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Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.
Textos

O Guardião do Verso Capixaba: A Trajetória e o Brilho Voluntário da ACLAPTCTC - Atividades de Fevereiro de 2026.

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O dinamismo da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCTC) desafia o tradicional modelo passivo das academias de letras herdadas do século XIX.

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A Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCTC) é o reflexo vivo da resistência cultural no Espírito Santo. Sua história começa em 1º de julho de 1980, data em que o historiador, escritor e mestre da cultura capixaba, Clério José Borges de Sant Anna, fundou o pioneiro Clube dos Trovadores Capixabas (CTC). Em uma assembleia histórica realizada em 18 de novembro de 2017, no bairro Eurico Salles, no município da Serra, a antiga associação transformou-se oficialmente na respeitada ACLAPTCTC. Desde então, sediada em seu Espaço Cultural Eurico Salles na Serra, a instituição atua como uma verdadeira fortaleza de fomento à literatura, livros e escritores locais.

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Uma Apreciação Literária: A Alma da Trova na Prática Voluntária

O trabalho desenvolvido de forma totalmente voluntária pela diretoria e membros da ACLAPTCTC transcende a mera gestão cultural; trata-se de um ato de amor à palavra e ao lirismo popular. A beleza poética da academia repousa na salvaguarda da trova, essa composição literária de quatro versos de sete sílabas que condensa a complexidade da alma humana em simplicidade e ritmo.

Ao abrir suas portas gratuitamente para oficinas de criação literária, saraus poéticos da maturidade e a valorização de cantigas de roda, a instituição transforma a literatura em um instrumento de inclusão e cidadania. Sob o símbolo do beija-flor que toca a orquídea, cada ação voluntária atua como um sopro de sensibilidade em meio ao cotidiano urbano, provando que a arte capixaba é viva, pulsante e acessível a todas as gerações.

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Articulação Cultural e Presença nos Festejos Populares

A atuação da diretoria — liderada pelo Presidente Clério José Borges e pelo Secretário Geral, João Roberto Vasco Gonçalves — demonstra que a poesia não deve ficar restrita às estantes das bibliotecas, mas sim ocupar as ruas.

Carnaval Capixaba 2026: Rompendo as barreiras acadêmicas tradicionais, uma delegação de 22 pessoas da ACLAPTCTC — incluindo nomes como Margareth Gonçalves Pederzini, Esthefânia Gonçalves Nogueira, Suzi Nunes, Ireni Peterle e Déa Aguiar — integrou ativamente o desfile da Escola de Samba Rosas de Ouro no Sambão do Povo. Participando da Ala 16 (Carnaval de Guriri), os acadêmicos celebraram o enredo "Cricaré das origens. O Brasil que nasce em São Mateus", exaltando o folclore e a resistência negra e indígena no Estado.

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Pesquisa de Campo e Memória: A salvaguarda histórica também se faz presente através de visitas técnicas, como a incursão realizada no dia 14 de fevereiro de 2026 às praias litorâneas e à antiga Aldeia Indígena Velha em Santa Cruz, Aracruz (ES), voltada para o mapeamento e valorização da memória regional.

Do Espírito Santo para o Brasil:

O Reconhecimento na Teia Cultural

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O ano de 2026 consagrou definitivamente a relevância institucional da academia com sua certificação pelo Ministério da Cultura sob o ID 297150, passando a atuar oficialmente como o Pontão de Cultura ACLAPTCTC . Essa nova chancela fortaleceu a articulação da diretoria em esferas governamentais e redes colaborativas. A entidade marcou presença destacada na 4ª Teia Estadual dos Pontos de Cultura e de Memória do Espírito Santo, realizada em Aracruz. Durante o evento estadual, a comitiva capixaba expôs suas produções literárias — como a revista Beija-Flor e obras sobre a história regional —, integrando-se ativamente ao ecossistema da Política Nacional Aldir Blanc e do Sistema Nacional de Cultura.

Ao conectar suas bases comunitárias na Serra com os movimentos nacionais de pontos e pontões, a ACLAPTCTC reafirma seu papel crucial como ponte entre a tradição trovadora do passado e as políticas públicas de difusão artística do futuro.

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Análise Acadêmica: A Estética da Rua

e a Extensão Cultural da ACLAPTCTC

O dinamismo da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCTC) desafia o tradicional modelo passivo das academias de letras herdadas do século XIX. Em uma análise metodológica estruturada "quadro a quadro", este artigo examina como as práticas mensais da instituição ressignificam o espaço urbano, descentralizam o fazer literário e geram impacto social profundo tanto para o estado do Espírito Santo quanto para o ecossistema cultural do Brasil.

Análise Estrutural Quadro a Quadro

A Práxis Voluntária e a Desmistificação da Literatura

• O Fato: Execução continuada de atividades mensais gratuitas em sua sede na Serra (ES) e em espaços públicos.

• Relevância para o ES e o Brasil: O modelo acadêmico clássico costuma ser associado à intelectualidade enclausurada e a rituais de autocelebração. Ao atuar de forma voluntária no Espaço Cultural Eurico Salles (p. 3), a ACLAPTCTC inverte essa lógica. Ela transforma a academia em um polo de extensão social e comunitária. Para o Brasil, esse modelo serve como uma referência de democratização do livro. Ela prova que a produção literária de alto valor artístico pode coexistir com o engajamento popular e de massa.

Quadro 2: A Poesia nas Ruas e a Ocupação do Espaço Público

• O Fato: Ocupação ativa de praças, feiras, balneários e vilas históricas (como a incursão em Excursão de Visita Técnica a antiga Vila de Santa Cruz e praias do Município de Aracruz).

• Relevância para o ES e o Brasil: Tirar a poesia do papel e levá-la aos ambientes urbanos e litorâneos modifica a relação do cidadão comum com a literatura. Esteticamente, a rua deixa de ser apenas um local de passagem e torna-se um território de partilha poética. No contexto capixaba, essa itinerância mapeia e valoriza as memórias regionais. Nacionalmente, responde às diretrizes do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), criando novos leitores fora dos eixos comerciais tradicionais.

Quadro 3: A Hibridização Cultural com a G.R.E.S. Rosas de Ouro

• O Fato: A participação da delegação acadêmica na Ala 16 (Carnaval de Guriri) da Escola de Samba Rosas de Ouro no Carnaval Capixaba 2026.

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• Relevância para o ES e o Brasil: Este é o ponto mais inovador da atuação da ACLAPTCTC. O diálogo entre uma academia de letras e uma agremiação carnavalesca representa uma hibridização cultural legítima. O desfile da Rosas de Ouro — focado no enredo "Cricaré das origens. O Brasil que nasce em São Mateus" — transformou a erudição histórica e a literatura em samba, fantasia e identidade visual na avenida. Para o Espírito Santo, isso consolida a Serra como um polo unificado de economia criativa. Para o Brasil, redefine o conceito de "imortalidade acadêmica", demonstrando que os defensores da língua também devem ser os defensores das maiores manifestações folclóricas e operárias do país.

Quadro 4: Articulação em Rede e Conexão com as Teias Culturais

• O Fato: Presença ativa na 4ª Teia Estadual e articulação permanente com a rede nacional de Pontos e Pontões de Cultura.

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• Relevância para o ES e o Brasil: Sob a chancela oficial do Ministério da Cultura (ID 297150), a transição da ACLAPTCTC para o status de Pontão de Cultura confere escala nacional às suas ações de base. Ao trocar metodologias com outros agentes culturais na Teia em Aracruz, a academia capixaba insere-se diretamente nas discussões da Política Nacional Aldir Blanc. Essa costura institucional serve como modelo de descentralização federal. Ela demonstra como pequenos e médios municípios brasileiros podem gerir recursos públicos com transparência e alto impacto cultural prático.

Considerações Finais

A relevância da ACLAPTCTC reside na capacidade de transformar a salvaguarda da trova e da poesia em uma política viva de mediação social. Ao ocupar o Sambão do Povo ao lado da Rosas de Ouro ou ao expor suas produções literárias nas Teias estaduais, a academia deixa de ser apenas uma guardiã do passado. Ela assume o papel de arquiteta do futuro cultural capixaba e brasileiro.

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Clério José Borges
Enviado por Clério José Borges em 01/07/2026
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