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Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries 06:
Análise Crítica de "Como um Relâmpago" (Death by Lightning)
Pesquisa, análise e autoria do Texto: Clério José Borges.
A minissérie “Como um Relâmpago” (lançada em novembro de 2025 na Netflix) destaca-se pela direção coesa de Matt Ross, fotografia imersiva de Adriano Goldman e trilha sonora bem elaborada de Ramin Djawadi, recriando o assassinato do presidente James Garfield em 1881. A minissérie "Como um Relâmpago" poderia ser definida como uma explosão cinematográfica bem elaborada em quatro episódios afiados, resgatando o assassinato do presidente James Garfield em 1881 – um marco histórico brutal que expõe a medicina primitiva da época, impotente contra infecções e a insegurança galopante de uma América dividida por facções políticas gananciosas e sedentas de poder.
Na minha apreciação pessoal, exalto o trabalho cinematográfico como uma obra-prima trepidante, um thriller histórico que pulsa com atuações estelares e uma direção que transforma tragédia em espetáculo viciante. A série foca na tensão política, a ascensão inesperada de Garfield e a obsessão de seu assassino, Charles Guiteau. Destaco os temas, obsessão e Corrupção bem latentes no contexto da obra. O presidente James A. Garfield teve um dos mandatos mais curtos da história dos Estados Unidos, governando por cerca de 6 meses e meio (aproximadamente 200 dias) em 1881. Data da Posse: 4 de março de 1881. Foi baleado: 2 de julho de 1881, menos de quatro meses após assumir o cargo, na Estação Ferroviária Baltimore and Potomac, em Washington, D.C. por Charles J. Guiteau, um eleitor, um apoiador mentalmente instável e frustrado. Guiteau acreditava ter ajudado na eleição de Garfield e, ao ser rejeitado na busca por um cargo diplomático, cometeu o crime por vingança. O Presidente Garfield morreu no dia 19 de setembro de 1881, após sofrer com infecções e hemorragias decorrentes dos ferimentos. Uma Medicina falha e falta de segurança para uma autoridade, o que pode ser considerado historicamente imperdoável já que um outro Presidente, Abraham Lincoln havia sido assassinado em 1865. O ataque contra Lincoln ocorreu na noite de 14 de abril no Teatro Ford, em Washington, D.C., realizado por John Wilkes Booth. Lincoln, o 16º presidente dos EUA, faleceu na manhã seguinte, em 15 de abril, devido a um ferimento à queima-roupa na nuca.
O ator Michael Shannon, como o Presidente Garfield, entrega uma interpretação monumental de um presidente erudito e combativo, engessado pela máquina do poder orquestrada pelo tirânico Roscoe Conkling. Seus close-ups revelam um intelectual atormentado, com olhares flamejantes que capturam a luta interna – elogiado por mim como "sóbria genialidade", mas criticado em fóruns do IMDb por ocasionalmente ser eclipsado pela fúria do antagonista. Os fóruns do IMDb são espaços de discussão comunitária onde usuários debatem filmes, séries e celebridades. Embora o IMDb tenha desativado seus próprios fóruns de mensagens em 2017, a plataforma continua focada em avaliações, resenhas de usuários e informações detalhadas sobre produções.
Continuando na análise de “Como um Relâmpago” o ator Matthew Macfadyen rouba a cena como Charles Guiteau, o assassino delirante: um narcisista lunático cujos tremores emocionais explodem em monólogos hipnóticos e flashbacks caóticos. Em minha visão pessoal, o considero que ele equilibra farsa grotesca com terror palpável, usando pausas tensas e micro expressões para dissecar o desequilíbrio psicológico de um homem consumido por ambição messiânica.
Coadjuvantes como Chester Arthur (um vice corrompido, sufocado pela ambição) adicionam camadas, com montagens paralelas que aceleram o ritmo político.
O roteiro, afiado como um raio, converte um fato histórico obscuro em um thriller político hipnótico, com diálogos cortantes e elipses que saltam entre conspirações. A direção de David Frazier brilha em técnicas modernas: montagem cross-cutting entre o tiro fatídico e as cirurgias amadoras (destacando a "cegueira institucional" do médico, que matou Garfield mais que a bala), trilha sonora percussiva que amplifica a paranoia de Guiteau, e enquadramentos assimétricos que simbolizam o caos da era.
Eu, Clério José Borges aplaudo o "jogo político voraz e a corrupção gritante", com Garfield como herói engajado contra o establishment, ou seja, o grupo social dominante, a elite que controla a entidade política , a instituição. Nem tudo é perfeito. Críticos na Internet e IMDb reclamam da ficcionalização ousada – diálogos anacrônicos que soam forçados em cenários vitorianos, irritando puristas. O ritmo afrouxa no miolo, com a loucura de Guiteau repetindo beats previsíveis, e clichês machistas relegam mulheres a meros ecos emocionais. Ainda assim, a preocupação histórica é inegável: a série martela a fragilidade médica e a insegurança política, tornando o passado um espelho flamejante do presente.
Em resumo, “Como um Relâmpago” é um primor histórico, impulsionado por atuações titânicas e direção visceral, que eu Clério José Borges acredito ter acertado em cheio ao chamar de "bem movimentada e essencial". O Diretor consegue passar a mensagem, um alerta vigoroso sobre poder, loucura e negligência.
Matt Ross dirige todos os quatro episódios da minissérie, garantindo uma narrativa linear com flashbacks psicológicos que exploram a mente frágil de Charles Guiteau e a integridade de Garfield. Críticos destacam a abordagem íntima e sóbria, sem sensacionalismo, focada em contrastes humanos e históricos. Sites como Cosmonerd e o Cinema de Buteco aprovam a coesão visual da obra.
Um destaque especial vai para a fotografia de Adriano Goldman. Consegue captar, através de locações na cidade de Budapeste, o cenário perfeito do século XIX, com acabamento luxuoso em figurinos e cenários. Avaliações em blogs como Blog de Hollywood e Cinema de Buteco enfatizam o realismo da época, gerando imersão e revolta com detalhes médicos e políticos. A fotografia eleva o ritmo contemplativo a algo cinematográfico.
Ramin Djawadi compõe a trilha, trazendo dramaticidade de Game of Thrones para sublinhar a escala épica e tensão emocional. Críticas elogiam o acompanhamento memorável que intensifica o delírio de Guiteau e a tragédia de Garfield.
OBSERVAÇÃO: Esta série não é sobre o gato Garfield, mas sim sobre o presidente americano James A. Garfield.
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Ficha Técnica
Duração por Episódio: 4 episódios, cerca de 50 min cada, sendo que o Episódio 3 está com 47 min.
Título Original: Death by Lightning (Como um Relâmpago)
Lançamento: Novembro de 2025 (Netflix)
Criador: Mike Makowsky
Produtores Executivos: David Benioff e D.B. Weiss
Direção: Matt Ross
Elenco Principal:
Michael Shannon como James Garfield
Matthew Macfadyen como Charles Guiteau (assassino)
Nick Offerman como Chester A. Arthur
Betty Gilpin como Lucretia Garfield
Baseada em: Livro "Destiny of the Republic" (Destino da República) de Candice Millard
Gênero: Drama Histórico, Suspense.
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O filme foi assistido por mim, Clério José Borges na Netflix na madrugada de 29 de Janeiro de 2026. Este comentário e esta análise foi feita por mim, Clério José Borges em 30 de Janeiro de 2026.
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Classificação final: Altamente recomendado
Avaliação de Zero a Dez: Nota 9,5. (NOVE VÍRGULA CINCO) - FILME ÓTIMO.
Excelente Direção, excelente roteiro e excelente desempenho dos atores principais e da equipe (atores) de apoio do filme. Ainda não foi desta vez a Nota Máxima do DEZ. Tem umas cenas de Sexo, que achei desnecessárias no filme, embora fossem incluídas para mostrar o personagem com seus delírios e frustrações, numa Comunidade aberta, utópica e experimental da prática do "amor livre" (free love).
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OBSERVAÇÃO
A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.
Dois motivos levaram a tecer tais comentários:
1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.
2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.
Em definitivo o título da coluna ficou:
Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.
(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).
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CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL, COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.
Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:
Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator.
Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.
Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES. O Jornal está atualmente extinto. Após breve período no “Diário” da Rua Sete, como era chamado o Jornal, passou a ministrar vários Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando durante um período de aproximadamente dois anos, mais de Dez mil alunos. Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um Livro denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.
Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.
BIOGRAFIA RESUMIDA:
Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu em Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões" É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.
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