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Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.
Textos

HISTORIADORES CAPIXABAS CONCEDEM ENTREVISTA À TV GAZETA SOBRE O ENIGMÁTICO CASO DE MANEMOAÇÚ, INDÍGENA ABDUZIDO POR EXTRATERRESTRES

TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES

ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA

(Permitido cópias e citações desde que seja citada a Fonte)

FONTE PRIMÁRIA: A fonte primária utilizada para a história da abdução ou "arrebatamento" do indígena Manemoaçú na Serra (ES) — reinterpretada sob a ótica ufológica moderna pelo historiador Clério José Borges — é uma carta jesuítica do século XVI, escrita pelo irmão Antônio de Sá que escreveu aos irmãos, do Espírito Santo", datada de 13 de junho de 1559.

"Há horrores que não pertencem à Terra. E, existem céus cuja contemplação é uma maldição." – Citação do escritor Americano, H.P. Lovecraft, mestre do horror cósmico em romance de 1927. Originalmente escrita em inglês: "There are horrors beyond the Earth, and there are sheol-deep stars that are a curse to look upon."

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Jamais soube dizer se o que descobri nesta pesquisa histórica foi obra de Deus ou castigo reservado aos homens que ousam atravessar os limites do desconhecido. Escrevo estas linhas porque o tempo apaga a memória dos vivos, mas não consegue apagar o terror dos mortos. Muitos rirão da história do guerreiro Manemoaçú; outros a chamarão de superstição dos indígenas. Contudo, eu afirmo que a própria floresta guardou para sempre o eco de seus gritos. – Citação de Clério José Borges, Serra, ES.

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Serra (ES), 7 de julho de 2026 – Os historiadores, escritores e pesquisadores capixabas Clério José Borges e João Roberto Vasco Gonçalves (Roberto Vasco) participaram, na manhã da terça-feira (7), das gravações de uma reportagem especial para o programa “Em Movimento” da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo.

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A equipe da emissora, formada pela repórter Dani Carla e pelo cinegrafista Ramon Porto, esteve no sopé da histórica Serra do Mestre Álvaro, cenário diretamente relacionado à narrativa histórica envolvendo o indígena Manemoaçú, personagem citado em uma carta jesuítica do século XVI e cuja história desperta interesse entre pesquisadores de História, da Ufologia e da Cultura Popular.

Durante a entrevista, Clério José Borges apresentou a interpretação histórica que vem desenvolvendo ao longo de décadas de pesquisa documental. Segundo o historiador, a carta escrita pelo irmão jesuíta Antônio de Sá, em 13 de junho de 1559, descreve um episódio extraordinário ocorrido na antiga Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, atual município da Serra.

O documento relata que o indígena Manemoaçú teria desaparecido durante uma violenta tempestade, após um grande estrondo, sendo levado "em corpo e alma" por forças que os religiosos da época identificaram como demônios. Os moradores da aldeia seguiram seus rastros até o porto localizado nas margens do atual Rio Santa Maria da Vitória, onde as pegadas do indígena desapareceram misteriosamente.

Conforme explicou Clério José Borges, a descrição registrada pelos jesuítas pode ser reinterpretada à luz da Ufologia de Base Histórica. "Na visão religiosa do século XVI, qualquer fenômeno incompreensível era atribuído à ação demoníaca. Hoje, analisando cuidadosamente os detalhes registrados na carta, é possível levantar a hipótese de que o episódio corresponda a um dos primeiros relatos documentados de uma suposta abdução extraterrestre em território brasileiro", afirmou o pesquisador.

Segundo a narrativa histórica, Manemoaçú reapareceu alguns dias depois bastante debilitado, relatando ter sido levado por "seres estranhos". Para Clério José Borges, essa descrição apresenta elementos frequentemente encontrados em modernos relatos de abdução, como desaparecimento repentino, perda de tempo, retorno com enfermidades e posterior falecimento.

O historiador também destacou aspectos genealógicos presentes nos documentos coloniais, lembrando que Manemoaçú recebeu no batismo cristão o nome de Sebastião de Lemos, sendo apontado como filho do chefe indígena Maragajaguaçu, batizado como Vasco Fernandes, e irmão do célebre líder indígena Araribóia, personagem de grande importância na história da colonização do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Também entrevistado pela TV Gazeta, o historiador e escritor João Roberto Vasco Gonçalves, conhecido como Roberto Vasco, apresentou sua contribuição literária ao tema. Autor do cordel "Manemoaçú Sequestrado por ETs", ele explicou como transformou um documento histórico do século XVI em uma obra da Literatura de Cordel, aproximando a narrativa do grande público por meio da poesia popular.

Segundo Roberto Vasco, o cordel preserva os elementos históricos registrados pelos jesuítas, ao mesmo tempo em que dialoga com o imaginário popular, a tradição oral e os estudos ufológicos contemporâneos, tornando acessível um dos episódios mais curiosos da história capixaba.

As gravações realizadas nesta terça-feira deverão integrar uma edição especial do programa Em Movimento, tradicional revista eletrônica exibida aos sábados pela TV Gazeta, dedicada à valorização da cultura, da história, do turismo e das tradições do Espírito Santo.

A reportagem promete apresentar aos telespectadores um dos mais intrigantes episódios registrados nos primórdios da colonização capixaba, reunindo documentos históricos, interpretações acadêmicas e manifestações da literatura popular, contribuindo para ampliar o debate sobre um acontecimento que, mais de quatro séculos depois, continua despertando curiosidade e diferentes interpretações entre estudiosos e pesquisadores.

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13/06/1559:

TRECHO DA CARTA:

Carta do irmão Antônio de Sá que escreveu aos irmãos, do Espírito Santo

Vasco Fernandes, o Gato. – Padre Braz Lourenço. – Diogo de Morin – Medo dos Francezes. – O indio Manemoacu carregado pelo Diabo. – Escravidão de índios. – Baphsados. – Casos edificantes. – Aldeia de Vasco Fernandes. – Catechese.

 

A SUMMA graça, etc.

(…) Não deixarei de contar uma cousa mui digna de admiração, pela qual se verá claramente como o Demônio, inimigo dos homens, anda muito raivoso e indignado por ver que temos levado este anno tão grande prenda de almas, que na mortandade passada, depois de serem baptisadas, levou o Senhor para si. O caso é o seguinte: Tinha Vasco Fernandes, nosso Principal, um filho por nome Manemoacu, o qual estava mui doente na aldeia da villa. Estando elle assim, uma noite de grande tempestade o tomaram os demônios em corpo, e com grande estrondo o levaram arrastando e maltratando. Acudiram os da aldeia ao arruido e gritos do pobre Negro (INDÍGENA) e tomaram tições de fogo e foram-se pelo rasto até o porto de Manoel Ramalho e dali por diante o perderam. Deram logo a nova a seu pae, que é grande nosso amigo, com a qual foi mui triste e anojado, dizendo’ que si lhe morrera não lhe dera tanto, mas ser levado de tão ruim gente lhe pesava muito. O padre Braz Lourenço o foi a consolar dando-lhe esperança que, si não era morto, que elle appareceria, como de feito dahi a três dias appareceu, e logo mandou ao Padre as novas, dizendo, que por elle haver confiado tanto nas palavras que Lhe dissera, havia apparecido e agora tem ao Padre grande credito e por verdadeiro pajé.

 

O pobre índio contava que, depois de havel-o posto no porto de João Ramalho, o levaram a Santo Antônio (VILA DE VITÓRIA) com tanto Ímpeto e clamor que a si mesmo não se podia ouvir nem entender; daqui o pozeram no porto de Jaravaia e por concluir diz que o pozeram entre muitos outros onde se fizera muito mal. Aqui vio muitos fogos e mui horriveis. Finalmente, depois de todos estes martyrios, o arrojaram entre uns mangues, onde se maltratara muito e ficara fora de si com tantos tormentos como passara, que por isso não conhecia aos seus quando deram sobre elle e fugia delles como si foram demônios. Tudo isto permitte o Senhor para que venham a conhecimento da sua Lei, considerando perverso o dominio do Demônio. Elles todos attribuem isto ao padre Braz Lourenço e tem-lhe grande amor toda esta aldea, gratias Deo. (…)

CONHEÇA A CARTA COMPLETA PESQUISANDO EM:

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Cartas Avulsas, 1550-1568 (Cartas Jesuíticas, Vol. II). Rio de Janeiro: Officina Industrial Graphica, 1931. p. 212-222. Disponível em: https://historiacapixaba.wiki.br/documentos/13-06-1559-copia-de-uma-carta-do-irmao-antonio-de-sa-que-escreveu-aos-irmaos-do-espirito-santo/#comment-2726.

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PREFÁCIO

TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES

ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA

(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).

A historiografia oficial e a memória popular frequentemente caminham em trilhas paralelas, cruzando-se apenas nos momentos de profunda ruptura. Quando nos debruçamos sobre os manuscritos do Brasil quinhentista, deparamo-nos com uma cartografia do visível e do invisível desenhada por mentes imbuídas do fervor da Contra-Reforma. Para o homem europeu daquele século, o Novo Mundo não era apenas uma fronteira geográfica, mas uma extensão do campo de batalha teológico, onde o sagrado e o profano digladiavam-se em cada clareira de floresta, em cada tempestade sobre a costa e na própria alma dos povos autóctones.

 

Esta obra nasce da audácia de ler o documento colonial não com o olhar do anacronismo condescendente, mas com o instrumental da transição hermenêutica. O episódio de Manemoaçú, ocorrido em 1559 na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, serve como o fulcro sobre o qual esta investigação se ergue. Longe de propor uma revisão leviana dos fatos, o que este volume oferece é um convite à interdisciplinaridade. Ao cruzar as epístolas de jesuítas como Antônio de Sá com os estudos etnográficos de Luís da Câmara Cascudo e as hipóteses da ufologia histórica contemporânea, os autores não buscam impor certezas, mas sim alargar as fronteiras do explicável.

O leitor tem em mãos uma obra que desafia categorizações fáceis. Trata-se, simultaneamente, de um resgate da história regional da Capitania do Espírito Santo, de uma crônica literária sobre o assombro e de um ensaio acadêmico sobre como a humanidade codifica o desconhecido através dos séculos. Que a leitura destas páginas sirva para nos lembrar de que a verdade, filha do tempo, muitas vezes se esconde nas dobras de manuscritos esquecidos.

 

INTRODUÇÃO GERAL

O ato de documentar o extraordinário constitui uma das constantes mais fascinantes da experiência humana. Nas sociedades primitivas, o mito desempenhava o papel de ordenador do caos; no período medieval e moderno, a demonologia cristã e a teofania ofereciam as balizas para a catalogação dos fenômenos que escapavam às leis da física aristotélica. No cenário da América Portuguesa do século XVI, essa necessidade de decodificação tornou-se ainda mais premente, dado que os colonizadores e missionários se viam cercados por uma natureza hiperbólica e por culturas cujas cosmovisões desafiavam o dogma católico.

Este livro propõe uma imersão analítica e literária nas crônicas do insólito do Brasil Colonial, tomando como ponto de partida documental o arrebatamento físico do jovem indígena Manemoaçú na Capitania do Espírito Santo. A estrutura do volume foi delineada para guiar o leitor através de uma jornada que é, a um só tempo, arquivista e fenomenológica. A metodologia adotada recusa a simplificação folclórica, preferindo tratar os relatos contidos nas Cartas Avulsas de Jesuítas com o mesmo rigor dedicado às grandes movimentações políticas e econômicas da colônia.

O objetivo central desta obra é demonstrar como o mesmo fenômeno empírico — o distúrbio atmosférico, a aceleração hipersônica, a perda de consciência temporal e o desaparecimento físico sem vestígios terrestres — pode ser traduzido como "obra do Demônio" no século XVI e reinterpretado como "abdução tecnológica" no século XXI. Ao expor essa transição de semânticas, a obra ilumina não apenas a natureza do evento em si, mas os mecanismos culturais e científicos que a humanidade utiliza, em diferentes épocas, para domesticar o incompreensível.

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MANEMOAÇU, ABDUZIDO NA SERRA ES

TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES

ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA

(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).

 

Existem registros históricos documentados, mas o que torna o caso fascinante é a sua origem temporal: não se trata de uma ocorrência moderna da ufologia, mas sim de um dos registros mais antigos do que hoje chamamos de "abdução" ou fenômeno ufológico na história do Brasil, datado de 1559, em pleno período colonial. Na literatura ufológica, o episódio é frequentemente analisado sob a ótica do "paleocontato" ou "ufologia histórica", enquanto nos registros oficiais da história brasileira, ele consta como um relato jesuítico de ação demoníaca.

 

O Escritor Capixaba Clério José Borges em seu Livro “História da Serra”, publicado em 2009, pela Editora do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas. Edição com 292 página e impresso na Gráfica Canela Verde de Vila Velha, ES, com fotografias do Autor e do Videomaker, Aurélio Carlos Marques de Moura. Clério José Borges de Sant Anna foi um dos primeiros historiadores a relatar a abdução ocorrida com Manemoaçú.

 

Onde estão os registros?

1.     Nas Cartas Jesuíticas (Século XVI):
O documento original é uma carta escrita pelo jesuíta Antônio de Sá, datada de 13 de junho de 1559, na Capitania do Espírito Santo. A correspondência original faz parte do compilado histórico Cartas Avulsas (1550-1568), preservado nos arquivos históricos.

 

2.     Na Literatura de Folclore e História:
O célebre historiador e antropólogo Luís da Câmara Cascudo catalogou e analisou esse registro em sua obra clássica “Literatura Oral do Brasil” inserindo o caso no contexto dos mitos indígenas e dos assombros presenciados pelos primeiros colonizadores (como relatos de Curupira e forças estranhas).

 

3.     Em Pesquisas Universitárias:
O caso é citado em teses acadêmicas que estudam o contato entre jesuítas e indígenas, como trabalhos Universitários que relatam o cotidiano da aldeia do Cacique Maragajaguaçu, o Gato Bravo Grande, (também chamado pelos portugueses de Vasco Fernandes).

O Relato de 1559: O que diz o documento?

Manemoaçú era um jovem indígena, filho do principal cacique da tribo dos Temiminós no Espírito Santo.

O trecho exato grafado pelo jesuíta detalha o seguinte cenário:

·        O Arrebatamento: Numa noite de violenta tempestade, a aldeia foi sacudida por um "grande estrondo" (estrépito ou forte ruído vindo do céu).

·        O Sumiço: Sob os gritos do jovem, os demônios "em corpo" o tomaram e o levaram arrastado de forma implacável.

·        A Perseguição: Os índios da aldeia acordaram assustados, acenderam tições de fogo (tochas) e seguiram os rastros de Manemoaçú até a região do porto. Naquele local, os rastros sumiram completamente no ar.

·                   O Retorno e o Relato: Manemoaçú reapareceu misteriosamente de três dias a sete dias depois. Ele relatou que havia sido transportado com um "ímpeto e clamor" tão gigantescos (uma aceleração ou barulho ensurdecedor) que ele "não conseguia ouvir a si mesmo".

 

A Interpretação Ufológica Moderna

Para os ufólogos que estudam o caso (muitos ligados à Revista UFO ou a grupos de ufologia histórica), as características descritas na carta de 1559 possuem forte paralelo com os relatos de abdução modernos:

·        O grande estrondo no céu e a tempestade localizada simulando perturbações atmosféricas comumente associadas a avistamentos.

·        O desaparecimento repentino sem deixar rastros físicos no solo a partir de determinado ponto.

·        O "Missing Time" (Tempo Perdido), visto que o jovem passou três dias desaparecido e retornou sem memórias claras do período em que esteve fora, apenas lembrando-se do deslocamento vertiginoso.

 

·        A incapacidade dos colonizadores do século XVI de interpretar o evento fora do viés religioso da época, rotulando o fenômeno tecnológico ou desconhecido como "ação do Demônio" ou de espíritos da floresta.

TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES

ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA

(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).

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OBS.: MANEMOAÇÚ é uma palavra composta que pode ser dividida em três partes principais no tupi antigo: Manem- / Panema: No tupi, o termo panema (ou sua variação manem) refere-se originalmente àquilo que é "azarado", "infeliz" (daí o termo conhecido "amarelado" ou "esmorecido"). -mo-: É um prefixo causativo muito comum na gramática tupi, utilizado para transformar um substantivo ou adjetivo em um verbo de ação (significando "fazer ficar", "tornar" ou "causar"). -Açú (-guassu / -usu): É o célebre sufixo tupi para "grande" ou "intenso".

Manemoaçú seria então, "O Grande Paciente" ou "Aquele que muito adoece/esmorece" - Ao unir o conceito de esmorecimento ou azar (panema/manem), o causativo (mo) e o superlativo (açú), o nome traduz perfeitamente a condição de "Aquele que é feito esmorecer grandemente" ou "O Grande Paciente/Enfermo". É um belíssimo exemplo de como a língua tupi era descritiva e ligada à realidade imediata ou ao destino do indivíduo.

Historicamente, o registro do irmão jesuíta Antônio de Sá (em junho de 1559) aponta que o jovem Manemoaçú era acometido por graves enfermidades físicas. Nas Cartas Jesuíticas, o jovem indígena, Manemoaçú, muito doente na Aldeia da Conceição da Serra (atual município de Serra, no Espírito Santo), teria desaparecido misteriosamente em uma noite de tempestade. Os indígenas relataram que "os demônios o levaram arrastando e maltratando", encontrando apenas rastros e o seu arco partido na floresta. A Releitura Moderna: Na cultura popular regional e em círculos de ufologia, essa passagem histórica de 1559 documentada pelos jesuítas é frequentemente interpretada, de forma bem entusiasta, como um dos primeiros relatos de "abdução extraterrestre" registrados no Brasil, onde os "demônios do céu" seriam visitantes de outro mundo.

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Clério José Borges
Enviado por Clério José Borges em 08/07/2026
Alterado em 16/07/2026
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