietário fundador da Fábrica Alcobaça.

Em 1928 é inaugurada a Ponte Florentino Avidos, conhecida também como cinco pontes, construída com material importado da Alemanha, passando a ser um ponto crucial na ligação entre Vitória e o continente. Entre 1960 a 1970 é construída a Avenida Jerônimo Monteiro que depois de asfaltada passou a ser o elo de ligação entre Vila Velha e Vitória, utilizando a ponte Florentino Avidos, passando a ser uma forma de se chegar mais rápido do que o bonde à Capital do Estado. Com o surgimento das linhas regulares de ônibus entre Aribiri e Vitória, as viagens de bonde passam a serem lentas e pouco usadas. Os bondes deixassem de circular por volta de 1975/1976. As viagens de bonde eram consideradas maravilhosas já que os vagões eram abertos e possibilitavam apreciar a paisagem, os manguezais e as áreas em pleno crescimento com construções de ambos os lados da linha férrea. As famílias mais tradicionais do bairro eram os Vereza e os Lourenço Rodrigues. Cláudio Vereza, que foi Deputado Estadual em várias legislaturas nasceu no bairro. José Rodrigues de Carvalho foi vereador e presidente da Câmara Municipal, residiu e criou seus filhos no bairro, junto com sua esposa, a enfermeira e parteira Cecília Lourenço Rodrigues. O escritor, poeta e trovador, Clério José Borges, Presidente e fundador do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, hoje ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, nasceu também em Aribiri.

O ex-Deputado Estadual, Cláudio Vereza publicou um pequeno livro, em 1981, onde conta a história de Aribiri. Lá está registrado que as primeiras ruas foram abertas em 1935 e que em 1952 foi instalada a Fábrica de Biscoitos Alcobaça, de propriedade de Ramiro Leal Reis. Consta ainda que, em 1973 foi promovida a inauguração do primeiro Orelhão, Posto Médico e a praça Alfredo (Manoel) Aragão. O Grupo Escolar Ofélia Escobar, em Aribiri foi uma das primeiras Escolas a serem inauguradas no Município de Vila Velha. Outras pioneiras Escolas foram o Vasco Coutinho, no Centro de Vila Velha e o Graciano Neves, entre outros. Alunos de grupos escolares terminavam o primário no quarto ano. O quinto chamava-se curso de admissão ao ginásio e era um mini vestibular que representava um grande obstáculo para os estudantes locais que desejavam prosseguir nos estudos, já que Vila Velha não oferecia esse curso. Quem dispunha de recursos ia para Vitória depois de concluir o curso primário. No bairro, o Campo do Santos Futebol Clube, hoje Estádio Manoel Araújo de Oliveira sempre foi uma opção de lazer da garotada aos sábados e domingos. Partidas do Campeonato Capixaba eram disputadas no Campo do Santos, um time cuja sede era no bairro de Paul, mas, o campo ficava em Aribiri. César Rizzo, Francisco de Oliveira Neto, o Cartola eram alguns radialistas que vinham transmitir as partidas de futebol pelas Rádios Espírito Santo e Vitória. Os times do Rio Branco; Vitória e Santo Antônio jogavam no Campo do Santos em Aribiri. Um dos primeiros jogos da Associação Atlética Desportiva Ferroviária da Vale do Rio Doce, hoje Desportiva Capixaba, foi realizado no Campo dos Santos em Aribiri. A Desportiva foi criada em 17 de junho de 1963 a partir da união de vários times de funcionários da Companhia Vale do Rio Doce que existiam na ocasião.

O time do bairro de Aribiri era o América, cuja sede era na residência de uma família tradicional residente na Rua São Luiz. A rivalidade dos jovens de Aribiri com os jovens do bairro do IBES, Instituto Bem-Estar Social, era característico de uma época em que cada grupo de jovens procurava disputar o seu próprio espaço. Aribiri do mangue que um dia inventaram de fazer uma praia, colocando areia branca numa área por detrás do Morro dos Vereza e em frente a ilha de Vitória. Aribiri das “poncas” (caronas) no bonde. Do “Cabeção” que como cobrador que não deixava ninguém dar “colote” (viajar sem pagar) a passagem. Aribiri da “Convertidora”, como era conhecida a Oficina de conserto de bondes que havia na parte detrás da Estação. Aribiri dos piques-salva. Das fritadas de bundinha de Tanajuras. Aribiri de Dona Lyra; do Lico (Elias Barros); do Ronaldo; Das quadrilhas das festas juninas no quintal da Casa do pai de Cláudio Vereza; Aribiri dos Campeonato de Jogos de Botão; Aribiri do Bebeto e de Luizinho; Aribiri do Borlot e de tantos outros que hoje se orgulham daquele pedacinho de chão tão belo e precioso. Em 1974 circulava no bairro o Jornal “O Encontro”, como órgão de divulgação da Comunidade de Aribiri, com criação de Vera Maria e Direção de Cláudio e Magno. Datilografia de Dulce. No informativo mimeografado à tinta consta que em Assembleia Geral Extraordinária foi eleita a Diretoria do Movimento Comunitário de Aribiri no dia 19 de maio de 1974. Foram eleitos: Presidente -'Cláudio Humberto Vereza Lodi; Vice-Presidente - Magno Pires da Silva; 1º Secretário - Iracema Ferreira; 2º Secretário - Cecília Lourenço Rodrigues; 1º Tesoureiro - Paulo Gáudio Barbosa; 2º Tesoureiro - Brígida F. Santa Clara.

No início de setembro de 2022, a Prefeitura de Vila Velha entregou a praça José Vereza, em Aribiri, totalmente revitalizada. O reformado espaço de lazer recebeu serviços de paisagismo, calçada legal, iluminação com lâmpadas de LED. O local também recebeu um conjunto de brinquedos fixados em grama sintética, para a criançada desfrutar de momentos de alegria com amigos e família.

O rio Aribiri nasce na região da Lagoa Encantada, em Vila Velha. A origem do rio, que está em uma área verde localizada no meio urbano, permanece preservada, mas a situação da nascente não reflete a realidade dos trechos que passam em meio às casas. O descarte de lixo, resíduos e esgoto não tratado das casas deixa o rio com aspecto sujo, levando muitos moradores a confundi-lo com um valão. O curso d’água, praticamente assoreado, tenta sobreviver em meio a tantas impurezas. A origem do rio tem uma área total de 1.194.804,85 m² e é abrigo de diversos animais silvestres. A Lagoa Encantada como é chamada, conta com manguezais, Mata Atlântica e corpos hídricos alagados. Atualmente, é uma Área de Preservação Permanente (APP) mantida pela Prefeitura Municipal de Vila Velha, mas protetores da região lutam para que ela se transforme em um parque natural.

 

COSTUREIRA DE FAMÍLIAS DE VITÓRIA

EQUIPES DE FUTEBOL DO SANTOS DE PAUL E AMÉRICA DE ARIBIRI

Com cinco anos, acompanhando sua mãe, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde a mãe passa a costurar em casa de famílias. Os primeiros estudos foram no Rio de Janeiro, num Jardim de Infância localizado em Niterói próximo à casa de parentes onde passaram a residir durante um período de dois anos. A mãe, Dona Lyra, que possuía Curso de Corte e Costura e Bordado, patrocinado pela Empresa Singer. (Isaac Singer obteve a patente da primeira máquina de costura em 1851 e, em 1955, era inaugurada a primeira fábrica de Máquinas de Costuras Singer, em Campinas, pelo então Presidente da República Dr. João Café Filho), saía de Niterói de manhã cedo, atravessava de lancha a baía de Guanabara para trabalhar como Costureira, retornando à noite.

Em 1957 voltam para o bairro de Aribiri em Vila Velha, na Rua São José, hoje denominada rua Ramiro Leal Reis, ao lado do Campo de Futebol dos Santos Futebol Clube. A mãe Lyra Borges de Sant Anna, passa a trabalhar como costureira diarista em casa de Família em Vitória. Na época entre os anos de 1950 a 1960, as famílias mais abastadas (ricas) contratavam costureiras, que diariamente de segunda a sexta feira, confeccionavam as roupas dos integrantes da referida família. As lojas de venda de roupas prontas eram raridades e as peças de roupas prontas eram caras, sendo mais viável manter de segunda a sexta uma costureira para a confecção de roupas sob medida.

Como costureira, Lyra Borges de Sant Anna trabalhou durante vários anos na casa da família do político Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, homem sensível, político inteligente, que chegou a ser Governador e Senador da República, o que a levou a conseguir com relativa facilidade, uma Bolsa de Estudos para que Clério José Borges estudasse numa das melhores Escolas de Ensino da época, o Colégio Nossa Senhora da Penha, dos Irmãos Maristas, em Vila Velha, ES.

Carlos Fernando Monteiro Lindenberg foi governador do Espírito Santo por dois mandatos (1947 – 1951 e 1959 – 1963), senador da República e um empresário capixaba no ramo da comunicação. Nascido em 1899, em Cachoeiro do Itapemirim, formou-se aos 22 anos de idade em Direito. Marcado por ser uma figura influente na vida pública e política do Estado, deixou um legado também na mídia da região, por ser um dos primeiros donos do jornal A Gazeta, jornal que vigora até hoje e faz parte do conglomerado conhecido como Rede Gazeta de Comunicações.

Residindo praticamente ao lado do Campo dos Santos, Clério começa a assistir na década de 60, aos jogos do Campeonato Capixaba de Futebol, do qual participavam as equipes do Rio Branco, Vitória e outros times. O Santos Futebol Clube fundado em 21 de julho de 1921 é conhecido como Santos de Aribiri, mas na verdade o Santos é de Paul. O apelido pegou, pois, o estádio em que mandava suas partidas era no Bairro Aribiri.

O time de Aribiri era o América Futebol Clube, este sim com sede no Bairro Aribiri, muitas vezes confundido com o América F.C de Vitória primeiro Campeão Capixaba de Futebol. O Santos disputou o estadual e a Taça Cidade de Vitória profissionalmente várias vezes, mas em 1963 na Taça Cidade de Vitória veio sua grande glória, o time conquistou o título desta competição, muito tradicional no Espírito Santo durante as décadas de 50 e 70. Uma curiosidade era que o time do Santos chegava de Bonde ao estádio, pois havia uma linha de bonde do bairro de Paul até o bairro de Aribiri.

As partidas de futebol eram transmitidas pelas emissoras de rádio e Clério José Borges sempre ficava próximo aos grandes locutores esportivos da época, um dos quais, Cesar Rizzo, que depois se transferiu para trabalhar nas emissoras de rádio de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O comentarista era Antônio de Oliveira Neves, conhecido como Carlota.

Natural de Vitória-ES, Cezar Rizzo iniciou a sua trajetória na Rádio Capixaba, em 1959. Em seus quase 60 anos de carreira como locutor, trabalhou nas seguintes rádios brasileiras: Vitória (ES), Espirito Santo (ES), Itatiaia (MG), Guarani (MG), Tupi (RJ), Poti (RN), Sociedade da Bahia (BA), Vera Cruz (BA), América (RJ), Tupi (SP), Globo (RJ), Jornal do Brasil (RJ), Nacional (RJ), Tropical (RJ), Tamoio (RJ), Brasil (RJ) e Manchete (RJ). Marcante locutor do rádio esportivo brasileiro, Cezar Rizzo morreu no dia 21 de janeiro de 2018, aos 82 anos, em Niterói (RJ), após longa luta contra um câncer no fígado. Em sua carreira, Cezar Rizzo cobriu quatro Copas do Mundo (1982, 1986, 1994 e 1998), uma Olimpíada (Moscou, 1980) e 50 Grandes Prêmios de Fórmula 1.

 

RÁDIO ESPÍRITO SANTO – HORA DO ÂNGELUS

1960 – Ainda em Aribiri ouvia na Rádio Espírito Santo (PRI-9), o programa “A hora do Ângelus”, de Sólon Borges Marques. Todos os dias, às seis horas da tarde, Vitória e Vila Velha paravam e a sintonia de todos os rádios era a mesma. Com o programa Hora do Ângelus, Sólon Borges, grande locutor da PRI-9, fazia um belo momento de oração com os capixabas. Todas as pessoas paravam para se benzer e para ouvir a Ave Maria. O programa realizava também, mensalmente, um Concurso com várias perguntas e a pessoa tinha um prazo até o fim do programa para responder e, a cada resposta certa acumulava pontos. No final do mês vencia quem tinha mais pontos. Havia uma corrida de cavalos e cada ouvinte telefonava e apostava em um dos cavalos divulgados no programa. E, a cada vitória do cavalo escolhido, o ouvinte acumulava pontos.

Vitorino Rauta tinha um Bar do tipo Mercearia perto da Estação de bonde e lá estava o único telefone público do bairro de Aribiri entre os anos de 1960 a 1964. Clério ouvia as perguntas e corria para o Bar de onde comprava uma ficha telefônica e ligava para a Emissora respondendo às perguntas e, ia acumulando seus pontos. Acabou vencendo um Concurso, recebendo como prêmio uma coleção com 12 livros da Literatura Brasileira e Mundial, entre os quais Iracema de José de Alencar, O Alienista de Machado de Assis e, A Letra Escarlate, livro de Nathaniel Hawthorne.

Iracema é um livro escrito de forma poética. Originalmente é Iracema - Lenda do Ceará. É um romance da literatura romântica brasileira publicado em 1865 e escrito por José de Alencar, fazendo parte da trilogia indianista do autor. Os outros dois romances pertencentes à trilogia são O Guarani e Ubirajara. A "virgem dos lábios de mel" tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças.

Já "A Letra Escarlate" foi publicado nos Estados Unidos em 1850. O livro conta a vida numa rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra “A” de adúltera, bordada em seu peito.

O Alienista é uma célebre obra literária do escritor brasileiro Machado de Assis. O livro conta a história do Dr. Bacamarte. Um alienista (a designação de psiquiatra na época) convencido de que a infertilidade de sua esposa está diretamente atrelada às condições físicas e mentais do cônjuge. Para provar sua teoria, o alienista cria a Casa Verde, um local para realizar estudos inéditos sobre a mente humana, mas acaba se perdendo na sua própria loucura. Solta todos os internos e conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto de sua vida. A leitura de tais obras, verdadeiros clássicos, leva o jovem Clério a um contato maior com a boa literatura e desperta o interesse pela Poesia e pelo romance.

 

BONDES ELÉTRICOS DE ARIBIRI

1961 - Para estudar no Colégio Marista em Vila Velha, Clério usava como transporte o Bonde Elétrico da linha Paul a Vila Velha, único meio de transporte rápido e prático da época.

Aribiri é um termo indígena que significa o mesmo que Arabiri, Areberi, ou seja, diminutivo de Árabe, barata pequena, baratinha ou barata d´água. Baratinhas que são encontradas nas pedras que ficam próximas ao mar. O rio Arabiri, depois conhecido como Aribiri deu origem ao nome do bairro.

A região já foi um quilombo de escravos e em 1910 foi transformado em povoado, tendo conhecido o progresso a partir da instalação do bonde em 1912, com a inauguração de uma linha de trem que ligava o centro de Vila Velha até o bairro de Paul, sendo a mais rápida via de acesso para quem queria chegar a Vitória. Duas linhas de bonde foram criadas. Uma denominada Paul/Aribiri e outra Vila Velha/Aribiri. Aribiri era justamente a metade do caminho entre Paul até o centro de Vila Velha.

Em Aribiri ficava a “convertidora”, como era conhecida a Oficina de conserto de bondes que havia na parte detrás da Estação de embarque e desembarque de Passageiros. Para se chegar até Vitória, Capital do Estado, ia-se de bonde até Paul e ali de lancha ou bote chegava-se em Vitória, Capital do Estado. Os bondes estimularam a criação de lanchas que ligavam Paul a Vitória pelo canal da baía de Vitória. As lanchas concorriam com os botes dos catraeiros que faziam a travessia da baía.

 

ESTRADA RODOVIÁRIA ACABA COM OS BONDES

1961 - Uma estrada foi construída durante o governo de Jones dos Santos Neves com pista simples, sem acostamento e com cerca de 10 quilômetros, ligando Vitória ao centro de Vila Velha. Foi inaugurada a 8 de setembro de 1951, mesma época do 4º Centenário de Vitória. O nome da importante avenida de Vila Velha é em homenagem ao ex governador e ex Senador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg.

Dez anos após a construção, em 1961, a rodovia recebeu duplicação, passando a ter nove metros de pista em cada lado e com um sistema de drenagem na época criterioso, considerando ser uma região plana e baixa. Além disso, o transporte coletivo de bondes era um marco na vida da população vilavelhense. E, isso mudou com a inauguração da Rodovia Carlos Lindenberg, já que possibilitou a preferência aos ônibus, uma efetiva alternativa urbana de mobilidade causada pela rodovia.

Essa rodovia sempre teve como função servir de alicerce de sustentação para o sistema viário do município, ou seja, permitir acesso a diversos bairros das regiões continental, central e litorânea de Vila Velha. Depois de asfaltada a rodovia passou a ser o elo de ligação mais rápido que o bonde, fazendo com que os bondes deixassem de circular por volta de 1975/1976.

 

 

COPA DO MUNDO DE PELÉ

1958 – 1970. Copa do Mundo de Futebol. Numa destas idas para o Colégio recorda-se que estava dentro do Bonde, quando um Jogador da Seleção Brasileira de Futebol fez um Gol jogando contra o País de Gales na Copa do Mundo de 1958. O Bonde passava numa curva no bairro da Glória, próximo a Fábrica de Chocolates Garoto e o autor do Gol era um Garoto, de 17 anos, chamado Pelé, que depois receberia o título de Rei do Futebol e "Atleta do Século".

Era o dia 19 de junho de 1958 e o Brasil naquele dia venceu a Seleção de Futebol de País de Gales por 1 a 0. O País de Gales é uma das quatro partes do Reino Unido, um país da Europa ocidental. As outras três partes que compõem o Reino Unido são a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda do Norte. O povo do País de Gales é o galês, e sua língua específica tem o mesmo nome. Na língua galesa, o nome do País de Gales é Cymru. Sua capital é Cardiff.

A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 10 de junho até 29 de junho de 1958. O evento foi sediado na Suécia. O Brasil venceu a partida contra o País de Gales (1 a 0). Destaque para Pelé com o único gol da partida. O mundo realmente conheceu Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Nas Quartas de finais, o Brasil enfrentou a forte defesa do País de Gales. Nesta partida Pelé brilhou. Ele aplicou um drible curtíssimo em seu marcador ("chapéu") e girou de primeira para marcar o único gol do jogo.

A partida final foi disputada entre Brasil e Suécia e o Brasil venceu por 5 a 2 e sagrou-se pela primeira vez Campeão do Mundo. A Federação Internacional de Futebol e Associações, mais conhecida pelo acrônimo FIFA, é uma organização sem fins lucrativos internacional que dirige as associações de futsal, futebol de areia ou futebol de praia e futebol, o esporte coletivo mais popular do mundo. Filiada ao Comitê Olímpico Internacional, a FIFA foi fundada em Paris em 21 de maio de 1904 e tem sua sede em Zurique, na Suíça.

Na Copa do Mundo de 1970, o Brasil se sagrou Tricampeão Mundial. A Copa do Mundo de Futebol é uma competição internacional que ocorre a cada quatro anos, com exceção de 1942 e 1946, quando não foi realizado por causa da Segunda Guerra Mundial. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado). O antigo nome da taça faz referência a Jules Rimet. A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção saiu vencedora.

O Brasil, a única seleção a ter jogado em todas as competições, é o maior campeão com cinco títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. Em 2020, a seleção brasileira, a Itália e a Alemanha são os países que mais conquistaram a Copa do Mundo de Futebol.

Apesar de já terem sido disputadas 20 Copas do Mundo, apenas oito países de dois continentes tiveram o privilégio de levantar a taça da competição. Em primeiro lugar na lista está o Brasil, com 5 vitórias, que é o único a ter disputado todas edições do torneio. Na cola do Brasil está a Itália e Alemanha, campeãs quatro vezes, seguida de França, Argentina e Uruguai, duas; e Inglaterra e Espanha, que ganharam uma copa cada.

 

COLÉGIO DOS IRMÃOS MARISTAS DE VILA VELHA

CLÉRIO DESTACA-SE COMO REDATOR CHEFE “O PIONEIRO”

1961 - Estudou o Curso Primário, Ginasial e Curso Científico, no Colégio dos Irmãos Maristas, de formação religiosa Católica. O atual ensino fundamental era denominado de primário e ginásio. Já o atual ensino médio era chamado de científico e posteriormente foi denominado de 2º grau. Clério estudou de 1961 a 1967. Os alunos estudavam Latim e, nas aulas de Religião era obrigatório decorar o Evangelho do Domingo.

Clério José Borges teve como professores, os Irmãos Xisto Iturmende (de origem espanhola); Irmão Pedro Valejo Garrido; Irmão Evaldo Gabriel (Gentil Paganotto); Irmão Claudino (Joseph Claudieni); Irmão Estevão João (Jair Ferreira de Souza); Irmão João Gerlin; Irmão Crispim Edgard (Helvídio Loss). Entre os professores, alguns não eram da Congregação Marista: Artelírio Bolsanello; professora Liese Santos; professor Rômulo Lopes de Faria e professor Clóvis Abreu, pai do Acadêmico e historiador de Vila Velha, Roberto Brochado Abreu.

Em determinada época, um dos professores foi o Audifax de Almeida Cavalcanti, que ministrava aulas de Inglês. Audifax depois foi um dos organizadores do Cursinho Vestibular, implantado no Colégio em 1967, quando era Diretor do Colégio o Irmão Evaldo Gabriel (Gentil Paganotto).

Os Irmãos Maristas são uma congregação religiosa fundada pelo Padre Marcelino Champagnat, na França. Os Maristas chegaram ao Brasil no dia 15 de outubro de 1897. O Ginásio Nossa Senhora da Penha, localizado na Avenida Champagnat, em Vila Velha, foi idealizado no mandato do Prefeito Domício Ferreira Mendes, quando foi articulada, pelos então vereadores Tuffy Nader e professor Ernani Souza, a vinda da Congregação dos Irmãos Maristas para Vila Velha, mediante a cessão do terreno para a construção do Ginásio.

Nas negociações da compra do terreno para a doação aos Irmãos Maristas, representados pela União Brasileira de Educação e Ensino, além da Prefeitura Municipal esteve envolvido o Governo do Estado, cujo Governador na época era Carlos Fernando Monteiro Lindenberg. O terreno denominado Sítio Batalha foi comprado de herdeiros por Trezentos mil cruzeiros (valor bastante expressivo para época) e o negócio foi efetivado sendo a Escritura Pública de Doação Condicional do terreno "Sítio Batalha" para a construção do Ginásio, lavrada no dia 13 de setembro de 1950, no Cartório Beraldo Madeira da Silva, 1º Ofício. Na época o Município de Vila Velha era oficialmente chamado de Município do Espírito Santo.

Inaugurado em 04 de março de 1954, o Colégio Marista começa suas atividades com 61 alunos, distribuídos entre Turmas do Ginásio e as turmas do curso Primário. O Colégio Marista na época era só para estudantes do Sexo Masculino. Anos mais tarde passou a Colégio misto, com a admissão de meninos e meninas com os Cursos: Ginasial e Colegial com o Primário, o Pré e o Jardim de Infância, o Maternal e Pré-vestibular.

 

REVOLUÇÃO MILITAR DE 1964

1964 - Residia ainda em Aribiri quando acompanhou pelo Rádio as notícias do Golpe de 31 de março e 1º de abril de 1964. Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído do Presidente João Goulart. Houve falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio e, que não se conseguiram articular os militares legalistas. Uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo também fracassou.

O Presidente João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1º de abril do Rio para Brasília e, em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

Após 1964, Clério mudou-se com sua mãe para o centro de Vila Velha, ficando mais próximo do Colégio dos Irmãos Maristas onde estudava e dos parentes que residiam na região da Prainha, passando sua mãe a ministrar aulas particulares de Corte e Costura, em sua própria residência.

Fez os seus estudos iniciais no Colégio Nossa Senhora da Penha, dos Irmãos Maristas em Vila Velha, tendo posteriormente se formado como Técnico em Contabilidade no Ginásio Espírito Santo, de João de Almeida e Silva, que funcionava no período noturno no Colégio Vasco Coutinho, no centro de Vila Velha.

 

PARTICIPAÇÃO NOS DESFILES ESCOLARES

1965 – 1967. No Colégio Clério participou da Banda de Música, como Corneteiro. A Banda se apresentava nos grandes eventos da Escola e no Desfile Cívico Militar de 23 de maio, data da colonização do Solo Espírito-santense e no dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil.

Celebra-se no dia 23 de maio, o Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense. A data tem origem no ano de 1535, quando portugueses, a bordo da caravela Glória, desembarcaram   em Vila Velha, com a missão de colonizar a então Capitania do Espírito Santo. Vasco Fernandes Coutinho tornou-se donatário da capitania através de uma Carta Régia, enviada pelo rei de Portugal D. João III. O donatário ao desembarcar em Vila Velha, com cerca de 60 homens, enfrentou problemas graves com os índios que habitavam o lugar, a ponto de Vasco Fernandes Coutinho ter que, em 1549, transferir a sede da capitania para uma ilha, a denominada de Vila Nova para se diferenciar da primeira, Vila Velha.

Em 8 de setembro de 1551, os portugueses venceram acirrada batalha contra os índios Goitacazes e, entusiasmados pela vitória, passaram a chamar o local de Ilha de Vitória. Em meio ao pequeno núcleo urbano, de feição nitidamente colonial, havia "capixabas" – roças de milho- na língua dos índios - expressão que acabou servindo para denominar os habitantes da ilha e, posteriormente, todos os espírito-santenses. Os índios chamavam a Ilha de Vitória de Guananira ou "Ilha do Mel" pela beleza de sua geografia e amenidade do clima com a baía de águas tranquilas e manguezal repleto de moluscos, peixes, pássaros e muita vida. A data de emancipação política do município é 24 de fevereiro de 1823, quando um Decreto-Lei Imperial concedeu Fórum de Cidade a Vitória. No século XX, em função da ocupação dos morros, que refletem as luzes das casas nas águas da baía, Vitória passou a ser chamada de "Cidade Presépio do Brasil" e depois "Delícia de Ilha". Vitória é uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Florianópolis e São Luís).

O desfile cívico militar do dia 7 de setembro era realizado para comemorar o ato de Pedro I, separando o Brasil de Portugal. A independência do Brasil aconteceu em 1822, tendo como grande marco o grito da independência que foi realizado por Pedro de Alcântara (D. Pedro I durante o Primeiro Reinado), às margens do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822. Com a independência do Brasil declarada, o país transformou-se em uma monarquia com a coroação de D. Pedro I. No Brasil o dia Sete de Setembro foi transformado em feriado nacional e é celebrado com desfiles por todo o território. A Banda era organizada pelo Irmão José Siqueira.

Clério participou também da Congregação Mariana em 1965, juntamente com os colegas, Marco Antônio Trés; Miguel Ângelo Trés; Jovem Zucolotto; Rogério Luiz Brochado Abreu, conforme foto na página 88, do Livro "Colégio Marista, 60 anos de história na Educação em Vila Velha, 1954 a 2014"

 

PARTICIPAÇÃO NO GRÊMIO ESTUDANTIL

1967 - No Colégio Marista fez parte do Grêmio Estudantil na administração do presidente Vicente de Paula Ferreira atuando, em 1967, como redator do jornal "O Pioneiro", órgão oficial do Grêmio Estudantil Nossa Senhora da Penha.

A Edição do Jornal O PIONEIRO, de junho de 1967, registrava Reportagem sobre o Sesquicentenário Marista e consta Ano V, Nº 23, "Órgão Oficial dos Alunos do Colégio Nossa Senhora da Penha".

Em setembro do mesmo ano de 1967, foi publicado mais um número com uma reportagem Especial de Clério José Borges, com o Título "O Velho Matias", sobre a descoberta de Petróleo em São Mateus – ES. Tiragem: 2.000 Exemplares para todos os alunos.

Ainda como Diretor de Jornalismo do Grêmio Estudantil, com o apoio do amigo colega, Emanuel do Espírito Santo Barcellos, organizou o Concurso Nacional Literário Padre Champagnat, que recebeu de 1º de julho a 15 de outubro de 1967, (dia dos 70 anos da chegada dos Maristas no Brasil), mais de 3 mil redações de alunos Maristas de todo o Brasil.

 

 CLÉRIO JOSÉ BORGES PRESIDENTE DA UBT, UNIÃO

BRASILEIRA DE TROVADORES DE VITÓRIA – VILA VELHA

1967 - O Professor José Augusto de Carvalho era assíduo colaborador do Jornal “A Gazeta”, de Vitória. Luiz Otávio nomeara José Augusto, Delegado da UBT em Vitória. De imediato, o professor José Augusto inicia uma Campanha para a instalação da Seção de Vitória da União Brasileira de Trovadores e publica no sábado, dia 14 de janeiro de 1967, no Caderno Literário, uma carta de Zedânove Tavares, de Vila Velha, com Trovas. Na mesma coluna, logo abaixo, um cupom de filiação de Trovadores, para ser preenchido e encaminhado para a Rua Quintino Bocaiúva, 16, Aptº 1302 - Edf. Navemar - Vitória.

No sábado, 4 de fevereiro, carta de Renato Bastos Vieira é publicada, seguindo-se uma carta do Trovador Albércio Vieira Machado, do bairro Ibes, Vila Velha, que mandara o cupom preenchido e algumas Trovas. É publicada uma Trova de Albércio: Eu não sabia, querida, / que esses lindo olhos teus / fossem tanto em minha vida / a vida dos olhos meus. Já no dia 11 de março de 1967, a coluna Trovas, publica no item I, nova carta de Zedânove Tavares onde informa que ele está remetendo o cupom e, mais Trovas. No item III da referida coluna a notícia: “O Trovador Clério José, de Vila Velha inicia-se na Trova com um pedido justo:     U’a luz ao longe aparece / pois nunca é tarde demais / para atender a uma prece / pedindo Jogos Florais. ”

José Augusto marca a data de fundação da UBT de Vitória, para o dia 22 de abril de 1967, na sua própria residência em Vitória, na Rua Quintino Bocaiúva, 16, Aptº 1302, Edf. Navemar.  Entre os presentes, Carlos Dorsch, Osmar Silva e Miguel Depes Tallon. Zedânove Tavares Sucupira e Clério José Borges também ali comparecem. Ao chegarmos, a reunião já estava no seu final e o Prof. José Augusto de Carvalho foi logo anunciando: - Pelo conjunto de suas Trovas, você Zedânove foi eleito primeiro Presidente da UBT seção de Vitória. ”

Assim de 1967 a 1968, Zedânove Tavares Sucupira presidiu a Seção de Vitória da União Brasileira de Trovadores, fato comunicado oficialmente a Luís Otávio no Rio de Janeiro e divulgado no Jornal oficial da entidade nacional. No dia 14 de outubro de 1967, a UBT de Vila Velha promove um Júri Simulado. 

O Júri foi realizado na Sala de Sessões “Getúlio Vargas”, da Câmara Municipal de Vila Velha, cedida gentilmente pelo seu então Presidente, Vereador Henrique Rímolo. O tema era a existência ou não de Plágio, na semelhança entre uma Trova de Alberto Isaías Ramires, publicada no livro “Cantigas do Coração”, de 1964: Ao clarão da lua cheia, / numa noite de calor, / vi as ondas sobre a areia, / compondo versos de amor.

E a Trova do Trovador iniciante Antônio Otacílio Peterle, publicada na seção Trovas, de José Augusto de Carvalho, no Caderno Literário, de “A Gazeta”, no dia 8 de abril de 1967: Sob a bela lua cheia, / eu a beijei com calor. /       E vi as ondas na areia, / fazendo versos de amor.   

A promoção foi cuidada de formalidades. Foi feito Convite Especial para as autoridades. O Banco dos Réus foi organizado com políticos, professores e pessoas de destaque na vida Social de Vila Velha: Moacir Carvalho; Henrique Rímolo; Aílton de Almeida; Audifax de Almeida Cavalcanti, Wilson Calmon Alves; Rubens Martinelli e Jorge Góes Coutinho, que no final de 2006, na ausência do Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, assumiu o Governo do Estado por um determinado período, por ser Presidente do egrégio Tribunal de Justiça. Como Juiz, do referido Júri Simulado, os organizadores convidaram o advogado militante, Dr. Antônio Carlos Barcellos.

Os debates foram empolgados. Na acusação Geraldo Nascimento e Clério José Borges. Na defesa Zedânove Tavares e Gerson Fernandes da Silveira Novaes. Os ânimos chegaram a ficar exaltados pois cada qual procurava defender a sua tese de forma empolgante. Ao final, o resultado: Sete a Zero para a Defesa. A Acusação sob protesto continuava chamando de Plagiador, o Poeta Antônio Otacílio Peterle, que para colaborar com a promoção sentara-se na cadeira destinada ao réu, como ocorre num Júri de verdade.

O sucesso do Júri foi tanto que a 29 de junho de 1968, a UBT foi convidada a reprisá-lo em Cachoeiro de Itapemirim, no Auditório da Casa do Estudante, no dia de aniversário daquela importante cidade do Sul do Estado. O convite foi feito pelo então Presidente da Academia Cachoeirense de Letras, Poeta Solimar de Oliveira. A notícia foi divulgada no Jornal “A Tribuna”, de 20 de junho de 1968, que informava que na acusação estariam Geraldo Nascimento e Clério José Borges. Na Defesa, Zedânove Tavares e Maria Alneci Cerutti. O resultado final foi de quatro a três, favorável a Defesa. O Júri propiciava a discussão do tema: “Plágio ou Semelhança de Ideias? ” A acusação defendia a tese do Plágio. Já a defesa considerava que não ocorrera Plágio e sim “semelhança de ideias. ” 

A UBT, por força de seu Estatuto, promovia eleições de dois em dois anos. Uma nova Diretoria foi formada e eleita. A Diretoria eleita tomou posse no sábado, dia 29 de março de 1969, em solenidade na sede da Academia de Letras “Humberto de Campos”, na rua 23 de maio, nº 87 - Prainha - Vila Velha.

Geraldo conseguiu divulgar a entidade em Vitória e Vila Velha e por serem os membros da Diretoria, em sua maioria, residentes em Vila Velha, a entidade realizava suas reuniões em Vila Velha, passando a denominar-se Seção de Vitória e Vila Velha da UBT.

No biênio 1971 - 1972, Clério José Borges de Sant’Anna é eleito Presidente da UBT. Como Vice fica Geraldo Nascimento. Um dos primeiros atos foi comunicar a Direção Nacional da UBT a necessidade de optarmos por uma única denominação. A ideia e logo acolhida e fica então definido que a entidade passaria a chamar-se tão somente de Seção de Vila Velha da União Brasileira de Trovadores. Vitória ficava sem nenhuma seção.

Clério acabou popularizando a entidade. Promoveu palestras nas Escolas, Cursos Informativos, sem fins lucrativos, para estudantes e reuniões mensais da UBT, na sede da Academia de Letras “Humberto de Campos”, cedida como sede provisória da UBT de Vila Velha pelo então Presidente daquela entidade, Saturnino Rangel Mauro, cujo filho era Prefeito de Vila Velha e posteriormente seria eleito Governador do Estado do Espírito Santo.

A terceira Diretoria da UBT tomou posse a 22 de abril de 1971 e em maio lançava uma candidata, Maria Amália Gozze, ao Concurso Miss Espírito Santo, de 1971. Os Concursos de Beleza de jovens garotas, denominadas Misses estavam em evidência na época e as disputas eram acirradas, com mais de três dezenas de candidatas. A UBT ganhou divulgação na imprensa e nos Ginásios onde a candidatava se apresentava. Os Ginásios estavam sempre lotados com centenas de pessoas. No dia 15 de julho de 1971, a UBT Capixaba realizava no Colégio dos Irmãos Maristas de Vila Velha, uma palestra com o título, “A Trova e o atual Movimento Trovadoresco no Brasil”.  O palestrante foi o sr. J. Silva, que residia no Rio de Janeiro.

Em 1972, com o apoio da Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Vila Velha, (Prefeito Max Freitas Mauro e Secretário Antônio Guimarães) é realizado a nível nacional o Primeiro Concurso de Trovas da UBT Vitória, com o tema Pelé. Foram recebidas mais de 500 Trovas, classificando-se em 1º Lugar a Trova do Trovador de Taubaté, São Paulo, Cesídio Ambrogi: Que o Brasil todo enalteça, / tanto a Ruy, como a Pelé. / Se um o honrou pela cabeça, / o outro o honrou usando o pé.

No mês de maio de 1972 é realizado em Vila Velha um Curso Informativo de Jornalismo e Comunicação. São apresentadas palestras de Jornalistas e radialistas de Vitória no Auditório do Colégio dos Irmãos Maristas, em Vila Velha, em promoção da UBT, com mais de 300 participantes. Outros Cursos são então realizados, com êxito nas Comunidades de Vila Velha e do Estado.

Em abril de 1973 é eleita uma nova Diretoria da UBT, com o poeta Edson Faiolli como Presidente. Edson, por circunstâncias várias, torna a entidade inativa, deixando a mesma de existir.

 

CLÉRIO PUBLICA CONTOS INFANTIS

NO JORNAL A GAZETA, DE VITÓRIA, ES.

1967 - Ainda no Colégio Marista no Curso Científico, atual 2º Grau, Clério foi aluno do professor Rômulo Lopes de Faria que era amigo da Jornalista Glecy Coutinho, que na época era Editora do Jornal A Gazetinha, suplemento infantil do Jornal de maior circulação no Espírito Santo, na época, o Jornal A Gazeta. Lendo as redações de Clério José Borges, o professor Rômulo solicitou que Clério fizesse contos infantis que passaram a ser publicados no Jornal A GAZETINHA, suplemento Infantil do Jornal A GAZETA, de Vitória – ES.

Assim no período de 1966 a 1968 foi Contista Infantil, com vários contos publicados no Jornal A GAZETINHA, suplemento Infantil do Jornal A GAZETA, de Vitória – ES. O Suplemento Infantil A Gazetinha era dirigido pela Jornalista Glecy Coutinho. Os contos que fizeram mais sucesso foram "Se Batman e Robin visitassem Vitória" e "O sapo Rimued", que contava a história de um sapo orgulhoso que reinava numa Lagoa. O conto Infantil era cheio de ironias e, objetivamente procurava chamar de orgulhoso, um colega de colégio. A palavra Rimued criada por Clério é Deumir ao contrário.

A edição de 7 de janeiro de 1967 do Caderno Literário do Jornal “A Gazeta”, de Vitória - ES, publica uma página de Trovas de diversos Trovadores Brasileiros, entre os quais, A.A. de Assis, de Maringá - PR e Alfredo de Castro. Na mesma edição é publicado o soneto “Apelo”, de Eno Teodoro Wanke. Junto com o Caderno Literário, o Jornal “A Gazeta”, publicava naquele dia o Suplemento Infantil, A Gazetinha, que trazia um conto infantil de Clério José Borges, com o título “Três Desejos”.

 

CURSO DE TÉCNICO EM CONTABILIDADE

1968 - Formou-se como Técnico em Contabilidade no Colégio Comercial do Espírito Santo – Vila Velha – ES, tendo concluído o curso no ano de 1968, conforme Diploma datado de 15 de dezembro de 1968, assinado pelo Diretor João de Almeida Silva e pelo Secretário Aylton de Almeida.

Durante o dia estudava o Curso Científico (atual 2º Grau), no Colégio Marista e à noite, estudava o Curso de Técnico em Contabilidade. Entre os colegas formandos, Geraldo Nascimento, Deumir Da Rós e Francisco de Freitas Mauro, conhecido por Neco, que foi Vereador em Vila Velha e é irmão do ex Governador Max Freitas Mauro e tio do Prefeito de Vila Velha, Max Filho. Foi aluno do Professor, também Poeta e Trovador, Aylton de Almeida e do Contador Atyla de Freitas Lima.

 

JORNAL DE VILA VELHA

1969 - Clério em 1969 lançou em Vila Velha, o Jornal de Vila Velha. Quatro números do Jornal chegaram a circular em 1969. Nas páginas do Jornal escreveram artigos: Zedânove Tavares, que atuou como Redator Chefe; Geraldo Nascimento; Emanuel Barcellos; Max Freitas Mauro; Osny Ferreira Mendes; Jair Vianna Santos e Attílio Juffo. O Jornal tornou-se inativo devido aos altos custos financeiros de financeiros de Impressão. A tiragem era de 1.000 Exemplares cada número. A Impressão era feita em Cachoeiro de Itapemirim – ES.

Assessor Técnico da Prefeitura Municipal de Vila Velha, em 1972, na Administração Max Freitas Mauro, tendo elaborado textos e Comunicados da Prefeitura Municipal, que foram distribuídos nas Comunidades de Vila Velha.

 

JORNAL A TRIBUNA DE VITÓRIA, ES

1969 - Aquiles Antonaccio era comerciante em Aribiri e amigo de um Diretor Administrativo do Jornal A Tribuna de Vitória e que passava por um processo de transformação redacional. Um novo grupo empresarial havia adquirido o Jornal, o Grupo João Santos e inicia, em 1969 um processo de contratação de novos profissionais.

Os jornalistas do Rio de Janeiro, Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas são contratados para uma transformação do Jornalismo Capixaba. A Tribuna começa a contratar estagiários, fato que chega ao conhecimento do comerciante Aquiles Antonaccio, que de imediato lembra-se do jovem que vivia brincando de jornalista pelas ruas de Aribiri e faz a indicação de Clério para o estágio em A Tribuna.

Assim em 1969 Clério José Borges ingressa no jornal A Tribuna como estagiário, (Foca ou Jornalista iniciante), exercendo posteriormente as funções de Repórter, Redator e Chefe de Reportagem, tendo trabalhado com os profissionais Plínio Marchini, Cláudio Bueno Rocha, Vinícius Paulo Seixas, Rubinho Gomes, Sérgio Egito, Jota Cassado e Nelson Gurgel entre outros.

 

VOCAÇÃO DE JORNALISTA SURGE DESDE A INFÂNCIA

REDATOR CHEFE DO JORNAL O PIONEIRO

Já na infância em Aribiri, Clério mostrou sua tendência ao Jornalismo montando a caneta um Jornalzinho que vendia para pessoas amigas e conhecidas. Divulgava notícias ouvidas no Rádio. Um trabalho artesanal vendido a preços de hoje em torno de dez centavos. Era feito um exemplar e depois repetia com a mesma diagramação mais dois ou três exemplares. Quando os americanos lançaram um foguete em direção ao espaço e que não logrou êxito, Clério já montava seu jornal e colocava lá que a culpa tinha sido por causa de um parafuso mal afixado. Ao ingressar no Colégio dos Irmãos Maristas começou a se destacar nas Redações e acabou sendo convidado a escrever crônicas e, mais tarde foi convidado a dirigir o Jornal O Pioneiro, do Grêmio Estudantil Nossa Senhora da Penha.

Clério foi também Redator Chefe do Jornal Estudantil O PIONEIRO, no Colégio Nossa Senhora da Penha, conhecido popularmente como Colégio dos Irmãos Maristas, de Vila Velha – ES, em 1967. A Edição do Jornal O PIONEIRO, de junho de 1967, registrava Reportagem sobre o Sesquicentenário Marista e consta: Ano V, Nº 23, “Órgão Oficial dos Alunos do Colégio Nossa Senhora da Penha”. Em setembro do mesmo ano de 1967, foi publicado mais um número com uma reportagem Especial de Clério Borges, com o Título “O Velho Matias”, sobre a descoberta de Petróleo em São Mateus – ES. Tiragem: 2.000 Exemplares, distribuídos gratuitamente para todos os alunos. Como Diretor de Jornalismo do Grêmio Estudantil “Nossa Senhora da Penha”, do Colégio Marista de Vila Velha, Clério organizou um Concurso Nacional Literário Padre Champagnat, que recebeu de 1º de julho a 15 de outubro de 1967, mais de 3 mil redações de alunos Maristas de todo o Brasil. No dia 15 de outubro de 1897, um grupo de Irmãos maristas chegam ao Brasil para ampliar a missão do hoje Santo, São Marcelino Champagnat, fundador da congregação.

Clério foi Diretor Presidente e Cultural da POP ART PROMOÇÕES LTDA, de Vila Velha – ES. Publicou o Jornal “News Pop Art”- Informativo Estudantil Capixaba. A edição do referido jornal de Nº 1, foi lançada em dezembro de 1981.

Em 1969 começa a trabalhar como Jornalista iniciante ou Estagiário, (na linguagem Jornalística o nome é Foca) no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES. De "Foca" é logo promovido a Repórter, depois Redator, chegando a exercer o cargo de Chefe de Reportagem do Jornal "A Tribuna", de Vitória, ES. Trabalhou profissionalmente, com Carteira Profissional assinada de 01/08/69 a 11/02/70 e de 01/03/71 a 05/07/72. Foi Repórter Iniciante (Foca), de janeiro a março de 1969 e promovido, em seguida, a Repórter e depois a Redator, trabalhando até 1972. O Jornal "A Tribuna" é um dos mais conceituados Jornais do Estado do Espírito Santo, disputando a preferência popular com o Jornal A Gazeta. Clério, em A Tribuna, além de Repórter e Redator foi comentarista de Cinema e chegou a Chefe de Reportagem, trabalhando com os consagrados Jornalistas, Marien Calixte, Plínio Marchini, Rubinho Gomes, Paulo Bonates e os falecidos Sérgio Egito, Paulo e Pedro Maia, Vinicius Paulo Seixas e Cláudio Bueno Rocha...

Interrompeu seu trabalho como Jornalista para servir o Exército, tendo ingressado no 38 BI - Batalhão Tibúrcio, em Vila Velha, integrando o Curso de NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva), por aproximadamente um ano. Na época em que esteve no Exército continuou escrevendo para o Jornal A Tribuna como crítico cinematográfico, comentando semanalmente os filmes em exibição em Vitória, Capital do Estado.

Depois teve uma lingeira passagem pelo Jornal O Diário, (Já extinto), também de Vitória, ES, onde exerceu as funções de Repórter Especial e Chefe de Reportagem. No livro "O DIÁRIO DA RUA SETE", de Antônio de Pádua Gurgel o nome de Clério José Borges é citado na página 223 e, consta na Reportagem intitulada "Nós somos os focas", onde vários Jornalistas iniciantes explicavam aos leitores por que haviam optado pela profissão de Jornalista. Além do nome de Clério José Borges constam os nomes de, Mariângela Pellerano, Jorge Luiz de Souza, Jair Guilherme de Almeida, Toninho Rosetti, Newton Pandolpho Filho e José Antônio Mansur, na época recém-contratados.

 

CLÉRIO NO EXERCITO CURSA O NPOR

No ano de 1917 o 50º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro é transferido, de sua sede em Salvador, para o Estado do Espírito Santo, pelo Decreto 6.971 de 15 de dezembro de 1917, vindo a instalar-se na cidade de Vila Velha, com suas dependências construídas sobre o Forte São Francisco Xavier da Barra. Pela Portaria Ministerial Reservada, número 043, de 07 de setembro de 1972, o Batalhão passou a ser chamado de 38º BATALHÃO DE INFANTARIA e, em 11 de maio de 1964, recebe a denominação de BATALHAO TIBURCIO num pleito de homenagem a Antônio Tibúrcio Ferreira de Souza, Tenente Coronel Comandante do Exército que a 08 de julho de 1868 recebe um elogio do Comando em Chefe de Todas as forças Brasileiras em operações contra o Governo do Paraguai, não só pelo acerto em suas disposições no comando, assim também pela atividade e bravura com que sempre se distinguiu na frente do inimigo(...)"

Assim em 1969, Clério se alista no Exército brasileiro e por ter concluído o então Curso de 2º grau, em 1968, se inscreve no NPOR, Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva. Serve o exército durante o período de um ano. No período p destaque era a Ordem Unida, ou seja, uma formação habitual de marcha de uma tropa, com um conjunto harmonioso, cadenciado e equilibrado dos movimentos de marcha, chamado de ordem unida. Terminado o período no Exército retornou ao Jornal A Tribuna onde permaneceu até o dia que o referido Jornal da Rua Deputado Nelson Monteiro, na Esplanada da Capixaba no Centro de Vitória, fechou suas portas e passou por uma grande reformulação gráfica, retornando cerca de dois anos depois na nova sede da Ilha de Santa Maria, quando Clério já estava envolvido em outras atividades culturais, através de Cursos Informativos.

 

CURSO DE DIREITO EM CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

1970 – No ano de 1970 Geraldo Nascimento, amigo de infância resolve fazer Vestibular de Direito em Cachoeiro de Itapemirim e convida Clério José Borges para juntos realizarem a prova. A Faculdade na cidade de Cachoeiro era particular e muitos estudantes da Capital Vitória, iam estudar em Cachoeiro, cidade localizada a pouco mais de 100 quilômetros de Vitória, já que a Faculdade admitia a presença nas sextas feiras e no sábado. Clério se inscreveu para estimular um amigo, Geraldo Nascimento, o Gernas, ao estudo. Clério passou e Gernas também. Clério classificou-se em 3º lugar no Exame Vestibular da Faculdade de Direito da Cidade de Cachoeiro de Itapemirim. Naquele ano ficou em 5º lugar na classificação geral, pois dois candidatos empataram em primeiro lugar e dois empataram em segundo lugar. Eram 300 Candidatos para 100 Vagas.

Um dos itens da prova do Vestibular era falar sobre o Escritor José de Alencar. Como se diz na gíria popular, foi “açúcar no mel” pois Clério já havia lido vários livros de José de Alencar, desde "Ubirajara" até o livro, "Iracema", a virgem dos lábios de mel.

Estudou Direito em Cachoeiro de Itapemirim, durante um ano, em 1970, tendo comparecido várias aulas nos fins de semana. Além do pagamento mensal da Faculdade havia ainda a hospedagem de sexta para sábado o que inviabilizava as idas de Clério até o sul do Estado. Cansou das viagens e, em 1971, abandonou o Curso que era frequentado na cidade de Cachoeiro. Geraldo Nascimento que possuía um Escritório de Contabilidade e assim tinha como se manter financeiramente, acaba concluindo o Curso em 1974.

 

JORNALISTA CORRESPONDENTE DA REVISTA INTERVALO, SP

1971 - Clério foi Jornalista Correspondente, no Espírito Santo, da Revista INTERVALO, da Editora Abril, de São Paulo, tendo publicado entre outras, uma série de reportagens sobre o caso do cantor Tony Tornado que se atirou do palco em cima da plateia, no I Festival de Verão de Guarapari, (Festival de Verão de Guarapari, o Guaraparistock, como a versão brasileira de Woodstock, nos dias 11,12, 13 e 14 de fevereiro de 1971), causando lesões numa jovem que assistia ao show.

Antônio Viana Gomes, mais conhecido como Toni Tornado, em 1970 foi o vencedor da fase brasileira do V Festival Internacional da Canção com a canção soul "BR-3". Tony Tornado se apresentava em Guarapari acompanhado da banda A Brazuca, de Antônio Adolfo, quando resolveu voar (stage diving) sobre a plateia quando encerrava a apresentação com seu sucesso BR3, que havia vencido o Festival da canção na Rede Globo de Televisão. Ele caiu sobre a espectadora, Maria da Graça Capôs, que por pouco não ficou paraplégica, mas acabou curada depois que Tornado, com apoio do apresentador de TV, Silvio Santos custeou seu tratamento médico. Clério escreveu várias reportagens Especiais do caso TONY TORNADO no 1º Festival de Verão de Guarapari – ES.

 

CONCURSO LITERÁRIO SOBRE HUMBERTO DE CAMPOS

Em 1971 a Academia de Letras Humberto de Campos realiza com o apoio da Prefeitura Municipal de Vila Velha um Concurso Literário com o tema Humberto de Campos. Clério participa do Concurso com mais 46 pessoas e se classifica em SEGUNDO LUGAR, recebendo prêmio em dinheiro.

A Classificação mereceu premiação em Dinheiro. O Concurso teve por objetivo despertar o interesse pelo estudo da vida do Humberto de Campos, Humberto de Campos Veras (Miritiba, 25 de outubro de 1886 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1934) foi um jornalista, político e escritor brasileiro.

 

PROFESSOR DE MORAL E CÍVICA

1972 – O Governo do Estado no ano de 1972 possuía a figura do professor provisionado. Aquele que não sendo formado como Professor de determinada disciplina, após rápida avaliação, recebia uma autorização provisória para ministrar aulas preenchendo vagas existentes. Assim em 1972, por indicação do político Teixeirinha, (José Teixeira Guimarães) foi convidado pela Secretaria Estadual de Educação a ministrar aulas de uma disciplina nova, denominada "Moral e Cívica" na Escola Estadual de 1º Grau "Agenor de Souza Lé", no bairro Divino Espírito Santo, antigo bairro da Toca, em Vila Velha. Ministrou aulas para sete turmas de 5ª Série de 1º Grau, sendo que cada turma possuía cerca de 30 alunos, perfazendo um total de pouco mais de 200 alunos. 

A Disciplina Educação Moral e Cívica foi criada em setembro de 1969 como disciplina obrigatória nas escolas de todas etapas e modalidades do País pelo então presidente Arthur da Costa e Silva (1967-69), criador do AI-5, durante a fase mais dura e brutal da ditadura militar brasileira. A disciplina previa o culto à pátria, bem como aos seus símbolos, tradições e instituições a fim de “aprimorar o caráter do aluno por meio de apoio moral e dedicação tanto à família quanto à comunidade”. Tratava-se de uma maneira de exaltar o nacionalismo presente na época da ditadura. Com o passar dos anos, o ensino da disciplina foi flexibilizado. Primeiro, tornou-se obrigatório apenas para algumas séries. Em 1992, passou a ser opcional e, em 1993, o então presidente Itamar Franco a extinguiu por não a considerar parte de um regime democrático.

 

CURSOS INFORMATIVOS

1972 - Clério José Borges trabalhando no Jornal A Tribuna, em 1972, tem uma ideia de realizar em Vila Velha um Curso Informativo de Iniciação ao Jornalismo. Estando na Diretoria da UBT, União Brasileira de Trovadores realiza o evento como promoção da UBT, aproveitando a oportunidade para divulgar a Poesia e a Trova.

São programados alguns Cursos nas Comunidades de Vila Velha. Em 25 de março de 1972 é realizado um Curso de Iniciação ao Jornalismo, no Bairro Ataíde, Vila Velha, ES, em promoção conjunta com a JUBA - Juventude Unida do Bairro Ataíde, no Município de Vila Velha, ES, na época presidida por Péricles Alves Noronha e tendo na Diretoria Dilzete Reis. O Curso foi realizado aos Domingos pela manhã durante um período de cinco Domingos. No encerramento do Curso uma solenidade especial de entrega de Certificados. No Curso em Ataíde foi registrada a participação dos amigos: Carlúcio, Altair Brandão (Tamoio) e do então Vereador de Vila Velha, atualmente falecido, Nilson Bitencourt.

Logo novo Curso é programado para ser realizado em Vila Velha. Recebe o nome de Curso Livre de Jornalismo e Comunicação, e, é programado para o período de 4 a 22 de maio de 1972, no Auditório do Colégio dos Irmãos Maristas, com apoio da Prefeitura Municipal de Vila Velha e que teve a participação de mais de 300 alunos das Escolas de Vila Velha. Foram duas semanas, de segunda a sexta, no período noturno e, de 4 a 22 de maio. O evento foi programado em comemoração ao aniversário da cidade de Vila Velha, que ocorre sempre, todo ano no dia 23 de maio.

Alguns Jornalistas e Radialistas de Vitória foram convidados para passarem para os estudantes um pouco de sua experiência profissional. Os principais nomes do Jornalismo Capixaba da época: Marien Calixte, Amylton de Almeida, Antônio Élber Suzano, Antônio Augusto Rosetti, Emanuel Barcellos, Darcyr Castelo Mendonça, Itaguassy Fraga, Esdras Leonor, Paulo Bonates e Pedro Maia. Clério José Borges, Zedânove Tavares Sucupira e Emanuel Barcellos foram também palestrantes passando um pouco de suas experiências para os jovens estudantes.

 

IMORTALIDADE LITERÁRIAS E CULTURAL RECONHECIDA COMO MEMBRO DE VÁRIAS ACADEMIAS DE LETRAS E ARTES: Pertence ainda, além da Academia ACLAPTCTC (Poetas Trovadores) e ALEAS (Serra, ES) como Acadêmico Titular da Academias de Letras de Vila Velha, antiga Academia de Letras Humberto de Campos. Clério é ainda Acadêmico Correspondente, entre outras, das Academias de Letras e Artes de São Mateus, Marataízes, Iúna, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante, Santa Maria de Jetibá, onde é Acadêmico Benemérito), Viana, Cariacica e Academia de Letras e Artes e História do Patrimônio de São Pedro de Alcântara no Município de Mimoso do Sul. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, (ES); da Academia Petropolitana de Letras, da Cidade de Petrópolis, (RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. 

ESCRITOR E LIVROS PUBLICADOS: Clério possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras: 1) “História da Serra”, premiado em solenidade realizada em Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo, como Melhor Livro do ano de 1988; 2) “Serra, Colonização de uma Cidade”, obra que aborda a colonização da Cidade da Serra na Grande Vitória ES, iniciada com comprovação histórica e base em documentos antigos com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição a 08 de Dezembro de 1556, pelo Padre Braz Lourenço e o Chefe da Nação dos Indígenas Temiminós, Maracajaguaçu (Gato Bravo Grande). 3) “Dicionário Regional de Gírias e Jargões", com mais de 10 mil gírias e Jargões da Malandragem, colhidas pelo autor Clério José Borges durante 35 anos de atividade profissional como Escrivão de Polícia Civil no Estado do Espírito Santo ouvindo oitivas, declarações e depoimentos de várias pessoas. 4) “A Mulher Heroína do Queimado, Aisha Keto Korowe Detokumbo, Benedita Torreão, Princesa que veio de além-mar.” Um trabalho de Pesquisa que identifica a mulher que participou, como heroína, de uma Revolta de Negros Escravizados ocorrida no Porto localizado no Rio Santa Maria da Vitória denominado de "Vila do Queimado", revolta esta que durou três dias e teve mais de 300 escravos envolvidos e que foi iniciada em 19 de março de 1849. Clério detém ainda mais de um total de 500 diplomas, honrarias, medalhas e comendas por seu trabalho literário e como poeta, trovador, escritor e historiador Capixaba.

COMENDADOR CAPIXABA. No dia  07/07/2015 o título de COMENDADOR e a Comenda de Mérito Legislativo Rubem Braga, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, conferido pela Deputada Estadual Luzia Toledo. Recebeu ainda no dia 30 de setembro de 2023, o título de “Mestre da Cultura Capixaba” da Associação Capixaba de Cultura e Arte, no Encontro de Danças Folclóricas realizado na Praia da Costa em Vila Velha ES.

DESTAQUE NO CARNAVAL CAPIXABA - No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no Sambão do Povo, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba, Rosas de Ouro”, do Município da Serra, Espírito Santo, presidida pelo Carnavalesco, Marcos Caran. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "Serra 450 Anos de Fundação”, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges.

DESTAQUE NO JORNAL NACIONAL DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO - No dia 11 de dezembro de 2014, uma entrevista de Clério José Borges ao repórter Mário Bonella, sobre as ruínas da Igreja de São José do Queimado, palco de uma Revolta de Escravos em 1849 foi exibida para todo o Brasil e inclusive para o Exterior através do Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.

PROGRAMA NACIONAL DE TELEVISÃO "SEM CENSURA": No dia 18 de junho de 1987, Clério José Borges é convidado para falar sobre o novo movimento da Trova no país, denominado Neotrovismo no Programa "Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. O programa foi exibido para todo o Brasil tendo como apresentadora a Jornalista Lúcia Leme. Junto com Clério participaram como entrevistados os atores de novelas da Rede Globo de Televisão, Carlos Alberto e Caíque Ferreira, entre outros.

 

CIDADÃO DAS CIDADES DE VILA VELHA (NASCIMENTO) E BENEMÉRITO DE HONRA DA CIDADE DE SERRA E DA CIDADE DE CARIACICA, NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO: Clério José Borges é também Cidadão Serrano (da Cidade da Serra, na Grande Vitória, ES) tendo recebido o título em Solenidade da Câmara Municipal, no dia 26 de dezembro de 1994, concedido graças a indicação aprovada por unanimidade da então Vereadora Márcia Lamas. Clério é ainda Cidadão Cariaciquense tendo recebido o título em solenidade da Câmara Municipal de Cariacica, ES, (Cidade da Grande Vitória, ES), no dia 14 de Julho de 2022, por indicação do ilustre Vereador da Câmara Municipal de Cariacica, Edson Nogueira.

 

TRABALHO. - JORNALISTA. Clério trabalhou no Jornal "A Tribuna", de 1969 a 1972. Foi Foca, Repórter, Crítico de Cinema e chegou a CHEFE DE REPORTAGEM. No Jornal A Tribuna trabalhou com Jornalista renomados como Plínio Marchini, que faleceu numa quinta-feira, dia 26 de maio de 2022, que foi um dos primeiros diretores da TV Gazeta, televisão afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Clério trabalhou ainda com Vinícius Paulo Seixas, Cláudio Bueno Rocha, Marien Calixte, Paulo Maia e o irmão Pedro Maia, Maura Fraga, Elber Suzano e o fotógrafo José Joaquim Nunes e muitos outros brilhantes profissionais. Clério foi ainda Jornalista Correspondente da revista de notícias da televisão, “Intervalo”, tendo publicado entre outras, uma série de reportagens sobre o caso do cantor Tony Tornado que se atirou do palco em cima da plateia, no I Festival de Verão de Guarapari, (Festival de Verão de Guarapari, o Guaraparistock, como a versão brasileira de Woodstock, nos dias 11,12, 13 e 14 de fevereiro de 1971). Clério José Borges posteriormente trabalhou no jornal "O Diário", como redator e chefe de reportagem, trabalhando com profissionais da qualidade de José Barreto de Mendonça, Rogério Medeiros e Pedro Maia.

 

TRABALHO. ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Clério José Borges atuou como escrivão de polícia civil desde 1975, recebendo medalhas de bronze, prata e ouro da corporação, por 30 anos de serviço prestados em favor da população Capixaba. Aposentou-se pela Portaria N.º 081, de 18 de janeiro de 2011, publicada na página 05 do Diário Oficial do Estado do Espírito Santo do dia 20 de janeiro de 2011, onde consta, "aposentadoria por tempo de contribuição, a partir de 17 de setembro de 2010, (...), computados 37 anos, 02 meses e 19 dias de tempo de contribuição. (...) Processo 01901621".

 

VIDA COMUNITÁRIA - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES.  Teve relevante participação na vida Comunitária nas Cidades de Vila Velha e Serra. No bairro em que reside esteve envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, quando foi um dos organizadores do Movimento Comunitário do Bairro Eurico Salles onde reside, tendo sido o primeiro Vice-Presidente e, atuado posteriormente, novamente como Vice-Presidente, Diretor de Jornalismo e Secretário Geral. O bairro Eurico Salles fica no Distrito de Carapina no Município de Serra, na Grande Vitória, no Estado do Espírito Santo, Brasil.

 

PASTORAL FAMILIAR E MINISTRO DA PALAVRA SUBSTITUINDO O PADRE NAS CELEBRAÇÕES, FAZENDO PARTÍLHA DA PALAVRA (HOMILÍAS). Pertenceu a Pastoral Familiar (preparação de noivos para o casamento junto com sua esposa Zenaide e Magnólia Pedrina Silvestre) da Comunidade Católica São Paulo Apóstolo, da Paróquia São José Operário de Carapina, Serra, ES, desde 19 de março de 2005 até o dia 19 de agosto de 2022. Foi Ministro da Palavra, da referida Comunidade Católica São Paulo, Paróquia São José Operário, de 05 de agosto de 2008 até o dia 19 de agosto de 2022.

 

PROFESSOR. Exerceu a função de Professor, tendo sido, Professor de "Moral e Cívica", na Escola de 1º Grau "Agenor de Souza Lée", no bairro Divino Espírito Santo, antigo Toca, em Vila Velha, em 1972. Ministrou aulas para sete turmas de 5ª Série de 1º Grau. Foi Professor de "Administração e Controle", no Instituto de Educação "Professor Fernando Duarte Rabelo" – Praia de Santa Helena – Vitória – ES; Professor de "Técnicas Comerciais"; "Administração e Controle" e "Economia e Mercado", no Colégio Comercial Brasil, no bairro de Cobilândia, Vila Velha, ES, com carteira assinada de 01/04/77 a 26/02/80. Professor de "Técnicas Comerciais", na Escola de 1º Grau "Desembargador Ferreira Coelho", no bairro da Glória, Vila Velha, ES e na Escola Municipal de 1º Grau “Juiz Jairo de Mattos Pereira”, de São Torquato – Vitória –ES; Professor de "Português e Literatura", no Instituto Educacional "Rio Doce", de Santo Antônio – Vitória – ES; Professor de "Administração e Controle" e "Economia e Mercado", na Escola de 1º e 2º Graus "Clóvis Borges Miguel", Sede da Serra – ES. Organizou e foi Conferencista no Curso Livre de Jornalismo e Comunicação, de 4 a 22 de Maio de 1972, no Auditório do Colégio dos Irmãos Maristas, de Vila Velha, com apoio da Prefeitura Municipal de Vila Velha e que teve a participação de mais de 300 alunos das Escolas de Vila Velha. Entre os Conferencistas: Marien Calixte; Amylton de Almeida; A. Élber Suzano; Antônio Augusto Rosetti; Emanuel Barcellos; Clério José Borges; Castelo Mendonça; Itaguassy Fraga; Zedânove Tavares; Esdras Leonor; Paulo Bonates e Pedro Maia.

 

ACADEMIAS DE LETRAS E ARTES. Fundador e primeiro presidente da Academia de Letras e Artes da Serra (ALEAS), na Cidade de Serra, na Região Metropolitana da Capital Vitória, ES. Fundou o Clube dos Trovadores Capixabas (CTC) a 1º de julho de 1980, entidade Cultural de divulgação da Trova e da Poesia em Geral que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se em ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores. É Acadêmico Titular da Academia de Letras de Vila Velha e Secretário Geral da Academia de Letras Jurídicas do Estado do Espírito Santo e membro de várias Academias de Letras no Estado e no Brasil. 

 

FEBET - FEDERAÇÃO BRASILEIRA - Participou da fundação da Federação Brasileira de Entidades Trovistas, (FEBET) em 1984. Fundou com o Escritor Paranaense e radicado no Rio de Janeiro, Dr. Eno Teodoro Wanke, o novo movimento em torno da Trova no Brasil denominado de Neotrovismo, responsável pela realização de Seminários, Congressos, Encontros Nacionais de Poetas Trovadores em várias cidades brasileiras de 1985 ao ano 2025, de Porto Velho em Rondônia a Porto Alegre. De Recife e Olinda a Salvador. Do Rio de Janeiro a Maringá, Timóteo e Formiga, São Paulo e Brasília.

 

CONSELHEIRO ESTADUAL DE CULTURA. Foi Conselheiro Titular, representante da área de Literatura, do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, durante quatro anos, de 04/01/1989 a 18/02/1993, tendo exercido os cargos de Vice-Presidente e Secretário do referido Conselho. De 1993 ao ano 2000 atuou como Suplente e Colaborador do referido Conselho. Foi Conselheiro Titular do Conselho Municipal de Cultura da cidade de Serra ES, representante da área de Literatura, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias, tendo exercido o cargo de Vice-Presidente e o cargo de Secretário do referido Conselho. 

 

CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA, SERRA, ES. No Conselho Municipal de Cultura da Cidade da Serra foi Conselheiro Titular da Câmara de Literatura de 24 de setembro de 1997 a 20 de Julho de 2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, no Congresso da Sociedade de Cultura Latina do Brasil desde o dia 11 de maio de 2004.

 

SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO BRASIL. Foi eleito primeiro Presidente da Diretoria Executiva Nacional da SCLB, Sociedade de Cultura Latina do Brasil, no dia 24 de julho de 1988, no Salão principal da Casa de Portugal, situada na Avenida da Liberdade, 602 em São Paulo, tendo permanecido na presidência até o dia 26 de novembro de 1994, quando foi eleita a professora Maria Aparecida de Mello Calandra, residente em Mogi das Cruzes, SP, tendo Clério assumido a 1ª Vice-presidência e, como 2ª Vice-Presidente foi eleita a Escritora Tereza Cristina Bauer, de São Paulo.

 

PROGRAMA "SEM CENSURA" - 1987 - No dia 18 de junho de 1987, Clério José Borges participou do Programa de Televisão da TV Educativa, “Sem Censura”. O programa foi exibido para todo o Brasil tendo como apresentadora a Jornalista Lúcia Leme. Sem Censura é um programa de entrevistas, exibido à nível Nacional, antes pela TV Educativa e depois pela TV Brasil, de segunda a sexta, às 16 horas (horário de Brasília). O programa foi exibido para todo o Brasil tendo como apresentadora a Jornalista Lúcia Leme. Junto com Clério participaram como entrevistados as pessoas de: Carlos Domingues (Gerente do Centro de Serviços Genealógicos); Carlos Alberto, ator; Letícia Garcia, Compositora; Felipe Abreu, Cantor; José Tadeu Carneiro Cardoso, conhecido como Mestre Camisa, Capoeirista; Marisa V. de Carvalho, Restauradora; Hélio Lates, do Fiu-Fiu Sport Clube; Caíque Ferreira, ator e Clério José Borges, professor. A Equipe técnica do programa era composta, além de Lúcia Leme como apresentadora, de Kátia Chalita, professora; Maneco Muller, Jornalista; Eliana Monteiro, Jornalista; Mário Morel, Editor Geral; Maria Helena do Cicco e Milton Canuto, como produtores; Maria Barcellos e Rose Prado, como Assistentes de Produção; Angela Garambone, redatora; Ana Regina Abranches, repórter.

 

DESTAQUE NO CARNAVAL E NO JORNAL NACIONAL. Clério José Borges teve dois importantes reconhecimentos como Historiador. O primeiro aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2007, em pleno Carnaval Capixaba, quando Clério José Borges foi convidado pelo Carnavalesco e Presidente da Escola de Samba, Rosas de Ouro, do bairro de Serra Dourada, da cidade da Serra, ES, Marcos Caran para desfilar como Destaque que em um Carro Alegórico com um Fardão Acadêmico. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Rosas de Ouro foi fundado em 1984 na cidade de Serra, porém disputa o Carnaval da capital, Vitória. Possui as cores: Azul Royal e Dourado, sendo oriunda das comunidades de Serra Dourada I, II e III. O enredo “Serra, Rosas de Ouro Canta Seus 450 Anos de Glória e História” foi de autoria da professora Regina Messa e a letra e música do Samba Enredo foram de autoria dos compositores, Flávio Manoel e Adiel Carteiro Poeta, com base no livro “História da Serra” de Clério José Borges. O nome Rosas de Ouro é inspirado numa condecoração instituída pelo Papa Gregório II em 730, para condecorar virtuosas princesas católicas, sendo o buquê de Rosas de Ouro representada por uma pequena roseira de ouro maciço. REDE GLOBO DE TELEVISÃO. Novo reconhecimento foi realizado no dia 11 de dezembro de 2014 quando Clério José Borges foi destaque em matéria jornalística do Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, ocasião em que foi entrevistado como Historiador da Serra, junto com o ativista cultural Aurélio Carlos Marques de Moura. O tema da entrevista foi sobre as Ruínas da Igreja de São José do Distrito do Queimado, onde ocorreu uma revolta dos negros escravizados no ano de 1849. No início do mês de dezembro de 2014, logo pela manhã, o telefone toca e o Jornalista e Escritor Aurélio Carlos Marques de Moura dá a notícia: Clério se veste que daqui a meia hora nós dois seremos entrevistados pela TV Gazeta, de Vitória, ES para o Jornal Nacional. Vamos falar sobre as ruínas do Queimado. Eu vou falar do abandono e da falta de providencias para a restauração da Igreja e você fala da parte histórica. Duas horas depois já estávamos no Queimado concedendo entrevista ao Repórter Mário Bonella. No dia 11 de dezembro de 2014, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão veiculou uma Reportagem Especial sobre as Ruínas da Igreja de São José, localizada no Distrito do Queimado, atualmente Município da Serra, no Estado do Espírito Santo. O Repórter Mário Bonella entrevistou Clério José Borges, autor do Livro que fala sobre a colonização da Serra e o Acadêmico Aurélio Carlos Marques de Moura, como representante do Movimento Negro. O local foi palco de uma Revolta de Escravizados que foi iniciada no dia 19 de março de 1849, liderada por Chico Prego, João da Viúva Monteiro e Elisiário. A preocupação dos entrevistados era as ruínas fossem ruir por completo e acabar nem existindo mais no local, os vestígios de ter sido ali uma Igreja e palco de uma das mais importantes Revoltas de Escravizados da Região Sudeste do Brasil. Eis a fala de Clério José Borges que foi para o ar, no JORNAL NACIONAL e que foi retransmitido para todo Brasil e que foi exibida também na GLOBO INTERNACIONAL e na GLOBO NEWS: “Armados com facão, com armas, com rifles e tudo mais. Quando eles saíram, eles foram pelas fazendas da região, pelos sítios da região, arregimentando todos os outros negros e, com isso, foram organizando uma grande revolta", contou o historiador Clério José Borges. Tropas foram enviadas do Rio de Janeiro para conter a revolta que durou quatro dias e terminou com a derrota dos escravizados.

 

SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO BRASIL - Foi eleito primeiro Presidente da Diretoria Executiva Nacional da SCLB, Sociedade de Cultura Latina do Brasil, no dia 24 de julho de 1988, no Salão principal da Casa de Portugal, situada na Avenida da Liberdade, 602 em São Paulo, tendo permanecido na presidência até o dia 26 de novembro de 1994, quando foi eleita a professora Maria Aparecida de Mello Calandra, residente em Mogi das Cruzes, SP, tendo Clério assumido a 1ª Vice-presidência e, como 2ª Vice-Presidente foi eleita a Escritora Tereza Cristina Bauer, de São Paulo.

 

CONGRESSOS DE POETAS TROVADORES. Desde 1981, Clério José Borges organiza anualmente, um evento de três a quatro dias que de 1981 ao ano 2000 foi denominado de Seminários Nacionais da Trova e de 2001 a 2025, os Seminários mudaram de nome. Foram denominados de Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Os últimos foram 2025 - Ilha de Paquetá no Rio de Janeiro. Do Espírito Santo a ACLAPTCTC realizou durante quatro dias com Troveata (Desfile), Palestras e Missa em Trovas, um evento no Rio de Janeiro; 2024 - Cidade de Venda Nova do Imigrante; 2023 - Balneário de Barra do Jucu, na Cidade de Vila Velha, ES; 2022 - Cidade de Santa Maria de Jetibá, ES; 2021 - Balneário de Jacaraípe, Cidade de Serra ES. A cada ano o evento é acolhido por uma cidade, tornando o Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores uma festa Itinerante, que tem por objetivo propagar a trova e valorizar os poetas trovadores. Os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores reúnem anualmente, durante três ou quatro dias, Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras que lançam e relançam livros, participam de palestras, do desfile da Troveata, da Missa em Trovas, da Serenata e de um Sarau denominado de Festival poético musical. Também sempre é programado durante o Congresso um Festival de Corais. O Congresso sempre aprova no final uma Carta de intenções e reinvindicações a ser encaminhada as autoridades brasileiras.

 

CLUBE DOS INTELECTUAIS FRANCES, PARIS, FRANÇA. 1987 - MEMBRE D’ HONNEUR do CLUBE DOS INTELECTUAIS FANCESES, Paris – França. Diploma conferido em 10 de setembro de 1987.

 

ACADEMIA PETROPOLITANA DE LETRAS. 1987 - SÓCIO Correspondente, Cadeira nº 51, Patrono Gabriel Kopke Fróes, da Academia Petropolitana de Letras de Petrópolis - RJ. Diploma datado de 29 de abril de 1987, assinado pelo Presidente Joaquim Eloy Duarte dos Santos. Registro no livro nº 03 sob o nº 87030051, em 29/04/87.

 

ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS ESCRITORES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO – APES. 1987 - Clério José Borges organizou e fundou a 06 de fevereiro de 1987, com o Escritor, José Luiz Pereira Passos, a APES, cuja a reunião da fundação foi convocada por EDITAL PÚBLICO no Diário Oficial do Estado, no dia 04 de fevereiro de 1987. A APES foi registrada na Delegacia do Ministério do Trabalho do Estado do Espírito Santo, sob o nº 156, no livro 02, fls. 156, no dia 23 de fevereiro de 1987. José Luiz foi o primeiro Presidente e Clério José Borges, Secretário Geral e Vice. Posteriormente em reunião plenária de 19 de março de 1988, no AUDITÓRIO DA REDE GAZETA DE COMUNICAÇÃO, Clério José Borges, assumiu a Presidência da APES. Com a Constituição Brasileira de 1988, a APES, transformou-se em SINDICADO DOS ESCRITORES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO, em Assembleia Geral realizada no dia 11 de janeiro de 1990, na Área de Exposições da Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória, Permanecendo Clério Borges na Presidência. Clério após um ano não encontra tempo para cuidar do Sindicato. Foram convocadas Assembleias para eleição de nova Diretoria, mas não houve "quórum". O Sindicato encontra-se atualmente inativo. Os Livros de Atas e Livro de Registro de Sócios foram organizados por Clério José Borges.

 

LIVROS PUBLICADOS. Clério Borges publicou mais de 15 livros, sendo os mais destacados e premiados, História da Serra, que relata a colonização da Cidade de Serra, ES, pelos Índios Temiminós de Maragajaguaçu; Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões; Serra Colonização de uma Cidade; “Maragajaguaçu, Braz Lourenço, José de Anchieta e Araribóia” e “A Mulher Heroína do Queimado, Aisha Keto Korowe Detokumbo, Benedita Torreão, Princesa que veio de além-mar”.

LIVROS PUBLICADOS EM DESTAQUE: 

1) “História da Serra”, premiado em solenidade realizada em Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo, como Melhor Livro do ano de 1988;

2) “Serra, Colonização de uma Cidade”, obra que aborda a colonização da Cidade da Serra na Grande Vitória ES, iniciada com comprovação histórica e base em documentos antigos com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição a 08 de Dezembro de 1556, pelo Padre Braz Lourenço e o Chefe da Nação dos Indígenas Temiminós, Maracajaguaçu (Gato Bravo Grande). 

3) “Dicionário Regional de Gírias e Jargões", com mais de 10 mil gírias e Jargões da Malandragem, colhidas pelo autor Clério José Borges durante 35 anos de atividade profissional como Escrivão de Polícia Civil no Estado do Espírito Santo ouvindo oitivas, declarações e depoimentos de várias pessoas. 

4) “A Mulher Heroína do Queimado, Aisha Keto Korowe Detokumbo, Benedita Torreão, Princesa que veio de além-mar.” Um trabalho de Pesquisa que identifica a mulher que participou, como heroína, de uma Revolta de Negros Escravizados ocorrida no Porto localizado no Rio Santa Maria da Vitória denominado de "Vila do Queimado", revolta esta que durou três dias e teve mais de 300 escravos envolvidos e que foi iniciada em 19 de março de 1849.

 

RECONHECIMENTO E HONRARIAS: Detém mais de 500 diplomas, honrarias, medalhas e comendas por seu trabalho literário e como poeta, trovador, escritor e historiador Capixaba, inclusive recebeu no dia 30 de setembro de 2023, o título de “Mestre da Cultura Capixaba” da Associação Capixaba de Cultura e Arte, no Encontro de Danças Folclóricas realizado na Praia da Costa em Vila Velha ES.

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CRÉDITO ESPECIAL:

 

          ENTRE OS VULTOS DE VITÓRIA,
          SEM MEDO DE DESPAUTÉRIO,
          QUEM TERÁ LUGAR NA HISTÓRIA
          É O AMIGO POETA CLÉRIO.

A TROVA acima é de autoria do saudoso Escritor e Professor FRANCISCO FILIPACK, da Cidade de Curitiba, no Estado do Paraná.  Francisco Filipak, nascido na cidade de Araucária a 7 de agosto de 1924 e falecido em Curitiba, PR, a 26 de março de 2010. Escritor, Jornalista, Linguista e membro da Academia Paranaense de Letras. Era Sócio do antigo Clube dos Trovadores Capixabas que hoje é a Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores, ACLAPTCTC. Esteve vários anos no Estado do Espírito Santo promovendo Palestras sobre a Língua Portuguesa e inclusive sobre Gírias e Jargões. Inspirou e incentivou o Professor Narceu de Paiva Filho a publicar o Livro Vocabulário de Gírias e Jargões da Ibiraçu e incentivou Clério José Borges a coletar Gírias e Jargões da Malandragem para a publicação de um livro com mais de 10 mil gírias e Jargões, que foi publicado com o incentivo e apoio da Lei Chico Prego do Município da Serra, na Grande Vitória, ES.

 

CRÉDITO MUSICAL: (Fundo musical, com a famosa Trova de Clério José Borges, "Casa Singela", musicada e cantada pelo premiado Cantor e Compositor Carlos Bona) 

 

A FRASE EM DESTAQUE NA PARTE SUPERIOR DESTA BIOGRAFIA: "Figura proeminente no cenário cultural do Estado do Espírito Santo" foi atribuída pela INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, quando se digita Clério José Borges no Site de Pesquisa do Google.