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Crítica & Notícia: "A Vida da Princesa Aisha" do Historiador e Pesquisador Capixaba, Clério José Borges de Sant Anna.
TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES
ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA
(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).
Livro que resgata história de heroína negra da Revolta do Queimado ganha circuito estadual e recebe homenagens.
A obra resgata o protagonismo negro na Insurreição do Queimado e já percorre o circuito de feiras literárias do Espírito Santo.
ASSUNTO: Escritor Clério José Borges lança livro sobre a heroína "Princesa Aisha" e recebe homenagens em várias regiões do Estado do Espírito Santo.
A Força da Narrativa: Uma Análise Crítica
O resgate da ancestralidade capixaba ganha força com a obra de Clério José Borges, que imortaliza a trajetória da Princesa Aisha como símbolo de resistência e identidade. O livro estabelece um marco importante para a historiografia e literatura infanto-juvenil do Espírito Santo ao preencher lacunas históricas sobre a Insurreição do Queimado.
A mais recente publicação de Clério José Borges, intitulada “A Vida da Princesa Aisha”, cumpre um papel literário e pedagógico urgente. Ao transformar uma história real em uma narrativa que encanta simultaneamente crianças e adultos, o autor dribla o apagamento histórico de figuras negras no Espírito Santo.
· Relevância Histórica: O livro resgata a figura de Aisha, a negra médica do povo e heroína da Revolta do Queimado ocorrida na Serra.
· Acessibilidade Textual: A obra traduz dores históricas em uma linguagem lúdica, sem perder o teor de denúncia e exaltação à liberdade.
· Fortalecimento de Identidade: Funciona como ferramenta de representatividade, preenchendo uma lacuna de protagonismo negro no cenário literário local.
· Apoio Institucional: O projeto reforça a importância de políticas públicas, financiado pela Lei Aldir Blanc e pelo Fundo Municipal de Cultura da Serra (Lei Comendador Paulo Negreiros).
Do Litoral ao Caparaó: O Roteiro de Lançamentos
A obra tem alcançado diferentes públicos através de uma agenda intensa de eventos literários pelo Estado.
1. O Ponto de Partida na ACLAPTCTC
O lançamento oficial aconteceu no dia 30 de abril, no Pontão de Cultura da ACLAPTCTC (Academia Capixaba de Letras e Artes dos Poetas Trovadores), localizado em Eurico Salles, Carapina, na Serra. Na ocasião, exemplares foram distribuídos de forma totalmente gratuita à comunidade, democratizando o acesso à leitura.
2. Expansão na FLIPIU 2026
Ampliando suas fronteiras para além da Grande Vitória, o livro foi um dos destaques na FLIPIU 2026 (Festa Literária de Iúna). O evento levou a história da heroína serrana para os leitores e estudantes do interior do estado.
3. Homenagem e Solenidade em Iúna
Consolidando o sucesso da obra, no último dia 03 de julho, ocorreu uma sessão solene de posse e premiação em Iúna, na região do Caparaó. Durante a cerimônia, o autor Clério José Borges foi calorosamente homenageado pelo impacto cultural de sua pesquisa e escrita, reafirmando seu espaço na vanguarda dos defensores da cultura capixaba.
O escritor Clério José Borges mobiliza a cena cultural capixaba com o lançamento gratuito de livro sobre a Princesa Aisha e recebe homenagem oficial na Região do Caparaó.
SERRA (ES) – A literatura e a historiografia capixaba ganham um reforço de peso com a circulação da mais recente obra do escritor Clério José Borges: “A Vida da Princesa Aisha”. O livro narra a trajetória real de Aisha, conhecida como a negra médica do povo e heroína da histórica Revolta dos Negros Escravizados do Queimado, ocorrida no município da Serra.
Com uma proposta literária e pedagógica que encanta crianças e adultos, a obra cumpre um papel urgente no combate ao apagamento histórico de figuras negras no Espírito Santo. O projeto foi viabilizado por meio de importantes mecanismos de fomento, incluindo a Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura da Serra, o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura (Lei Comendador Paulo Negreiros) e a Política Nacional Aldir Blanc.
Circuito de Lançamentos e Consagração no Interior
A jornada da obra começou com um evento de grande alcance social no dia 30 de abril, na sede da ACLAPTCTC (Academia Capixaba de Letras e Artes dos Poetas Trovadores), em Eurico Salles, Carapina. Na ocasião, a comunidade compareceu em peso para prestigiar a noite de autógrafos, onde todos os exemplares foram distribuídos de forma totalmente gratuita.
Expandindo as fronteiras da narrativa para o interior do estado, o livro foi levado para a FLIPIU 2026 (Festa Literária de Iúna), atraindo novos leitores na região do Caparaó.
O ápice desta circulação aconteceu na última semana, no dia 03 de julho, durante uma solenidade oficial de posse realizada em Iúna. Na oportunidade, o autor Clério José Borges recebeu uma homenagem especial da comunidade cultural e de autoridades locais pelo impacto social da obra, consolidando o livro como um dos principais lançamentos do ano na Região do Caparaó.
NOTA DE APRECIAÇÃO CRÍTICA
"A Vida da Princesa Aisha supera as barreiras do entretenimento infanto-juvenil para se firmar como um documento de reparação histórica. Ao traduzir a complexidade e as dores da Insurreição do Queimado em uma linguagem lúdica e acessível, Clério José Borges preenche uma lacuna crítica de representatividade na literatura capixaba. A obra funciona como uma ferramenta de fortalecimento de identidade para as novas gerações e reafirma o compromisso do autor com a salvaguarda da memória do Espírito Santo."
O livro "A Vida da Princesa Aisha", do historiador e escritor capixaba Clério José Borges, resgata a memória da maior liderança feminina da Insurreição do Queimado de 1849, preenchendo uma lacuna essencial na historiografia negra do Espírito Santo.

RESENHA CRÍTICA
O Resgate Científico e Poético do Protagonismo Feminino Negro.
A obra de Clério José Borges de Sant’Anna vai muito além da literatura infanto-juvenil tradicional, firmando-se como uma reparação histórica fundamental. Historicamente, a Insurreição do Queimado foi registrada com foco quase exclusivo em suas lideranças masculinas, como Chico Prego e Elisiário.
Clério subverte essa narrativa ao centralizar Aisha, a "negra médica do povo", como eixo articulador de resistência e identidade.
Metodologia Robusta: O autor combina a leveza literária com mais de quatro anos de rigorosa pesquisa documental em Salvador e no Espírito Santo, validando cientificamente a existência e a nobreza de Aisha.
Dualidade Narrativa:
O livro atua em duas frentes: funciona perfeitamente para alfabetização cultural de crianças devido à sua acessibilidade, enquanto encanta adultos pela riqueza de detalhes históricos e geográficos da Freguesia de São José do Queimado.
Valor Pedagógico:
Ao transformar dor histórica em superação, o texto torna-se um instrumento prático de representatividade nas salas de aula capixabas.
RESUMO DO LIVRO & DA VIDA DA PRINCESA AISHA
De Realeza Africana a Heroína do Queimado
O livro traça a jornada biográfica de Aisha Keto Korowe Detokumbo, uma princesa da etnia Nagô (originária da Nigéria). Capturada em conflitos territoriais na África, ela atravessa o Atlântico nos porões de um navio negreiro e desembarca inicialmente em Salvador, na Bahia, onde recebe o nome brasileiro de Benedita Torreão (também citada em documentos como Maria do Carmo).
Posteriormente vendida para a Província do Espírito Santo, Aisha passa a viver nas fazendas que circundavam a Serra. Dotada de profundos conhecimentos de medicina tradicional africana e ervas curativas, ela passa a ser conhecida como a "médica do povo", prestando auxílio e alento tanto na senzala quanto aos necessitados da região.
Ao testemunhar a exploração e a farsa que motivou a construção da Igreja de São José, Aisha utiliza sua influência e sabedoria para atuar estrategicamente nos bastidores da Revolta do Queimado em 1849. Ela não foi apenas uma combatente, mas uma mentora intelectual e espiritual que cuidou dos feridos e alimentou os ideais de liberdade coletiva.
NOTÍCIAS IMPORTANTES E REPERCUSSÃO
O Circuito Cultural da Obra.
O livro obteve ampla relevância cultural e institucional através de múltiplos reconhecimentos pelo Estado.
Descoberta Histórica: Portais como o ES Brasil destacaram a relevância de Clério Borges em provar documentalmente a identidade de Aisha, que antes constava apenas de forma fragmentada em cartas oficiais da época do Império.
Lançamento Gratuito na ACLAPTCTC: O marco inicial ocorreu na Serra (Carapina), onde o Pontão de Cultura da ACLAPTCTC distribuiu exemplares gratuitos para a comunidade civil com apoio de fomento municipal e da Lei Aldir Blanc.
Projeção no Caparaó (FLIPIU e Posse):
A obra ganhou tração no interior ao ser apresentada na FLIPIU 2026 (Festa Literária de Iúna). O ápice ocorreu no último dia 03 de julho, em uma solenidade solene em Iúna, onde Clério foi formalmente homenageado por acadêmicos e autoridades regionais pelo impacto social do livro.
HISTÓRIA: A REVOLTA DO QUEIMADO (1849)
O Maior Levante de Resistência Negra do Espírito Santo:
A Insurreição do Queimado eclodiu no dia 19 de março de 1849, no antigo distrito de São José do Queimado (atualmente pertencente ao município da Serra, ES).
A Falsa Promessa:
O frei italiano Gregório José Maria de Bene propôs aos negros escravizados a construção da Igreja Matriz do distrito. Em troca do esforço físico, ele prometeu intermediar e garantir a carta de alforria (liberdade) de todos os trabalhadores.
O Estopim:
No dia da inauguração do templo, diante de mais de 300 escravizados reunidos, os senhores de terras locais e o frei recuaram, descumprindo o acordo. Sentindo-se traídos, os negros iniciaram o levante armado imediatamente.
Lideranças:
Sob o comando de Chico Prego, Elisiário e João da Viúva, os revoltosos tomaram o distrito exigindo a libertação imediata.
Repressão Sangrenta:
O governo provincial enviou tropas da Guarda Nacional e forças imperiais para esmagar a revolta. O saldo foi violento: dezenas de mortos, prisões em massa e a execução pública por enforcamento de Chico Prego. Elisiário conseguiu fugir da prisão de forma lendária, refugiando-se nas matas da região de Piranema, próximo a Roda d´água em Cariacica, onde inclusive formou um Quilombo com outros negros escravizados fugitivos da Região do Queimado e da Serra Sede em 1849.
PLANO DE AULA PEDAGÓGICO
Estruturado de acordo com as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), desenhado para professores de Ensino Fundamental II e Ensino Médio.
O planejamento utiliza o livro de Clério José Borges como ferramenta interdisciplinar para debater história regional, literatura, representatividade feminina e a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira.
PLANO DE AULA INTERDISCIPLINAR
Tema: Ancestralidade, Gênero e Resistência Capixaba na Obra "A Vida da Princesa Aisha"
📋 Dados de Identificação
· Público-Alvo: Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) ou Ensino Médio.
· Componentes Curriculares: História, Língua Portuguesa e Literatura.
· Duração: 3 aulas (de 50 minutos cada).
· Alinhamento BNCC: EF09HI03 (Identificar e avaliar os processos de resistência dos negros escravizados) e EM13LP25 (Analisar obras da literatura brasileira para compreender a formação da identidade nacional).
🎯 Objetivos de Aprendizagem
· Histórico: Compreender as causas, lideranças e o desfecho da Insurreição do Queimado de 1849.
· Literário: Identificar elementos de biografia e ficção histórica na obra de Clério José Borges.
· Social: Debater a importância do protagonismo feminino negro e da medicina tradicional no período colonial.
🗺️ Cronograma das Aulas
Aula 1: Da África à Serra – A Chegada de Aisha e o Contexto Histórico
· Foco: Contextualização histórica e leitura inicial.
· Atividades (50 min):
1. Introdução (15 min): Exposição dialogada sobre o Espírito Santo no século XIX e a Freguesia de São José do Queimado.
2. Leitura Mediada (25 min): Leitura em voz alta dos primeiros capítulos do livro, focando na transição de Aisha de princesa Nagô para escravizada e "médica do povo".
3. Fechamento (10 min): Debate sobre como o conhecimento de plantas e ervas medicinais era uma forma de poder e acolhimento nas senzalas. [1]
Aula 2: 1849 – A Revolta, a Traição e o Papel de Aisha
· Foco: Análise da Insurreição do Queimado e atuação da protagonista.
· Atividades (50 min):
1. Análise do Estopim (15 min): Explicação sobre a promessa quebrada do Frei Gregório e a construção da Igreja do Queimado.
2. Trabalho em Grupo (25 min): Divisão da sala para analisar o papel das lideranças masculinas (Chico Prego, Elisiário) em contraste com a atuação estratégica e humanitária de Aisha nos bastidores da revolta.
3. Reflexão (10 min): Discussão sobre o conceito de "apagamento histórico" e por que o nome de Aisha levou tanto tempo para ser destacado.
Aula 3: O Resgate da Memória e Expressão Cultural
· Foco: Produção textual, crítica literária e encerramento.
· Atividades (50 min):
1. Oficina de Escrita (35 min): Os alunos deverão produzir uma resenha crítica curta sobre o livro ou uma carta imaginária direcionada à Princesa Aisha, expressando o que aprenderam sobre sua história.
2. Roda de Conversa (15 min): Compartilhamento das produções e debate final sobre a importância de políticas públicas (como a Lei Aldir Blanc, que apoiou o livro) para que essas histórias cheguem às escolas de forma gratuita.
🛠️ Recursos Didáticos
· Exemplares do livro “A Vida da Princesa Aisha”, de Clério José Borges.
· Projetor multimídia para exibir mapas históricos da Serra (ES) e imagens das ruínas da Igreja do Queimado.
· Cartolinas e papel almaço para as produções textuais.
📝 Avaliação e Entregáveis
A avaliação será processual e contínua, considerando os seguintes critérios:
· Participação: Engajamento nos debates em grupo sobre a revolta.
· Compreensão Crítica: Capacidade de diferenciar a história oficial da literatura de resgate histórico.
· Produção Textual: Entrega da resenha ou carta avaliando a relevância da heroína.
· ROTEIRO COM 5 QUESTÕES ESTRUTURADAS (SENDO 3 DISCURSIVAS E 2 DE MÚLTIPLA ESCOLHA) PRONTAS PARA APLICAÇÃO EM UMA AVALIAÇÃO OU TRABALHO FINAL.
AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E LITERATURA
Obra base: “A Vida da Princesa Aisha”, de Clério José Borges
Questão 1 (Discursiva)
A obra de Clério José Borges resgata a trajetória de Aisha Keto Korowe Detokumbo, uma princesa da etnia Nagô que veio para o Brasil e passou a ser chamada de Benedita Torreão. No Espírito Santo, ela ficou conhecida na senzala e na comunidade como a "médica do povo".
· Explique como o conhecimento em medicina tradicional africana e ervas curativas transformou a Princesa Aisha em uma liderança e em um símbolo de acolhimento na região da Serra.
Questão 2 (Múltipla Escolha)
A Insurreição do Queimado, ocorrida em 1849 na Província do Espírito Santo, teve um estopim muito específico que gerou a revolta dos negros escravizados. Assinale a alternativa que indica corretamente o motivo do início do levante armado:
· A) A proibição das práticas religiosas de matriz africana e da medicina de ervas de Aisha pelos senhores de engenho.
· B) O descumprimento da promessa de alforria feita pelo Frei Gregório em troca do trabalho escravizado na construção da Igreja Matriz.
· C) A prisão injusta dos líderes Chico Prego e Elisiário pela Guarda Nacional antes da inauguração da Vila do Queimado.
· D) A tentativa de venda da Princesa Aisha para uma fazenda distante na Região do Caparaó.
Questão 3 (Discursiva)
Historicamente, as narrativas sobre a Revolta do Queimado destacam quase que exclusivamente figuras masculinas, como Chico Prego e Elisiário. O livro “A Vida da Princesa Aisha” propõe uma quebra nesse padrão.
· Discorra sobre a importância literária e pedagógica de centralizar uma figura feminina negra como protagonista e articuladora estratégica de uma revolta histórica capixaba. Use o conceito de "apagamento histórico" na sua resposta.
Questão 4 (Múltipla Escolha)
Após o esmagamento da Revolta do Queimado pelas tropas imperiais, as lideranças sofreram severas punições. No entanto, o desfecho de cada um foi diferente. Associe corretamente os líderes aos seus respectivos destinos históricos apresentados no livro e na história real:
1. Chico Prego
2. Elisiário
( ) Foi condenado à morte e executado publicamente por enforcamento.
( ) Fugiu de forma lendária da prisão, refugiando-se nas matas de Piranema.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses é:
· A) 1 - 2
· B) 2 - 1
· C) 1 - 1
· D) 2 - 2
Questão 5 (Discursiva / Crítica)
O livro de Clério José Borges foi viabilizado por meio de políticas públicas de fomento, como a Lei Aldir Blanc e o Fundo Municipal de Cultura da Serra.
· Argumente sobre qual é o papel do Estado e das leis de incentivo à cultura ao garantir que livros que contam a história local (como a do Queimado) sejam distribuídos de forma totalmente gratuita nas comunidades e escolas.
GABARITO & CRITÉRIOS DE CORREÇÃO (Para o Professor)
· Gabarito Questão 1 (Discursiva): O aluno deve explicar que os conhecimentos botânicos e medicinais de Aisha funcionavam como uma forma de resistência cultural e poder. Ao curar doentes na senzala e atender necessitados locais, ela conquistou respeito e autoridade espiritual, o que a permitiu atuar estrategicamente nos bastidores e na organização da Revolta do Queimado.
· Gabarito Questão 2: Alternativa B. (A farsa da promessa de liberdade em troca da construção do templo foi o estopim exato do conflito).
· Gabarito Questão 3 (Discursiva): O aluno deve apontar que as mulheres negras frequentemente tiveram seus papéis de liderança apagados dos registros oficiais. Trazer Aisha como protagonista repara o "origami histórico", oferece representatividade para estudantes negras e mostra que as mulheres atuavam de forma intelectual, logística e corajosa nas lutas de libertação.
· Gabarito Questão 4: Alternativa A. (Chico Prego foi enforcado na Serra; Elisiário fugiu e virou uma lenda de resistência).
· Gabarito Questão 5 (Discursiva): O aluno deve argumentar que o incentivo financeiro público descentraliza o acesso à cultura. Sem esse fomento, histórias regionais dificilmente competiriam com o mercado editorial comercial, impedindo que estudantes periféricos conhecessem seus próprios heróis locais de forma gratuita.
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QUEM É CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA?
CURRICULUM CULTURAL RESUMIDO:
Historiador, Trovador, Escritor, Poeta e Comendador, Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15 de setembro de 1950, no antigo Patrimônio Quilombola de Aribiri, bairro do Município de Vila Velha, ES. Formou-se em Técnico em Contabilidade e estudou os cursos de Direito e Pedagogia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Funcionário Público Estadual Aposentado tendo atuado na área da segurança pública, exercendo o cargo de Escrivão de Polícia Civil durante 35 anos, onde foi premiado com Elogios e as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro da Polícia Civil Capixaba devido à excelência nos serviços prestados em prol da sociedade capixaba. Durante sua vitoriosa carreira policial, Clério José Borges trabalhou em várias Delegacias e exerceu vários cargos de chefia, de modo especial o cargo de chefe de Apoio Administrativo do Departamento de Polícia Judiciária da Serra.
Durante seu trabalho como Escrivão de Polícia, anotou gírias e jargões que serviram de base para o lançamento em 2012, de um Livro com cerca de 10 mil Gírias e Jargões da Malandragem. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que em Assembleia Geral Extraordinária realizada no sábado, dia 18 de novembro de 2017, em Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo foi transformada em Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC. Clério é líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo, promovendo anualmente, desde 1981, os Seminários Nacionais da Trova, atualmente denominados Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS, fundada no dia 28 de agosto de 1993. Clério foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes.
Por designação do Governador do Estado foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993, onde foi eleito e atuou como Secretário e Vice-presidente do CEC-ES. Foi Conselheiro Suplente do referido Conselho de 1993 ao ano 2000. No dia 23 de março de 2000, toma posse como membro colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, com mandato de dois anos, encerrando em 2002, sua participação no referido Conselho. De 2002 até os dias atuais, participou ainda do referido Conselho em momentos esporádicos e em várias oportunidades.
É morador da SERRA, ES, desde o dia 20 de fevereiro de 1979, data em que se mudou de Vila Velha para o bairro Eurico Salles, tendo recebido o Título de Cidadão Serrano, conferido pela Câmara Municipal da Serra, de acordo com o Decreto Legislativo nº 05, de 14 de dezembro de 1994, numa homenagem da então Vereadora Professora Márcia Lamas da Silva. Clério é também Cidadão Cariaciquense, da cidade de Cariacica, ES, desde o dia 14 de julho de 2022, numa homenagem do então Vereador Edson Nogueira.
Pelo Decreto Municipal N. º 9905/97, de 24 de setembro de 1997, assinado pelo Prefeito Dr. Antônio Sérgio Alves Vidigal, Clério José Borges foi nomeado para compor o primeiro Conselho Municipal de Cultura da Cidade da Serra, atuando como Conselheiro até 20 de Junho de 2012, ou seja, durante 14 anos, 09 meses e 20 dias.
As premiações de Clério José Borges começam em 1973 com o título de Personalidade do Ano como Destaque no Setor de Promoções na Cidade de Vila Velha em evento organizado pelo Jornalista Mauro Silva, por indicação do então Secretário de Turismo e Cultura de Vila Velha, Antônio Guimarães. Detentor de Diversos Títulos, Diplomas e Medalhas e homenagens, como por exemplo, a Comenda Chico Prego, recebida em 30 de março de 2006 e a medalha de Mérito Cultural “Afonso Pena” e o título de acadêmico imortal, ambos concedidos durante cerimônia em Belo Horizonte, presidida pelo Dr. Mário Carabajal, presidente fundador da Academia de Letras do Brasil.
O livro "História da Serra", de Clério José Borges, que conta a Colonização da Cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo foi eleito em 1988, o Melhor Livro do Ano e a premiação foi recebida, por Clério José Borges, em solenidade ocorrida no dia 08 de maio de 1999, no Teatro Municipal Paschoal Carlos Magno, localizado no Centro Histórico da Cidade de Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo. No dia 15 de setembro de 2005 Clério José Borges foi homenageado como historiador do Município da Serra em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra. Na ocasião Clério recebeu do Vereador João de Deus Corrêa, Tio João, o reconhecimento de Historiador Serrano, Historiador do Município da Serra.
No dia 07 de julho de 2015 foi agraciado pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, no dia do Escritor Capixaba, com o título de Comendador, recebendo a Comenda Mérito Legislativo Rubem Braga, por indicação da Deputada Estadual Luzia Toledo.
Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.
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