Trovas, Neotrovismo, Literatura, Livros, Movimento Trovadoresco, Trovismo, Trovadorismo, Trova, Poesia, Cultura Popular
TRABALHO UNIVERSITÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA E LIVRO "O TROVISMO" SÃO A ORIGEM DO CTC HOJE ACLAPTCTC
TRABALHO UNIVERSITÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA E
LIVRO "O TROVISMO" SÃO A ORIGEM DO CTC HOJE ACLAPTCTC
O Movimento Trovista, que havia sido expressivo no Espírito Santo de 1967 a 1970, voltou a ser reativado no Espírito Santo em 1980. Clério José Borges era estudante Universitário do Curso de Pedagogia na Universidade Federal do Estado do Espírito Santo - UFES. Coube-lhe fazer um trabalho sobre Trovadorismo Medieval. O Trabalho era em grupo, com o tema, "A Educação Secular na Idade Média", para a disciplina "História da Educação I, tendo como Professora Regina da Silva Simões, Turma 01.
O trabalho foi apresentado em Sala de Aula no dia 21 de maio de 1980 e participaram da equipe, os universitários, Ana Maria Rocha, Cleuza Arlém, Clério José Borges de Sant Anna, Elisa Oliveira, Hilda Chagas, Jurandi Francisco de Souza, Maria Tereza Bragatto e Solange Maria Ribeiro. O trabalho foi apresentado na UFES, Universidade Federal do Espírito Santo. Hilda falou sobre A Educação na Idade Média; Ana sobre A Nobreza e a Educação dos Cavaleiros, Clério José Borges ficou encarregado de pesquisar e abordar o tema, Os Trovadores e os Jogos Florais; Jurandir abordou o tema, Ressonância da Cavalaria"; Cleuza falou sobre as Classes Trabalhadoras e o Nascimento das Escolas Municipais; Solange abordou o tema, Contraste com a Educação Rural e Elisa abordou o tema, As Classes Trabalhadoras e a Educação Gremial na Idade Média.
Para fazer seu trabalho e desenvolver o tema que lhe foi proposto sobre os Trovadores e os Jogos Florais, Clério recorreu a Biblioteca da Universidade do Espírito Santo e topou, por acaso, com o livro "O Trovismo". Resolveu consultá-lo e observando que Eno Teodoro Wanke havia omitido as promoções da UBT de Vitória e Vila Velha, inclusive o Concurso de Trovas tema Pelé, escreveu para o autor do livro ocasião em que lhe pergunta como fazer para renovar o Trovismo localmente. Wanke desculpou-se da omissão, pois, em suas pesquisas, não tinha podido contar com os dados finais da UBT do Rio de Janeiro, já que a mesma o considerava, por motivos de ter se desentendido com Luiz Otávio, como persona non grata. No entanto, é preciso reconhecer que é a obra de Eno Teodoro Wanke -- e só ela, já que até o momento ainda não apareceu nada tão profundo e detalhado como ela sobre o Trovismo -- que preservará para o futuro todo a história do trabalho de Luiz Otávio. Paulo Rónai chamou Wanke o "historiador e o teórico" do movimento. São coisas da literatura pátria... Quanto à indagação de Clério, e tendo em mente o então Clube dos Trovadores do Vale do Paraíba, sob a presidência de Francisco Fortes, respondeu: "Funde um Clube!" Foi o que Clério fez, fundando a 1º de Julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas (CTC) lançando, ao mesmo tempo, um Concurso de Trovas, com os temas Vitória, Capixaba e Anchieta, que alcançou inúmeros participantes, tendo sido recebidas mais de mil trovas.
Tendo o escritor Eno dado a ideia de criação de um Clube. Clério de imediato acatou a ideia. Para fundar a entidade, Clério não se fez de rogado. Convidou dois primos que apreciam poesias e entre um bate-papo e outro, fundou o CTC, organizando na hora um Estatuto e formando uma Diretoria. Clério Presidente; Luiz Carlos Braga Ribeiro como Vice-Presidente e Secretário e José Borges Ribeiro Filho como Tesoureiro. Com a divulgação na Imprensa Nacional do Concurso temas Vitória, Anchieta e Capixaba, Trovadores do Espírito Santo e do Brasil foram se filiando ao Clube. Logo uma nova Diretoria foi formada criando-se e preenchendo-se novos cargos. Parece, contudo, que o grande segredo do sucesso do CTC foi a constância. Clério mantinha uma constância, remetendo regulamento do Concurso para todos os endereços de Trovadores aos quais tinha acesso. Mandando Cartas e espalhando o nome do CTC no Brasil e Exterior. Logo foi criado um Jornal Mimeografado denominado Beija Flor, divulgando Trovas e Trovadores do Espírito Santo e do Brasil. São feitos inicialmente trezentos exemplares, remetidos pelos Correios para trovadores, cujos endereços eram fornecidos por Eno Teodoro Wanke e recolhidos por Clério, de livros, principalmente os livros de Antologia feitos por Aparício Fernandes de Oliveira que sempre traziam uma bibliografia dos Trovadores, com endereço no final. O imediato lançamento de um Concurso de Trovas a nível Nacional com os Temas Vitória, Anchieta, Capixaba, parece também ter sido a razão maior da divulgação e do sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas. Segundo o Jornal "O Nacional", de Passo Fundo - RS, de 30 de julho de 1980: "O Concurso receberá Trovas até 15 de setembro de 1980 e o primeiro colocado receberá uma Rosa de Prata."
Outros Jornais no Brasil e Exterior divulgam o Concurso e o CTC e o resultado passa a ser o recebimento de inúmeras Trovas, mais de mil, de centenas de Trovadores e várias Cartas de Trovadores Brasileiros associando-se ao CTC, tanto que em 1981, um ano após a sua fundação o CTC já possuía mais de 500 sócios no Espírito Santo e no Brasil. Entrevistas são concedidas a emissoras de rádio e Televisão e o CTC amplia seus horizontes com mais adeptos e admiradores. O Concurso na verdade recebeu 983 trovas, sobrando 691 que atenderam às normas do Concurso e e entraram em julgamento, sendo notícia publicada no Jornal A Gazeta, coluna Literatura, com o título "Trovadores recebem prêmios hoje no TCG", datado de sábado, 4 de outubro de 1980. A cerimônia foi marcada para as 15 horas. Em "A Gazeta", de Vitória, de 13 de julho de 1981 consta que: "Não se pode negar que há uma grande receptividade popular em torno da Trova. Pelo menos, poucos são os Concursos no Espírito Santo que conseguem ter mais de 500 concorrentes. E um Concurso de Trovas chegou a ter mil. Foi no ano passado quando se propuseram três temas: Vitória, Anchieta e Capixaba (...) Trovadores de todo o Brasil se reuniram no Concurso e depois diversos outros Concursos foram feitos."
PRIMEIRO CONCURSO NACIONAL RECEBE MAIS DE MIL TROVAS
PRIMEIRA PUBLICAÇÃO É LANÇADA NO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
A primeira atividade do Clube dos Trovadores Capixabas, que o projetou nacionalmente, foi O I CONCURSO DE TROVAS DA CIDADE DE VITÓRIA. A realização do evento ficou sob responsabilidade do CTC e da Federação Cultural do Espírito Santo. Três foram os temas apresentados aos concorrentes: CAPIXABA, para as trovas humorísticas, e ANCHIETA, para trovas laudatórias, com referência ao padre José de Anchieta, beatificado e depois declarado Santo pela Igreja Católica e Vitória, com referência a Capital Capixaba. Os três primeiros colocados, no primeiro tema, com as respectivas trovas: 1º lugar - ZÉ DE ÁVILA: Na casa de um capixaba / se a gente chega sem pressa, / a pressa logo se acaba / quando a conversa começa. - 2º Lugar - JOÃO FIGUEIREDO: Festa no Espírito Santo... / Quem for mineiro não vai. / - Você, aí nesse canto... / - Eu sou Capixaba... Uai. - 3° lugar - IZO GOLDMAN: O Capixaba garante / que sua terra é um encanto: / - Espírito tem bastante... / - o que falta mesmo é... Santo...
Já sob o tema Anchieta, os três primeiros lugares ficaram assim distribuídos: 1º lugar - RANGEL COELHO: Anchieta, pelo que diz / seu evangelho de luz, / foi o FRANCISCO DE ASSIS / das terras de Santa Cruz. - 2º Lugar - ALOÍSIO BEZERRA: Lá no céu muito chorou / ANCHIETA, e tem chorado / que o índio, a quem tanto amou / no Brasil só tem penado. - 3º Lugar - VICENTE NOLASCO COSTA: Vitória dos meus encantos / coração do meu planeta, / venero, dentre teus santos, / o grande santo ANCHIETA.
O terceiro tema foi VITÓRIA, sendo classificadas nos três primeiros lugares, as seguintes trovas: 1º lugar - CAROLINA RAMOS: Sempre amiga e hospitaleira, / se quem vem não quer deixar-te / Vitória, tu vais inteira / no coração de quem parte. - 2º Lugar: ARISTEUS BULHÕES: Pelo mar sempre beijada, / Vitória, bela e feliz, / é linda jóia engastada / no mapa deste país. - 3º Lugar: JOSÉ VALERIANO RODRIGUES Quando Vitória está calma, / e a noite é plena de lua, / a gente sente sua alma / na alma da gente da rua.
No dia 4 de outubro do 1980, ou seja, três meses depois de fundado, o CTC, Clube dos Trovadores Capixabas realizava a sua primeira atividade cultural. A Solenidade de entrega de prêmios aos vencedores do referido Concurso. Foi no Centro da Cidade de Vitória em um dos lugares mais tradicionais, o Teatro Carlos Gomes, na Praça Costa Pereira, no Centro da Cidade de Vitória, estando presente entre os classificados o Trovador Aristheu Bulhões, da cidade de Santos no Estado de São Paulo. Na ocasião o CTC entregou diplomas aos sócios fundadores e sócios de honra presentes, sendo homenageados, professor Guilherme Santos Neves, Renato Pacheco, Elmo Elton e Eno Teodoro Wanke, conforme notícia publicada no Jornal A Gazeta, caderno Dois, de 4 de outubro de 1980, página 3. No mesmo evento também foram homenageados Elmo Elton e Beatriz Abaurre, eleitos respectivamente Rei e Rainha dos Trovadores Capixabas. Como o evento foi no Centro de Vitória, ES, o Escritor Eno Teodoro Wanke foi o único dos homenageados que faltou ao evento, por residir no Rio de Janeiro.
Quando, em 1980, foi realizado o I Concurso de Trovas da Cidade de Vitória, a Fundação Cultural do Espírito Santo prometeu editar um livro com as trovas premiadas. Posteriormente esse órgão dedicado à cultura foi extinto. Extinto aquele órgão, o CTC partiu para a publicação da obra em forma de mutirão poético, cada um dos autores pagando parte do valor da edição. Na obra, além das trovas vencedoras daquele concurso foram incluídas quadras de vários associados do Clube. A publicação, denominada "Trovas Capixabas" foi editada na forma de livrote com capa de uma rosa, símbolo usado pela UBT (União Brasileira de Trovadores). O desenho da Capa foi do desenhista e Trovador o saudoso Milson Abreu Henriques. A obra foi lançada oficialmente em Vila Velha, na rua 23 de maio, n.º 103, na Prainha, no dia 2 de julho de 1981, com início às 19 horas, na abertura do Primeiro Seminário de Estudos da Trova evento programado para comemorar o primeiro aniversário do CTC Clube dos Trovadores Capixabas.
SEGUNDO O POETA ELMO ELTON NÃO É FÁCIL FAZER TROVAS
POR CAUSA DA CORRETA FEITURA E DAS NORMAS EXIGIDAS
A origem da poesia Trovadoresca Medieval (que não pode ser confundida com a trova-quadra moderna nem a daqueles tempos recuados) perde-se no tempo, contudo foi a criação literária que mais destaque alcançou entre as formas poéticas medievais, originárias de Provença, Sul da França. Expandiu-se no século XII por grande parte da Europa e floresceu por quase duzentos anos em Portugal, França e Alemanha. O Trovador Medieval representava a glorificação do amor platônico, pois a dama que era a criatura mais nobre e respeitável da criação, a mulher ideal, inacessível para alguns, passava a ser a pessoa a quem o referido Trovador endereçava os seus líricos versos. Os primeiros Trovadores Modernos a fazerem trovas sistematicamente para publicação surgiram no século passado em Espanha e Portugal, na esteira dos folcloristas que as recolhiam em meio ao povo.
Sobre a gênese (Gênese: Origem; Criação) da Trova Medieval, ela faz parte do folclore na Idade Média. Os historiadores consideram a época certa do surgimento da Trova Medieval, entre 1.100 e 1.300, quando autores Espanhóis e Portugueses utilizavam como recurso auxiliar, composições poéticas hoje reconhecidas como formas das primeiras manifestações “trovadorescas" (ou seja, da trova medieval) de que se tem conhecimento. A Trova que passou a pontilhar na Literatura da Espanha e Portugal, propagou-se pelos países surgidos das conquistas dessas potências marítimas, chegando, pois à América Latina e ao Brasil. A verdade é que o período folclórico da Trova sempre se revitalizará enquanto existirem propagadores do ato do recitar nas festas em família e das brincadeiras de roda. Há de se considerar, também, acontecimentos como a extraordinária popularidade da Trova, que contrariamente ao esperado, constitui-se num fator que alguns consideram negativo para o seu real aproveitamento na Literatura, uma vez que, antigamente, o que vinha do povo era rejeitado pela nobreza, que manipulava a elite intelectual da época.
Ainda hoje, alguns homens de letras, que, privados de sensibilidade poética, se recusam a reconhecer o valor da Trova, a consideram coisa “cafona”, indigna de um verdadeiro intelectual. Uma ojeriza de uma “pseudo-elite" minoritária. Em entrevista publicada no Jornal “A Gazeta”, de 13 de julho de 1981, Edição do Caderno Dois, em reportagem com o título, "Clube dos Trovadores em seu primeiro ano, elege seu Rei e seus Príncipes", o Professor de Literatura da Universidade Federal do Espírito Santo, Luiz Busatto, diz sobre a Trova: “É, como uma espécie contida dentro da lírica, das coisas mais fáceis que há na poesia. A gente tem que reconhecer que a Trova é limitada. Ela é muito explorada precisamente porque é mais fácil e mais acessível. O verso heptassilábico é o mais fácil que há. Pode-se até notar que a posição dos versos é bastante simples, das mais comuns que há. ”
Na mesma entrevista prossegue o professor Busatto sobre o Clube dos Trovadores Capixabas, CTC: “Fundar um Clube de Trovadores é algo que aparece e passa. As próprias pessoas, com o tempo cansam. É de fácil aceitação, mas não vai para frente. ” O professor da referida entrevista, estava errado, pois o CTC, já sobrevive a cerca de 40 anos. Talvez o fim do CTC só ocorra mesmo com a morte do seu fundador Clério José Borges de Sant Anna, que desde 1980 mantém acessa a chama do movimento da Trova em Terras Capixabas. Sobre suas colocações sobre a Trova, o professor Busatto é contestado pelo escritor e Trovador Elmo Elton, eleito naquela época, o Rei dos Trovadores Capixabas, tendo destacado: "Não é fácil escrever Trovas, visto que apenas os inclinados para o exercício desse gênero poético sabem como bem realizá-las dentro das normas exigidas à sua correta feitura, já que, caso contrário, tão somente conseguem o que é comum, enfileirar quatro versos sem aquelas características essenciais que conseguem consagrar uma Trova.” Vale aqui lembrar a Trova do Rei dos Trovadores Brasileiros, Adelmar Tavares, que era Acadêmico da Academia Brasileira de Letras: Ó linda trova perfeita, / que nos dá tanto prazer, / tão fácil, - depois de feita, / tão difícil de fazer.
POR QUESTÕES LEGAIS A DIRETORIA DO CTC - CLUBE DOS
TROVADORES CAPIXABAS ERA RENOVADA DE TRES EM TRES ANOS
O CTC renovava sua Diretoria de três em três anos. Tratava-se de uma questão legal. Clério José Borges tem-se mantido como Presidente desde a fundação. Quando foi fundado o CTC tinha Clério José Borges como Presidente, Luiz Carlos Braga Ribeiro, secretário e tesoureiro e José Borges Ribeiro Filho Conselheiro, conforme artigo publicado no Jornal A Gazeta de 18 de junho de 1981, página 10.
Posteriormente, novos Poetas foram surgindo e foram feitas algumas mudanças. O cargo de vice-Presidente tem sofrido mudanças ao longo dos anos. O saudoso Professor Narceu de Paiva Filho, a saudosa Poeta Tereza Vitória Monteiro, Cleusa Lourdes Madureira Vidal e Kátia Maria Bobbio Lima são alguns nomes que já passaram pelo cargo de Vice-Presidente do CTC. Nos últimos anos (2016/2017) o cargo foi exercido por Kátia Maria Bobbio de Lima tendo como Secretário Geral o Poeta e historiador João Roberto Vasco Gonçalves. Para efeito histórico, ou seja, para registros históricos, eis algumas Diretorias do CTC ao longo dos anos.
DE 1º DE JULHO DE 1996 A 1º DE JULHO DE 1999: Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna; Vice-Presidente: Tereza Vitória Monteiro; Secretário-Geral: Zitomar Rosa de Oliveira; 1º Secretário: Rosilene Rodrigues de Almeida; Bibliotecária: Zenaide Emília Thomes Borges; Tesoureiro Geral: Valdemir Ribeiro de Azeredo; 1º Tesoureiro: Adir Ribeiro.
DE 1º DE JULHO DE 1999 A 1º DE JULHO DE 2011 (cinco mandatos): Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna; Vice-Presidente: Kátia Maria Bobbio Lima; Secretário-Geral: Zitomar Rosa de Oliveira; 1º Secretário: Cleusa Lourdes Madureira Vidal; Bibliotecária: Zenaide Emília Thomes Borges; Tesoureiro Geral: Valdemir Ribeiro de Azeredo; 1º Tesoureiro: Adir Ribeiro. Diretoria: Moacir Malacarne; Pedro Maciel da Silva e Tereza Vitória Monteiro.
DE 1º DE JULHO DE 2011 A 1º DE JULHO DE 2014: Presidente do CTC: Clério José Borges / Vice-Presidente: Cleusa Lourdes Madureira Vidal / Tesoureiro: Valdemir Ribeiro Azeredo. Secretário: Zitomar Rosa de Oliveira. Diretora de Eventos: Poeta Shirlei Aparecida de Abreu Aragão, Diretores Culturais: Kátia Maria Bóbbio Lima – Sandra Geralda Amorim Bunges – Andrade Sucupira Filho – Edson Constantino – Moacyr Malacarne – Pedro Maciel da Silva, Repentista Ceará – Albércio Nunes Vieira Machado – Amarildo Valadares – Alzeny Ribeiro – João Carlos de Souza Nunes – Maria da Penha Frinhane – Ananias Novais
DE 1º DE JULHO DE 2014 A 1º DE JULHO DE 2017: Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna; Vice-Presidente: Kátia Maria Bóbbio Lima; Secretário-Geral: João Roberto Vasco Gonçalves; 1º Secretário: Zenaide Emília Thomes Borges; Bibliotecária: Andréia da Silva Fraga; Tesoureiro Geral: Adir Ribeiro; 1º Tesoureiro: Clérigthom Thomes Borges. Diretoria de Cultura: Cleusa Lourdes Madureira Vidal Diretora Social: Magnólia Pedrina Silvestre. Diretor de Comunicação e Fotógrafo: Tomaz Silva dos Santos.
OS SEMINÁRIOS NACIONAIS DA TROVA FORAM REALIZADOS
DE 1981 AO ANO 2000 PARA COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DO CTC
Os Seminários Nacionais da Trova foram realizados anualmente na primeira semana de julho, de 1981 ao ano 2000, no Estado do Espírito Santo, pelo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. Os Seminários do Espírito Santo (sempre organizados por Clério José Borges), provocam no Movimento Trovista Nacional uma efervescência de tal ordem que no Terceiro, foi fundada a 2 de julho de 1983, uma Federação Brasileira de Entidades Trovistas, a FEBET presidida por Eno Teodoro Wanke. O primeiro Seminário do CTC foi realizado em julho de 1981, em Vila Velha - ES, para comemorar o 1º aniversário do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, fundado a 1º de julho de 1980. Do 1º ao 10º, os Seminários foram realizados na Grande Vitória, (Municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra).
O Décimo Seminário por deferência especial do então Governador Max Freitas Mauro, foi realizado no interior do Palácio do Governo do Estado, no Centro de Vitória. O Palácio em seu térreo tinha um auditório que era chamada de Salão do Povo, que foi utilizado para a realização do evento. Na solenidade de abertura houve uma apresentação especial da Banda de Música "Estrela dos Artistas", do Município da Serra, ES. Em 1991, o Décimo-primeiro foi realizado na cidade Ibiraçu, onde residia o Vice-Presidente do CTC, professor Narceu de Paiva Filho. O evento teve total apoio do Prefeito Marcus Antônio Vicente, que depois acabou eleito várias vezes Deputado Federal. Em 1992 o Seminário foi na cidade de Afonso Cláudio, contando com o apoio da Fundação Cultural Jônice Tristão. O evento foi prestigiado pelo Prefeito Methódio José da Rocha e pelo Sr. José Saleme, representante da Fundação Jônice Tristão, que mantinha na época, na cidade um Centro Cultural, uma Biblioteca e uma Casa de Cultura. Em 1993 o Seminário foi em Guarapari. A então Prefeita Morena Espíndula compareceu na solenidade de abertura. Em 1994 o Seminário foi em Linhares, tendo coordenação de Cleusa Lourdes Madureira Vidal e Isabel Taquetti, sendo destacada a participação do Prefeito José Carlos Elias.
Em 1995, o Décimo-quinto Seminário foi realizado em Domingos Martins, com total apoio da Secretária Municipal de Turismo, Diomedes Maria Caliman Berger, do Prefeito Alfredo Meyer e do Deputado Estadual, Lourival Berger. No último dia foi realizada a Missa em Trovas na Praça Principal de Domingos Martins e contou com a presença do Exmo. Sr. Governador do Estado, Dr. Vitor Buaiz. Em 1996 o Décimo Sexto Seminário foi realizado no Clube Riviera, na Praia de Jacaraípe. Em 1997, o 17º Seminário em julho de 1997 foi realizado com sucesso na cidade de Conceição da Barra. Em 1998, o 18º Seminário foi realizado em Vila Velha. Em 1999, o 19º Seminário Nacional da Trova na cidade de Anchieta, sul do Estado. Em 2000, o 20º e último Seminário Nacional da Trova foi realizado com sucesso na Cidade de Domingos Martins, onde já havia sido realizada uma edição do evento em 1995.
Foi no ano 2000, na Cidade de Domingos Martins, que o Presidente do CTC, Clério José Borges anunciou o fim dos Seminários, informando que o CTC realizaria nos anos seguintes o mesmo evento com outro nome. Os Seminários passaram a se chamar de Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores, sem obrigação de ser um evento anual e podendo ser realizado em cidades do Espírito Santo ou mesmo em outro Estado do Brasil, com Palestras, Apresentação de teses, Exposição de Artistas Plásticos, Shows Musicais, Troveata (Desfile dos Poetas congressistas), Serenata e Missa em Trovas. Os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores sem uma regularidade e, em cidades diferentes e quando fosse possível. O Congresso passou a ser um evento cultural aberto ao público, sendo liberada a participação de estudantes, professores, admiradores da poesia e da trova, mesmo não sendo poeta, escritor ou trovador. O que vale mesmo é gostar de poesias, trovas e da boa música de serenata. As inscrições são totalmente gratuitas, sendo o evento liberado também para Grupos da melhor idade. De 2000 até 2020, um total de 18 eventos foram realizados.
OS CONGRESSOS BRASILEIROS DE POETAS TROVADORES
FORAM CRIADOS EM 2001 COM VASTA PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores foram idealizados pelo escritor e Trovador Capixaba Clério José Borges como forma de promover um Encontro de Artistas e Poetas de todo o Brasil para troca de experiências e de informações. Geralmente é realizado durante três dias, sendo um evento destinado a todas as pessoas interessadas, mesmo quem não é Poeta ou mais especificamente não seja um Trovador, ou seja, fazedor da Poesia de quatro versos cada, de sete sílabas poéticas cada, com rima e sentido completo. O evento possui uma vasta programação, com Palestras, debates e Baile da Saudade, Missa em Trovas, Serenata, Shows Musicais, Lançamento de Livros, Feira de Livro, Troveata (Desfile dos Trovadores), Eleição da Musa dos Trovadores e Sarau Poético.
Em 2001 o primeiro Congresso foi realizado na Cidade de Domingos Martins, de 19 a 21 de outubro de 2001, onde em 1995 havia sido realizado o XV Seminário Nacional da Trova e, em 2000, o XX Seminário. O evento comemorou o 21° Aniversário do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas. Os Congressos dos anos seguintes foram realizados no Município da Serra, em Nova Almeida, com boa participação de público e apoio das autoridades locais.
ILHA DE PAQUETÁ - Nos dias 13, 14, 15 e 16 de julho de 2006, foi realizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro o Quarto Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores, presidido por Clério José Borges, com ajuda das professoras Lúcia Mattos, Creuzely Ferreira, Cleusa Madureira Vidal e do Artista Plástico Licurgo da Silva Tadeu Neto, que infelizmente cerca de vinte e pouco dias após o término do evento veio a falecer.
SANTA TERESA - O VI Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores foi realizado durante três dias com início no dia 07 de novembro de 2008 e encerramento com uma Missa em Trovas no Domingo, dia 09, na localidade de Barracão de Petrópolis, na Escola Agrícola Federal de Santa Teresa, região localizada a aproximadamente 98 quilômetros de Vitória. O evento foi realizado com apoio da Diretoria da EAFST - Escola Agrícola Federal de Santa Teresa, com apoio da professora Walkyria e o Poeta Miguel Trancoso. VITÓRIA, ES - Em 2012 era realizado o IX Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores no Centro de Vitória, na Escola de Teatro, Dança e Música FAFI. GUARAPARI, ES - O Congresso de 2016 foi realizado do dia 1º a 3 de julho, nas instalações do Clube Siribeira na Cidade Saúde de Guarapari. O Congresso de 2017 foi realizado na cidade de Castelo no mês de julho. Em 2018 o XIV Congresso no mês de julho foi realizado na Cidade de Iúna, na região do Caparaó e, no mês de novembro o XV Congresso foi em Santa Teresa. Em 2019 dois Congressos também foram realizados. Em julho o XVI na Cidade de Anchieta e em novembro novamente foi realizado o XVII Congresso na Cidade de Iúna, na região do Caparaó.
OUTUBRO DE 1980. DIA DE SÃO FRANCISCO
1980 - O primeiro evento cultural e público do Clube dos Trovadores Capixabas foi realizado no dia 4 de outubro de 1980, um sábado, ou seja, três meses depois de fundado, o CTC, Clube dos Trovadores Capixabas, em comemoração ao Dia do Padroeiro dos Trovadores, São Francisco de Assis, realizava a sua primeira Reunião Pública, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Costa Pereira, em Vitória, ES, com a presença do Presidente da Fundação Cultural (órgão máximo da Administração Estadual da época), Professor Renato José Costa Pacheco.
A Solenidade foi realizada para comemorar São Francisco de Assis e proceder a entrega de prêmios aos vencedores do Primeiro Concurso de Trovas com os temas, Capixaba, Anchieta e Vitória. A solenidade foi no Centro da Cidade de Vitória em um dos lugares mais tradicionais, o Teatro Carlos Gomes, na Praça Costa Pereira, estando presente entre os classificados o Trovador Aristheu Bulhões, da cidade de Santos no Estado de São Paulo. Além do Trovador Aristheu Bulhões também foram registradas as presenças do Trovador Elmo Elton, de bengala, Nelson Abel de Almeida, Renato José Costa Pacheco, Adelpho Poli Monjardim e o Promotor e Trovador Vicente Nolasco Costa.
Na ocasião o CTC entregou diplomas aos sócios fundadores e sócios de honra presentes, sendo homenageados: Professor Guilherme Santos Neves, Renato Pacheco, Elmo Elton e Eno Teodoro Wanke, conforme notícia publicada no Jornal A Gazeta, caderno Dois, de 04 de outubro de 1980, página 3. No mesmo evento também foram homenageados Elmo Elton e Beatriz Abaurre, eleitos respectivamente Rei e Rainha dos Trovadores Capixabas. Como o evento foi no Centro de Vitória, ES, o Escritor Eno Teodoro Wanke foi o único dos homenageados que faltou ao evento, por residir no Estado do Rio de Janeiro. Na foto do evento, a mesa que presidiu a solenidade: Nelson Abel de Almeida; Guilherme Santos Neves; Elmo Elton; Renato José Costa Pacheco e Clério José Borges.
Da cidade de Santos, São Paulo compareceu o Trovador Aristheu Bulhões, classificado em 2º Lugar com uma Trova sobre Vitória. Estava acompanhado de sua esposa Walquíria. Aristheu recebeu o seu Troféu das mãos do então Presidente da Fundação Cultural do Espírito Santo, Prof. Renato José Costa Pacheco. Nascido a 8 de junho de 1909, em Maceió, Alagoas, o Trovador Aristheu foi conferente da Alfândega de Santos e membro da Academia Santista de Letras, da qual foi presidente por duas vezes. Também foi membro da Associação Brasileira de Imprensa; da Academia Guimarães Passos, de Maceió, e sócio correspondente da Academia Alagoana de Letras. Poeta e escritor. Fez numerosas palestras literárias no Instituto Histórico e Geográfico de Santos e no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente. Foi Sócio Correspondente do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. Já falecido.
São Francisco de Assis já era patrono dos Trovadores filiados a União Brasileira de Trovadores, UBT, desde a fundação da entidade em 1966. Na Juventude, Francisco fazia Poesias e se dizia um Trovador (Poeta). Em 1º de Julho de 1980, quando o CTC, Clube dos Trovadores Capixabas foi fundado, São Francisco de Assis passou também a ser Patrono dos Trovadores do CTC.
Giovanni di Pietro di Bernardone, nascido numa data entre 1181 a 1182 era filho de mãe francesa (a qual lhe deu este nome de João). Francisco nasceu durante uma viagem de seu pai, que ao voltar, lhe deu este apelido, "Francesco", ou seu equivalente em úmbrio - que quer dizer simplesmente "o Francês". Sua mãe, aliás, era do sul da França, do languedoque, de onde saíram os Trovadores Medievais, que poetavam sempre naquela língua.
Quando era jovem, antes de santificar-se, ou seja, entre 17 e 25 anos, Francisco gostava de dizer que era Trovador e fazia poesia em languedoque, língua que dominava perfeitamente por influência de sua mãe.
"Trovador", naquela época significava o mesmo que "poeta" em sentido amplo, conforme publicação da Revista Vozes divulgada pelo escritor Eno Teodoro Wanke, em carta circular da COF - Comissão de Organização da FEBET - Federação Brasileira de Entidades Trovistas, datada do Rio de Janeiro de 23 de setembro de 1982.
São Francisco faleceu a 3 de outubro de 1226, sendo enterrado no domingo, dia 4, o qual é considerado pela Igreja Católica, o dia de São Francisco. O CTC considera o dia 4 de outubro como o dia da Trova. Em Vitória, Capital do estado do Espírito Santo, o Dia 4 de Outubro é, por Lei Municipal, o Dia Municipal da Trova. A UBT considera o dia de nascimento do Trovador Luiz Otávio, (Gilson de Castro), 18 de julho, como o Dia do Trovador.