Trovas, Neotrovismo, Literatura, Livros, Movimento Trovadoresco, Trovismo, Trovadorismo, Trova, Poesia, Cultura Popular
Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.
Textos

OPERAÇÃO ECSTASY - Undercover - Série Mãe.

 

😄Comparar uma série contemporânea de streaming como Operação Ecstasy (Undercover) com monumentos da história do cinema como Cidadão Kane (1941), No Tempo das Diligências (1939) e Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) requer separar o impacto histórico do entretenimento de gênero. Em uma média ponderada equilibrando o peso acadêmico desses titãs com a eficácia de Operação Ecstasy dentro de sua própria proposta, a série receberia uma nota 7.5 de 10.

🤩Ferry Bouman transformou um vilão secundário em uma franquia inteira da Netflix.

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TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES

ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA

(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).

No final deste mês de junho de 2026 eu, Clério José Borges pude rever mais uma série no canal de streaming da Netflix, a Operação Ecstasy (Undercover), conhecida como a "série mãe", lançada originalmente no ano de 2019. Trata-se de uma produção belga-holandesa que estreou na televisão europeia em 24 de fevereiro de 2019 e chegou ao catálogo global da Netflix no dia 3 de maio de 2019. Agentes de polícia da Bélgica e Holanda se disfarçam como um casal em um camping para se infiltrar na rede de um dos maiores produtores de ecstasy da Europa, vivendo como vizinhos do traficante Ferry Bouman e sua esposa.

A série é um excelente entretenimento mostrando como o personagem Ferry Bouman ergueu seu império de laboratórios de ecstasy, tornando o vilão fascinante e que leva o espectador a gostar de sua atuação. Sua presença física bruta, combinada com camisas floridas e um jeito rústico de homem comum da periferia das grandes cidades, gera uma identificação magnética e imediata com o público. Na verdade, a série transforma o vilão popular no protagonista principal da história.

O maior trunfo de Ferry Bouman é a capacidade de "equilibrar uma força da natureza ameaçadora e intimidadora com um homem reservado, realista e vulnerável". Ele transita de uma cena de violência extrema para um choro genuíno por amor ou sofrimento familiar com total naturalidade. O público e a crítica frequentemente apontam que Ferry consegue fazer o espectador torcer por um criminoso cruel. O roteiro e a atuação injetam generosas doses de humor sarcástico e um "coração de ouro" voltado para àqueles que ele (Ferry) ama.

O papel de Ferry Bouman é interpretado por Frank Lammers, renomado ator e diretor holandês. Nascido em 10 de abril de 1972 em Mierlo, na Holanda, ele construiu uma carreira sólida e muito respeitada no cinema, televisão e teatro europeu. Lammers é amplamente conhecido pelo público internacional por interpretar o carismático traficante Ferry Bouman. Na verdade, Lammers foi contratado para ser o antagonista/vilão de Operação Ecstasy, no entanto, o seu carisma suburbano e a sua capacidade de humanizar um criminoso brutal foram tão avassaladores que ele roubou a série para si. Ele transformou um vilão secundário em uma franquia inteira da Netflix (que hoje conta com 3 temporadas da série principal, 2 filmes dedicados a ele e mais uma série derivada chamada Ferry: A Série).

O sucesso da produção deu origem a outras obras derivadas focadas no personagem Ferry Bouman, que incluem:

1. Operação Ecstasy (Série Mãe). Duração: 3 temporadas (total de 20 episódios), com duração média de 45 a 50 minutos por episódio. Cerca de 15 horas no total. É considerada a melhor obra de todas. A crítica aclamou a dinâmica de gato e rato. O impacto de Ferry foi tão avassalador que, quando a 2ª temporada reduziu seu tempo de tela, a imprensa e os fãs reclamaram duramente, forçando a Netflix a trazê-lo de volta como o pilar da 3ª temporada e a criar derivados. O filme é um pouco previsível e "repleto de clichês de gângster", no entanto, apesar da narrativa manjada, o filme funciona perfeitamente como um "thriller potente" graças à química espetacular de Lammers com a atriz Elise Schaap (Danielle).

2. Ferry (Filme Prequel - 2021). Trata-se de um filme Prequel, ou seja, uma obra que conta uma história que acontece antes da série que já foi lançada e, no caso serve como prólogo e explora o passado de Ferry, antes de construir seu império do tráfico. No filme ele retorna à sua cidade natal em uma missão de vingança que testa sua lealdade e muda o rumo de sua vida. O filme tem a duração de 1 hora e 46 minutos (106 minutos).

3. Ferry: A Série (Spin-off - 2023). trata-se de um filme spin-off, ou seja, uma produção que nasce a partir de outra história que já existe, focando em um personagem, grupo ou elemento específico da trama original. Neste filme são mostrados os eventos logo após o filme de 2021. Ferry tenta estabelecer sua base no submundo criminoso do sul da Holanda, lidando com gangues rivais e lutando para chegar ao topo do tráfico de drogas. Esta série tem a duração de 1 temporada, composta de 8 episódios, com duração de 36 a 51 minutos, cada episódio.

Existem outras duas obras lançadas posteriormente na Netflix que expandem essa história:

1) Ferry 2 (Filme - 2024), ambientado após os eventos da série principal “Operação Ecstasy”. Mostra um Ferry que perdeu tudo, tentando viver no anonimato até que é puxado de volta para o crime ao ser procurado por um membro de sua família. Duração: 1 hora e 43 minutos.

2) Operation Undercover (Série Documental - 2024): Focada em operações reais de agentes infiltrados, mas sem ligação com o universo ficcional de Ferry.

Nota de Clério José Borges:

Não existem anúncios oficiais de renovações ou novas temporadas para nenhuma das séries desta franquia.

Críticos destacaram que Frank Lammers quebrou os padrões tradicionais de beleza de Hollywood para protagonistas de séries. Na Holanda, ele alcançou o status raro de conseguir interpretar, com a mesma credibilidade, o maior herói patriótico da história do país (O Almirante) e o maior criminoso fictício da TV moderna (Ferry). Em um filme de 2015, Frank Lammers interpreta, Michiel de Ruyter, um dos maiores e mais famosos almirantes da história naval holandesa.

VIDA REAL

O traficante da vida real que inspirou o personagem Ferry Bouman, é o holandês Janus van Wesenbeeck, nascido em Eindhoven, que ficou conhecido internacionalmente pelas autoridades europeias como o "Pablo Escobar da Europa" devido ao tamanho do seu império de drogas sintéticas.

Assim como Ferry na série, Janus van Wesenbeeck cresceu em uma comunidade de trailers e estabeleceu sua base de operações criminosas em um acampamento de chalés na cidade de Lommel, localizada exatamente na fronteira entre a Holanda e a Bélgica. Janus começou no crime nos anos 1980 contrabandeando haxixe, mas enriqueceu de forma colossal ao se tornar um dos pioneiros e maiores distribuidores mundiais de anfetaminas e comprimidos de ecstasy. A sua queda ocorreu exatamente por causa de uma complexa ação secreta da polícia belga.

Agentes disfarçados conseguiram se infiltrar em seu círculo social mais íntimo no camping para reunir provas. Ele foi condenado em 2011 a 14 anos de prisão por traficar toneladas de entorpecentes.

Na vida real, Janus van Wesenbeeck tinha o apelido de "Harry Potter" no submundo do crime, puramente devido ao formato dos óculos de grau redondos que ele utilizava na juventude. Após uma apelação judicial bem-sucedida, ele foi libertado da prisão antecipadamente em 2015.

A relação entre a realidade e a ficção gerou atritos jurídicos marcantes. Janus van Wesenbeeck entrou com uma ação judicial contra a Netflix em tribunais americanos. Ele alegou violação de direito de imagem e difamação. Ele argumentou que, embora tenha sido um grande traficante internacional, nunca foi acusado de homicídio ou tráfico humano na vida real. Ele criticou a produção por transformá-lo na TV em "um psicopata que atira nas pessoas por qualquer motivo", exigindo que a plataforma admita publicamente quais partes foram totalmente inventadas pelo roteiro.

PERFORMANCE MONUMENTAL

Na verdade, Ferry Bouman não redefine os rumos da história da arte como os clássicos do cinema faziam. Contudo, no panorama do streaming moderno, todos os trabalhos focados no personagem recebem sinal verde devido à performance monumental de Frank Lammers. Ele elevou um roteiro policial de gênero ao status de um fenômeno de entretenimento cru, realista e viciante.

Bob Lemmens é o protagonista policial da série Operação Ecstasy (Undercover), interpretado pelo ator e apresentador de TV belga Tom Waes. Na trama, Bob é um agente secreto belga com nervos de aço enviado para se infiltrar no reduto do poderoso traficante Ferry Bouman, fingindo ser seu vizinho em um acampamento de trailers. Ele é um homem focado e viciado na adrenalina do perigo, mas cuja vida pessoal desmorona conforme ele cruza limites éticos e morais para manter seu disfarce.

A atuação de Tom Waes foi recebida de forma bastante positiva pela crítica e pelo público, gerando surpresa especialmente nos países de origem da produção. Na Bélgica e na Holanda, Waes era amplamente conhecido como um popular apresentador de programas de comédia e de viagens (Reizen Waes). Vê-lo entregar uma performance dramática tão intensa e fria impressionou os críticos locais, que o elogiaram como um artista completo e muito convincente

 

AVALIAÇÃO DA DIREÇÃO.

Operação Ecstasy (Undercover) tem sua direção assinada principalmente por Eshref Reybrouck e Frank Devos, que foram amplamente elogiados pela crítica internacional por criarem uma atmosfera asfixiante de suspense dentro de um cenário suburbano pacato. A direção soube subverter os clichês tradicionais do gênero policial ao focar no naturalismo e na tensão psicológica em detrimento de perseguições e tiroteios exagerados. Os diretores utilizaram enquadramentos, planos fechados e movimentos de câmera precisos para ilustrar visualmente o estado mental dos personagens.

Eu, Clério José Borges entendo que a direção brilha ao filmar os momentos em que um personagem descobre repentinamente que caiu em uma cilada ou está sendo enganado. Diferente das produções policiais hollywoodianas de ação frenética, a direção optou por uma abordagem mais realista, no estilo do nordic noir europeu. Críticos internacionais pontuaram positivamente a paciência dos diretores em desenvolver os conflitos gradualmente. A câmera foca no perigo iminente e no peso psicológico de viver sob um disfarce, mantendo o espectador em tensão constante a cada episódio.

Os diretores souberam ditar o tom da série ao contrastar cenários opostos: de um lado, a atmosfera comum, descontraída e brega do acampamento de trailers; do outro, a frieza, o perigo iminente e a brutalidade do submundo do tráfico. Esse equilíbrio evitou que a série ficasse excessivamente sombria ou caricata.

 

AVALIAÇÃO DA FOTOGRAFIA

A direção de fotografia da "série mãe" de Operação Ecstasy (Undercover) é assinada principalmente por dois profissionais:

Konrad Widelski: Sendo o principal responsável pela identidade visual da obra, assinando a fotografia da grande maioria dos episódios ao longo das três temporadas.

Laurens De Geyter: Responsável pela cinematografia de diversos episódios, dividindo o comando visual da produção com Widelski.

Pieter Van Alphen: Também atuou como diretor de fotografia em episódios específicos, colaborando para manter a consistência estética do show.

O trabalho visual da dupla de fotógrafos, Konrad e Laurens foi amplamente reconhecido por consolidar o clima de paranoia constante e destaco o estilo “Nordic Noir Europeu”. Um visual cru, minimalista e de iluminação naturalista, afastando-se das habituais cores supersaturadas ou da montagem frenética dos policiais de Hollywood.

Para melhor esclarecer, vale informar que o estilo Nordic Noir Europeu (ou Noir Nórdico) é um gênero de ficção policial e de suspense originário dos países escandinavos (como Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia e Finlândia) que se destaca por sua atmosfera sombria, realismo social e tom melancólico.

A fotografia foca na tensão iminente através do silêncio visual. O uso recorrente de planos fechados nas expressões dos atores funciona perfeitamente para traduzir o confinamento mental e o desespero psicológico dos policiais infiltrados. A câmera serve como um detector de mentiras invisível. Eu Clério José Borges, faço um elogio especial as cenas dos ambientes. Os diretores de fotografia conseguem construir barreiras visuais distintas.

As sequências do submundo das drogas trazem tons frios, desprovidos de calor e repletos de sombras nas estradas e galpões abandonados. A abordagem hiper-realista exagerou um pouco na falta de saturação, deixando certas sequências com uma paleta de cinzas um tanto "apagada" (dull). No entanto, o consenso geral definiu essa frieza como uma escolha artística brilhante para harmonizar com a amoralidade do roteiro.

 

AVALIAÇÃO DOS PERSONAGENS

O brilhantismo de Ferry com a atuação mais burocrática de Bob, me permite atribuir uma nota para “Operação Ecstasy” (Undercover) de 7.5 de 10. Essa pontuação reflete com precisão o consenso da crítica internacional e a minha avaliação pessoal.

Frank Lammers (Ferry Bouman) - (Nota Individual: 9.5 / 10): Frank Lammers é a verdadeira força motriz do seriado. A crítica é unânime em dizer que a série ganha força total sempre que ele está em cena. Ele transforma o que poderia ser um vilão genérico em uma figura magnética, carismática e perigosa. O magnetismo é tão avassalador que ele rouba o protagonismo da história, fazendo o espectador torcer pelo antagonista.

Tom Waes (Bob Lemmens) - (Nota Individual: 7.5 / 10): Tom Waes entrega uma atuação correta, mas consideravelmente mais engessada e previsível. Embora o ator consiga transmitir o esgotamento físico de um policial infiltrado, o personagem muitas vezes cai no clichê do "típico policial durão e problemático".

Elise Schaap (Danielle Bouman) - (Nota Individual: 7.0 / 10): É considerada pelos críticos como uma das melhores atrizes do projeto. A crítica destacou sua capacidade de transitar entre a ingenuidade suburbana e a cumplicidade silenciosa do crime. A química magnética que ela estabelece com Frank Lammers funciona como a verdadeira âncora emocional que prende o espectador na primeira temporada.

Anna Drijver (Kim De Rooij) - (Nota Individual: 6.0 / 10): Recebeu elogios pela sensibilidade. Enquanto o Bob de Tom Waes explode em agressividade, a Kim de Drijver equilibra a narrativa com inteligência emocional e intuição aguçada. A imprensa especializada elogiou como ela constrói a empatia real de sua personagem com Danielle, gerando os dilemas morais mais complexos da trama.

 

·        1ª Temporada (Nota: 8.5 / 10): É o ápice da série. O equilíbrio é perfeito porque a direção coloca Bob e Ferry colados no microcosmo do camping. A regularidade de Bob é compensada pela tensão constante de ser descoberto por Ferry.

·        2ª Temporada (Nota: 6.5 / 10): A nota cai justamente porque a trama afasta Ferry do centro das atenções para focar em uma nova investigação de Bob. Sem o contraponto magnético do vilão principal, a atuação regular de Tom Waes não consegue carregar a narrativa com o mesmo impacto.

·        3ª Temporada (Nota: 7.5 / 10): A produção se recupera ao entender que a engrenagem só funciona com a dupla. Ao forçar uma aliança relutante entre o policial (Bob) e o traficante (Ferry), a série ganha fôlego novo e entrega um desfecho sólido.

Uma nota 7.5 consagra Operação Ecstasy como um suspense policial contemporâneo muito acima da média, altamente recomendado para maratonas. O seriado peca em não dar ao protagonista herói a mesma complexidade e brilho do seu vilão, mas acerta em cheio ao deixar a narrativa ser engolida pela presença colossal de Ferry Bouman.

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AVALIAÇÃO DA OBRA E COMPARAÇÃO COM CLÁSSICOS DO CINEMA

Comparar uma série contemporânea de streaming como Operação Ecstasy (Undercover) com monumentos da história do cinema como Cidadão Kane (1941), No Tempo das Diligências (1939) e Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) requer separar o impacto histórico do entretenimento de gênero. Em uma média ponderada equilibrando o peso acadêmico desses titãs com a eficácia de Operação Ecstasy dentro de sua própria proposta, a série receberia uma nota 7.5 de 10.

Eu, Clério José Borges continuo dando nota 10 para Cidadão Kane (Orson Welles) e nota 10 para Tempo das Diligências (John Ford) e nota 10 para Shane (Os Brutos Também Amam, de George Stevens.), pois filmes desse calibre inventaram e consolidaram a gramática visual, a profundidade de campo e a estrutura de narrativa que a televisão usa até hoje.

Cidadão Kane revolucionou o cinema mundial. No Tempo das Diligências definiu a jornada do herói e o formato do Western moderno. Perto deles, nenhuma série policial contemporânea de entretenimento alcança uma nota máxima. Operação Ecstasy utiliza técnicas eficientes de suspense, mas não revoluciona a linguagem audiovisual ou a montagem como Welles e Ford fizeram.

O filme “Shane” (1953), dirigido por George Stevens é um clássico sobre um homem misterioso que tenta viver uma vida pacata, mas cujo passado de violência o persegue. Essa é exatamente a premissa psicológica do policial Bob e, principalmente, do traficante Ferry Bouman em Operação Ecstasy. O magnetismo suburbano de Ferry espelha a desconstrução do "vilão clássico" que o cinema começou a fazer na década de 1950. Enquanto Shane foca no heroísmo melancólico e na moralidade poética do Velho Oeste, Operação Ecstasy traduz essa mesma tensão para o realismo cru e cínico do século XXI. É um excelente exercício de gênero, mas sem o peso mítico do clássico de Stevens.

Em suma, eu, jornalista Clério José Borges considero-me correto ao apontar o magnetismo da série Operação Ecstasy. Na prateleira de "séries policiais de ficção baseadas em fatos reais", ela é um produto de alta qualidade, no entanto, ao lado de monumentos que redefiniram a história da arte, ela se posiciona como um ótimo entretenimento moderno, mas sem a imortalidade técnica dos clássicos mencionados.

Ficha Técnica: Operação Ecstasy (Undercover)

Título Original: Undercover

Título no Brasil: Operação Ecstasy

País de Origem: Bélgica / Países Baixos (Holanda)

Criação e Showrunner: Nico Moolenaar

Direção Principal: Eshref Reybrouck e Frank Devos

Roteiro: Nico Moolenaar, Piet Matthys e Bart Uytdenhouwen

Gênero: Policial, Drama, Suspense

Volume: 3 Temporadas | 30 Episódios

Elenco Principal: Frank Lammers (Ferry), Tom Waes (Bob), Elise Schaap (Danielle) e Anna Drijver (Kim).

 

Undercover significa "infiltrado" ou "à paisana" em português. No caso do seriado da Netflix (Operação Ecstasy), o título original em inglês é exatamente Undercover porque a trama principal gira em torno de dois agentes que precisam morar em um acampamento de trailers e fingir que são um casal comum para se aproximar do traficante Ferry Bouman.

 

DESTAQUES:

O traficante Ferry Bouman é magnético e complexo. O foco da Série está no estresse dos agentes disfarçados. A intimidade forçada com o alvo gera dilemas éticos profundos.

Cada episódio termina com revelações que instigam a maratona. Negativamente podemos ressaltar a perda de foco na sequência: A segunda temporada reduz o tempo de tela de Ferry. A mudança de cenário prejudica a dinâmica original.

Clichês de Roteiro: Algumas ações dos criminosos facilitam demais o trabalho policial. Certas conveniências quebram o realismo estabelecido.

Destaque Final: A primeira temporada da série entrega um excelente suspense baseado em fatos reais. O ecossistema do camping serve como um microcosmo perfeito para a paranoia. Embora as temporadas seguintes oscilem em qualidade, a produção permanece acima da média tradicional de tramas policiais.

 

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FILMES NOTAS DEZ

Nas minhas avaliações (Avaliações de Clério José Borges), continuam como Filmes Recomendáveis ainda com NOTA DEZ:

1) O filme No Tempo das Diligências (Stagecoach), lançado em 1939, é um clássico absoluto do gênero faroeste (western) dirigido por John Ford.

2) Considerado um dos maiores marcos da história do cinema, Cidadão Kane (Citizen Kane), lançado em 1941, foi dirigido, produzido e estrelado por Orson Welles.

3) SHANE, que no Brasil recebeu um título horrível: “Os Brutos Também amam” - filme Shane (no Brasil, Os Brutos Também Amam), clássico do faroeste lançado em 1953, foi dirigido por George Stevens.

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OBSERVAÇÃO

A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos, clássicos do Cinema e Filmes e Séries nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.

Dois motivos levaram a tecer tais comentários:

1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.

2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema do Jornal A Tribuna de Vitória, ES, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.

Em definitivo o título da coluna ficou:

Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.

(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).

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Quem é o Crítico de Cinema, Jornalista, Poeta Trovador, Mestre da Cultura Capixaba e Comendador Clério José Borges?

CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL,

COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.

Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:

Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator e Chefe de Reportagem.

Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.

Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo como Jornalista e, no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES, conhecido também como “O Diário da Rua Sete”, cuja redação estava localizada na Rua Sete de Setembro no Centro de Vitória, Capital Capixaba.

Em seguida fundou a POP ART Promoções e passou a realizar Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando jovens estudantes, durante um período de aproximadamente dois anos. Mais de Dez mil alunos acabaram se matriculando em Cursos realizados desde as Cidades de Barra de São Francisco, Conceição da Barra, Cachoeiro de itapemirim, Linhares e Bom Jesus do Norte até Mantena, Resplendor e Governador Valadares em Minas Gerais.

Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um dos seus 15 a 20 livros já publicados denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, publicação de um mil exemplares, viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.

Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.

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BIOGRAFIA RESUMIDA:

Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu no bairro de Aribiri, no Município de Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994, tendo recebido o título das mãos do Prefeito João Batista Motta, por indicação da então Vereadora Izolina Márcia Lamas da Silva. É também Cidadão cariaciquense, da Cidade de Cariacica, ES, desde 14 de Julho de 2022. título outorgado pela Câmara Municipal de Cariacica, numa homenagem do Vereador Edson Nogueira.

Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes.

Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias.

É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões"

É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.

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Clério José Borges
Enviado por Clério José Borges em 02/07/2026
Alterado em 19/07/2026
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