Trovas, Neotrovismo, Literatura, Livros, Movimento Trovadoresco, Trovismo, Trovadorismo, Trova, Poesia, Cultura Popular
Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.
Textos

SESSÃO SOLENE REALIZADA NO DIA 26 DE JUNHO DE 2026, NO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ARACRUZ

ACADEMIA ARACRUZENSE DE LETRAS, ARACRUZ, ESPÍRITO SANTO.

A Academia Aracruzense de Letras (ACAL) formalizou a imortalidade institucional do poeta, trovador, educador e historiador Clério José Borges em uma sessão solene realizada no dia 26 de junho de 2026, no Plenário da Câmara Municipal de Aracruz (p. 1). O evento marcou o ingresso do intelectual como Membro Correspondente da instituição fundada em novembro de 2013 (pp. 1, 3).

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📰 Crônica Acadêmica: Análise Documental por Quadros.

Quadro 1: O Anúncio Institucional e Reconhecimento da Imortalidade. O documento abre com o cartaz oficial de convocação da solenidade (p. 1). Sob o lema "A palavra que canta, também constrói", o registro exalta a trajetória multidisciplinar de Clério José Borges dedicando sua vida à valorização das tradições do Espírito Santo (p. 1). Em termos acadêmicos, a peça gráfica atua como um manifesto de consagração literária, estipulando o rito para as 18h30 na Câmara Municipal (p. 1).

Quadro 2: O Rito de Passagem e a Liturgia Acadêmica.

A segunda página exibe os registros fotográficos do protocolo de posse no plenário (p. 2). Os imortais aparecem paramentados com suas respectivas vestes talares (togas pretas e pelerines com debruns dourados), simbolizando a solenidade e o rigor acadêmico da ACAL (p. 2). O empossado é visto recebendo sua titulação cercado pelo corpo de acadêmicos efetivos (p. 2).

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Quadro 3: A Outorga do Diploma e a Sucessão da Cadeira Catedrática.

Este quadro traz o cerne jurídico-institucional do evento: o Diploma de Membro Correspondente (p. 3). O documento certifica que Clério José Borges de Sant'Anna assume como Titular da Cadeira nº 8, sob o patronato do célebre escritor Eno Teodoro Wanke (p. 3). A validação é assinada pela primeira-secretária Marlene Gomes Teixeira e pelo presidente Geraldo Magela da Silva Araújo (p. 3). O convite anexo lista os demais membros efetivos que tomaram posse na mesma data, como Claudia Daltio e Eduardo Lyra (p. 3).

Quadro 4: A Consagração Individual do Intelectual.

Focado nos aspectos iconográficos, o quarto quadro destaca um plano fechado (close-up) do orador (p. 4). A justaposição de sua imagem com o diploma reforça o caráter meritocrático e biográfico da honraria, registrando a expressão de compromisso do novo acadêmico com a produção literária regional (p. 4).Quadro 5: A Liderança e a Governança Institucional.

O quinto quadro destaca nominalmente a liderança da mesa diretora sob a rubrica em destaque para o Presidente Geraldo Magela da Silva Araújo (p. 5).

Academicamente, o registro documenta a regularidade e a legitimidade dos atos administrativos executados pela presidência da Academia Aracruzense de Letras durante o biênio correspondente (pp. 3, 5).

Quadro 6: O Momento de Confraternização e Sociabilidade Literária.

Rompendo a rigidez dos protocolos, este quadro detalha o menu servido durante o coquetel de confraternização (p. 6). A listagem gastronômica expõe um ambiente de sociabilidade intelectual (com itens como quiche à margherita, terrine de alho poró e salgados diversos), elemento crucial na tradição das academias para a troca informal de saberes e fortalecimento de laços comunitários (p. 6).

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Quadro 7: Epílogo e Encerramento Visual.

O encerramento do compêndio documental reitera a identidade visual heráldica da ACAL, fixando os símbolos da coruja e do brasão dourado como pilares da memória cultural do município de Aracruz (pp. 1, 7).

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Rádio e Televisão dos Poetas Trovadores - ACLAPTCTC - Clério José Borges

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DISCURSO DE POSSE DOS NOVOS MEMBROS DA ACAL, ACADEMIA ARACRUZENSE DE LETRAS. ORADOR: ACADÊMICO DOM ÉBANO.

O acadêmico Dom Ébano, membro da Academia Aracruzense de Letras (ACAL) em Aracruz (ES), atua também como escritor, poeta e crítico social. Em seus registros oficiais e publicações literárias, ele utiliza o nome artístico e social Dom Ébano, sendo nacionalmente conhecido e documentado desta forma. O nome verdadeiro do escritor e membro da Academia Aracruzense de Letras (ACAL) conhecido como Dom Ébano é Luciano Lima Cúrcio. É conhecido por obras como "O Dançarino das Vielas", "Meu Grito de Liberdade" e "A Raiz em Meu Ventre".

DISCURSO DE POSSE DOS NOVOS MEMBROS DA ACAL

SAUDAÇÃO DE BOAS VINDAS.

Meus cumprimentos ao excelentíssimo presidente da ACAL Geraldo Magela,

Queridos confrades e confreiras, ...... /

Distintos convidados, familiares e amigos... ///

Hoje, não lhes peço apenas atenção. /

Peço escuta. ///

Porque há vozes / que atravessaram o tempo / sem jamais terem sido ouvidas. /

E hoje... /

Neste instante... /

Nesta Casa... /// Elas começam a ecoar. ///

Imaginem não apenas uma biblioteca. / Imaginem um território de memórias vivas. / Uma memória que pulsa nas ruas de Aracruz, / nos rostos do nosso povo, / nas histórias contadas à meia-voz, / nas ausências que gritam mais alto do que qualquer palavra escrita. /// Porque nem tudo foi registrado. / E ainda assim... / Tudo aconteceu. ///

Hoje, esta Academia não abre apenas suas portas. / Ela rompe silêncios. / Ela desafia esquecimentos. / Ela convoca a verdade. ///

Receber novos membros não é um rito protocolar. / É um gesto de coragem. / É um pacto com a história — inteira. ///

E que bela diversidade chega hoje a esta Casa. / Porque uma Academia não se fortalece quando reúne vozes iguais. / Ela cresce quando acolhe diferentes formas de ver, sentir e interpretar o mundo. ///

Hoje recebemos Claudia Daltio, / que encanta nossos pequenos leitores com suas histórias infantis, / ajudando a formar gerações que aprenderão a sonhar através da leitura. ///

Recebemos Yara Strey, / talentosa pianista, / que nos emociona ao deslizar suas ágeis e habilidosas mãos sobre as teclas do piano, / transformando sons em sentimentos. ///

Recebemos Elizabeth Areias, / guardiã dos sons ancestrais, / que através das casacas e dos tambores honra a memória dos povos indígenas e africanos que ajudaram a construir nossa identidade. ///

Recebemos Peter Boos, / ator e cinematógrafo, /

que nos encanta com sua arte, sua interpretação e sua capacidade de dar vida às histórias. ///

Recebemos Eduardo Lyra, / músico que há muitos anos levanta a bandeira da cultura regional através da música, / mantendo viva uma das mais belas expressões da alma brasileira. ///

Recebemos Gabriel Cabral, / escritor e nosso herói sem capa, / que escolhe enfrentar o perigo quando muitos precisam fugir dele. ///

Recebemos Leonardo Monjardim, / escritor e vereador, / que compreende que a palavra e a ação pública / podem caminhar juntas na construção de uma sociedade mais justa. ///

Recebemos Robert Spillare, / escritor, pesquisador, genealogista e contador de histórias, / dedicado a revelar raízes, identidades e memórias. ///

Recebemos Clério José Borges, / trovador capixaba e escritor, / cuja trajetória demonstra que a palavra também pode cantar, / emocionar e perpetuar as tradições do nosso povo. ///

Observem a beleza deste encontro. // Aqui estão reunidos escritores, // músicos, // pesquisadores, // artistas, // educadores, //

guardiões da memória, // representantes da cultura // e servidores da sociedade. ///

Mas talvez alguns enxerguem apenas cadeiras sendo ocupadas. //

Eu vejo muito mais. //

Vejo mães que compraram livros quando mal havia dinheiro para outras necessidades. //

Vejo pais que ensinaram dignidade pelo exemplo. //

Vejo professores que disseram "você consegue" quando o mundo dizia o contrário. //

Vejo amigos que permaneceram. //

Vejo leitores que acolheram palavras ainda tímidas. //

Vejo crianças que um dia sonharam diante de uma folha em branco. ///

E vejo que nenhuma dessas crianças imaginava que estaria aqui esta noite. //

Porque toda trajetória literária começa quase da mesma forma: //

Com alguém acreditando. //

Antes mesmo que o escritor acreditasse em si. ///

Essa diversidade não enfraquece a Academia. // Ela a engrandece. // Ela a fortalece. // Ela a aproxima do povo. ///

Porque a cultura não nasce em um único lugar. // Ela nasce nos livros, //

nas escolas, // nos palcos, // nos tambores, // nas aldeias, // nas ruas, // nas bibliotecas, // nos quartéis, // nas memórias. ///

E é exatamente por isso que a presença de cada um de vocês enaltece a Academia Aracruzense de Letras. //

E tudo isso encontra abrigo em uma terra chamada Aracruz. //

Aracruz não é apenas um lugar no mapa. //

É a praia da infância. //

É o cheiro da chuva chegando. //

É a sombra das árvores. //

É a conversa na calçada. //

É a memória dos mais velhos. //

É o sonho dos mais jovens. ///

E cada palavra escrita sobre esta terra //

ajuda a impedir que sua alma se perca no tempo. ///

Aos que hoje tomam posse, // eu não lhes ofereço conforto. // Eu lhes entrego responsabilidade. //

Vocês chegam com suas palavras, // mas também com aquilo que o mundo tentou calar. // E é preciso dizer, com firmeza: // esta Casa — a Academia Aracruzense de Letras — // não é feita de unanimidades. // Porque onde todos pensam igual, // ninguém pensa de verdade. // Aqui, a divergência não é ameaça. // É fundamento. // Aqui, a diversidade de ideias não é tolerada. // É celebrada. // Porque é no encontro respeitoso das diferenças // que a história deixa de ser única // e passa a ser justa. ///

Que se conte tudo. // Que se registre tudo. // Doe a quem doer. // Porque a verdade não destrói. // Ela liberta consciências. ///

Aos novos acadêmicos, // deixo um chamado que não é leve: // Escrevam. // Mas escrevam com coragem. // Escrevam para rasgar o silêncio. // Escrevam para iluminar o que ficou nas sombras. // Escrevam para que nenhuma história da nossa terra volte a ser esquecida. ///

Façam desta Casa um espaço vivo. // Aberto. // Pulsante. // Um lugar onde o jovem da periferia se reconheça, // onde a memória ancestral encontre dignidade, // onde a palavra seja ponte — nunca muro. ///

Porque uma Academia que se fecha // se transforma em peça de museu. // Mas uma Academia que se abre // se transforma em movimento. ///

Que cada cadeira aqui ocupada // não seja símbolo de prestígio — // mas de compromisso. // Compromisso com a palavra. // Compromisso com a memória. // Compromisso com o povo de Aracruz. ///

E que nunca nos falte coragem. // Coragem para lembrar. // Coragem para dizer. // Coragem para escrever o que precisa ser escrito. ///

E neste momento, não podemos esquecer: // nenhuma trajetória se constrói sozinha. // Toda conquista literária carrega mãos invisíveis. // Carrega incentivo, //

acolhimento, // persistência. //

Por isso, hoje também celebramos aqueles que caminharam junto. // As famílias que sustentaram sonhos, // os mestres que ensinaram que a palavra pode ser caminho, // os amigos que acreditaram, // os leitores que deram sentido à escrita. ///

Porque a literatura pode nascer no silêncio de quem escreve, // mas ela só existe plenamente // quando encontra o outro. // Ela é, antes de tudo, // um ato coletivo de existência. ///

Que cada palavra escrita por vocês // seja mais do que texto. // Que seja semente. // Semente lançada ao vento — // capaz de germinar em terras que vocês talvez nunca pisem, // em tempos que vocês talvez nunca vejam, // mas que, ainda assim, // serão transformados por aquilo que hoje vocês ajudam a construir. ///

Machado de Assis escreveu certa vez: // "A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal." / Que essa luta seja a luta pela memória, // pela cultura, //

pela educação, // pela preservação da nossa história. ///

E, como nos ensina Ailton Krenak, // “a vida possui sentidos que ultrapassam qualquer utilidade imediata.” A arte, // a literatura, // a música, // a memória, // a ancestralidade — // tudo isso nos torna verdadeiramente humanos. ///

Por isso, desejo que esta Academia não seja apenas um lugar para guardar palavras. // Que seja um lugar para manter vivos os sonhos, // as memórias, // as identidades, // e os futuros que ainda estamos construindo. ///

Sejam bem-vindos. // Que a presença de vocês fortaleça esta missão. // Que a obra de vocês provoque, // inquiete, // transforme. // E que, acima de tudo, // nunca lhes falte verdade. // Porque é dela // que nascem as palavras que permanecem. //

E quando as luzes desta cerimônia se apagarem... //

Quando os aplausos terminarem... //

Quando cada um voltar para sua casa... ///

Que permaneça algo maior do que esta noite. //

Que permaneça a certeza de que a cultura continua viva. //

Que a memória continua viva. //

Que os sonhos continuam vivos. ///

E que, a partir de hoje, //

a chama desta Academia arde um pouco mais forte. //

Porque novos guardiões chegaram. ///

Muito obrigado.

Dom Ébano

Clério José Borges
Enviado por Clério José Borges em 02/07/2026
Alterado em 12/07/2026
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