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Série descontraída e interessante. Prendeu minha atenção e cheguei a maratonar. Recomendo!

UMA A DVOGADA COM “TOC” - TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
TEXTO E PESQUISA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES
ESCRITOR, POETA TROVADOR CAPIXABA
(Permitido cópias e citações desde que seja citada a fonte).
Continuando a análise de filmes e séries disponíveis nas plataformas de streaming, de modo especial na Netflix que considero uma das melhores, onde você pode encontrar diversas séries, filmes dos mais populares para maratonar e passar o tempo se divertindo, consegui assistir no período de 10 a 18 de agosto de 2026, os 10 episódios em sua primeira temporada da série espanhola Perdendo o Juízo (Juicio con clase / Losing It), que acompanha a reviravolta na vida da advogada Amanda Torres (interpretada por Elena Rivera).
Amanda é uma advogada brilhante que, após um episódio traumático em sua carreira — que a levou a uma queda pública e profissional —, tenta recomeçar em um escritório de advocacia modesto e menos prestigiado. O cerne da sua história gira em torno de sua luta para provar a inocência de sua irmã, Daniela, que é acusada do assassinato de seu parceiro, Jaime.
O que torna a personagem fascinante é que a busca pela verdade não é linear. Enquanto Amanda tenta desvendar as complexas camadas desse crime, ela precisa lidar com um Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) severo, que influencia diretamente como ela enxerga os detalhes dos casos e como ela se relaciona com as pessoas ao seu redor.
A história principal é, portanto, uma dualidade: Um suspense jurídico onde cada pista é uma peça de um quebra-cabeça que ameaça destruir sua família e o esforço exaustivo para manter o controle, onde suas rotinas e compulsões servem tanto como um escudo para sua mente quanto como um obstáculo que a Direção da série utiliza para mostrar a vulnerabilidade da protagonista.
No fim das contas, a Amanda que conhecemos não é apenas a "heroína" que busca salvar a irmã, mas uma mulher tentando redefinir seu próprio valor em um sistema que a subestimou — tudo isso enquanto lida com decisões emocionais que testam o pouco equilíbrio que ela conseguiu conquistar. O "tamanho" dessa responsabilidade da Amanda — salvar a família enquanto tenta não perder a si mesma — é o que dá o peso dramático necessário para que os outros personagens funcionem como apoio.
É um entretenimento altamente envolvente e viciante com 10 episódios com um tempo de duração médio de aproximadamente 53 minutos (variando entre 50 e 55 minutos por capítulo).
A série utiliza uma fórmula mista de sucesso: há um grande mistério central de fundo (envolvendo o drama familiar e o divórcio da protagonista) combinado com "minis" casos jurídicos divertidos, dinâmicos e criativos que se resolvem a cada episódio.
Os primeiros episódios possuem um ritmo frenético, diálogos ágeis e ganchos (cliffhangers) milimetricamente pensados para prender o espectador no famoso botão de "Próximo Episódio". A principal crítica ao roteiro foca nos três últimos episódios da temporada. Análises apontam que a história sofre uma "pisada no freio", criando as famosas "barrigas" narrativas com voltas desnecessárias que poderiam ter sido resumidas em menos episódios.
Outro ponto que considero fraco são algumas resoluções de crimes que soaram convenientes ou absurdas demais. Mesmo assim, a capacidade da trama de prender a atenção, com reviravoltas estilo thriller psicológico moderno, entendi como um grande mérito.
A direção geral conduz o seriado equilibrando de forma assertiva três tons distintos: o drama pessoal pesado (saúde mental e reconstrução emocional), o suspense policial e a leveza da comédia de tribunal. A série Perdendo o Juízo não possui um único "diretor", mas sim uma equipe de direção que trabalhou nos episódios, incluindo María Togores, Pablo Guerrero e Jaime Olías.
O criador e roteirista é Javier Holgado, um espanhol, nascido em Pamplona, em 1971, sendo um nome muito respeitado no gênero de mistério e investigação na Espanha. É conhecido não apenas pelo seu trabalho como roteirista de televisão, mas também como escritor de romances policiais. Antes de Perdendo o Juízo, ele colaborou em projetos que misturam elementos jurídicos e de suspense. Um exemplo notável de sua trajetória literária e televisiva é a série Los mistérios de Laura (que inspirou várias adaptações internacionais), onde ele estabeleceu sua marca de criar narrativas com viradas constantes e enigmas bem estruturados.
A série é uma coprodução da Atresmedia TV e Boomerang TV, o que explica esse olhar cuidadoso com a estrutura dos episódios, algo que é uma característica constante do trabalho de Holgado: ele sempre planta as pistas da resolução (o "eixo secreto", como ele chama) muito antes de o público perceber.
A estética visual de Perdendo o Juízo segue o padrão polido de alta qualidade visual que a Netflix costuma implementar em suas produções espanholas de suspense urbano (como Elite ou O Inocente). A fotografia abusa de contrastes interessantes: os ambientes do antigo escritório e do tribunal de grande prestígio de Madri trazem tons frios, sóbrios e ângulos rígidos — que ajudam a amplificar visualmente a sensação de aprisionamento e o TOC da protagonista. Em contrapartida, o novo e humilde escritório de advocacia adota uma identidade visual ligeiramente mais quente, caótica e acolhedora, refletindo esteticamente o próprio arco de recomeço e humanização pelo qual a Advogada Amanda passa ao longo dos 10 episódios.
Eu, Clério José Borges analiso a atuação de Elena Rivera em Perdendo o Juízo e considero que, sem dúvida, a interpretação dela é o pilar que sustenta a série. Como crítico, destaco a sensibilidade com que ela constrói as crises de TOC da personagem Amanda; são momentos dosados com precisão cirúrgica. Esse êxito, contudo, é um mérito compartilhado: a direção soube conduzir o ritmo emocional, enquanto a direção de fotografia elevou a narrativa visual, transformando as nuances psicológicas de Amanda em uma experiência imersiva para o espectador.
É notável o trabalho de composição de Elena Rivera na pele de Amanda. O que mais me impressiona é como as crises de TOC não são usadas como um mero artifício, mas como um elemento orgânico da personagem. A direção e a fotografia tiveram a sensibilidade de explorar essas vulnerabilidades com um olhar atento e humano, evitando o sensacionalismo e focando na profundidade emocional. Uma entrega impecável. É raro vermos uma sintonia tão fina entre a atuação e o olhar técnico da câmera para traduzir o estado mental de uma personagem.
A "dosagem" do TOC é o que evita que a série caia em clichês comuns nas dramaturgias de investigação. A dinâmica desse pequeno escritório de advocacia é um dos pontos mais elogiados de Perdendo o Juízo. A série acerta muito ao tirar o foco do "escritório de elite" e trazer o espectador para esse ambiente mais humano, onde cada membro da equipe — incluindo os estagiários e o advogado veterano — possui um arco pessoal que complementa a narrativa principal.
A série utiliza um formato "procedural" (casos semanais), o que permite que cada membro da firma tenha seu momento de brilhar. A atuação do elenco de apoio evita que a série se torne apenas um "monólogo" da Amanda. Os Estagiários (Barbie e Bosco): A performance de Lucia Caraballo (Barbie) é um ponto de energia na série. Ela traz uma vivacidade e um ímpeto que contrastam bem com o pragmatismo de Amanda. A relação entre Barbie e Bosco é interessante porque eles representam a "nova geração" tentando encontrar seu espaço em uma firma que, inicialmente, parece estar à beira do colapso. Eles não são apenas alívio cômico; eles trazem a curiosidade e o risco que, muitas vezes, levam a equipe a encontrar provas cruciais nos casos.
César Castillo, interpretado por Miquel Fernández, outro integrante do grupo é o contraponto perfeito à protagonista. Embora ele não seja exatamente um "velhote" em idade, sua postura na firma é a do advogado "casca grossa" que já viu de tudo. A atuação de Fernández é muito contida e sóbria, o que cria um contraste fascinante com as crises de TOC de Amanda. É o tipo de performance que valoriza o silêncio e o olhar, transmitindo a experiência de quem já cometeu muitos erros no tribunal e agora tenta encontrar algum tipo de redenção através dessa nova equipe.
O grande acerto da direção se estende para a gestão de elenco. Em vez de isolar a Amanda, a série a insere em um ecossistema. O sucesso de Perdendo o Juízo não reside apenas no brilhantismo de Elena Rivera, mas na 'orquestra' que a cerca. A interação entre a insegurança estruturada de Amanda e a vivacidade dos estagiários, somada à experiência pragmática de César, cria um microclima de escritório que é, ao mesmo tempo, caótico e perfeitamente equilibrado.
Essa "falta de perfeição" na firma é o que torna os personagens tão carismáticos — eles são, acima de tudo, profissionais tentando sobreviver à própria vida enquanto tentam salvar a dos outros.
Portais especializados elogiaram bastante os atores que compõem o pequeno e desacreditado escritório de advocacia para onde Amanda vai (como Manu Baqueiro, que interpreta Gabriel Ochoa). Críticos apontaram que os personagens secundários não funcionam apenas como muletas; eles esbanjam carisma, entregam um ótimo alívio cômico no tempo certo e possuem uma excelente química em tela, ajudando a segurar o ritmo nos momentos em que o roteiro desacelera.
Por outro lado, em fóruns e agregadores de opinião pública (como o Adoro Cinema), parte dos espectadores mais exigentes considerou as atuações do elenco de apoio um pouco genéricas ou teatrais, uma queixa relativamente comum em melodramas jurídicos e de suspense que operam no formato de "caso da semana".
O último episódio, o décimo, da primeira temporada termina com Amanda levada a uma decisão. Fica com Davi, o ex-marido ou com Gabriel. Como crítico, é fascinante notar como o roteiro usa esses dois homens não apenas como interesses amorosos, mas como símbolos antagônicos da vida da Amanda: um olha para o futuro que ela está tentando construir, e o outro é a âncora do trauma que a levou ao seu colapso inicial. Essa escolha entre Gabriel — que representa o novo começo, a reconstrução e o apoio — e David — que representa o passado, a traição profissional e as memórias da vida antiga de Amanda — é um dos ganchos mais potentes deixados pela série para a segunda temporada.
Ficha Técnica Básica
Título Original: Juicio con clase
Título em Português: Perdendo o Juízo
Plataforma de Streaming: Netflix
Gênero: Suspense psicológico, Drama Jurídico
País de Origem: Espanha
Ano de Lançamento: 2026
Formato: Série de episódios (estrutura mista de arco principal e casos semanais)
Equipe Principal
Atriz Principal: Elena Rivera (no papel da Advogada Amanda Torres) interpreta a protagonista, a advogada que precisa retomar sua carreira após um episódio de colapso devido ao seu Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
Elenco de Apoio: Manu Baqueiro (como Gabriel Ochoa). Manu Baqueiro interpreta Gabriel Ochoa. Ele é o advogado do pequeno escritório de bairro para onde Amanda se transfere após sua queda profissional. Atua como o parceiro mais próximo e confidente de Amanda na sua jornada de reconstrução, sendo um dos vértices de um conflito amoroso entre Amanda e o seu ex-marido Davi.
Alfonso Lara (Rafa): Ele interpreta o advogado mais experiente da firma. Alfonso Lara é um rosto muito conhecido na televisão espanhola, com uma carreira extensa em teatro e séries. Em Perdendo o Juízo seu personagem mostra uma aura de "veterano que já viu de tudo".
David (interpretado por Gorka Otxoa): Ele é o ex-marido de Amanda e o advogado que lidera o escritório rival (onde também trabalha a personagem Sara Fuentes). É ele quem, no início da história, inicia o processo de exclusão de Amanda da firma onde ambos trabalhavam juntos anteriormente.
Os Jovens Estagiários
Lucía Caraballo (Barbie): A estagiária com mais personalidade e garra do escritório. Antes deste papel, Lucía ganhou notoriedade por sua participação em Estoy vivo, uma série de sucesso na Espanha onde demonstrou sua capacidade de atuar em projetos que misturam elementos de suspense e drama humano.
Daniel Ibáñez (Bosco): O outro estagiário, que busca romper com seu passado. Daniel é um ator em ascensão que participou de projetos como La edad de la ira, onde interpretou personagens com carga dramática significativa, o que o preparou bem para dar vida a um jovem tentando encontrar seu lugar em um ambiente tão competitivo.
Outros Membros da Equipe:
Miquel Fernández (César Castillo): É um ator conhecido por atuar em grandes produções espanholas como El embarcadero e La fuga. Sua performance é marcada pela sobriedade, sendo o equilíbrio técnico que a firma precisa frente ao caos da protagonista.
Dafne Fernández (Sara Fuentes): É um rosto muito familiar ao público espanhol, tendo participado de séries icônicas. Sara Fuentes trabalha em um escritório rival, especificamente naquele que é liderado pelo ex-marido da Amanda, David (interpretado por Gorka Otxoa).
Carol Rovira (Daniela Torres): Embora seu papel seja mais central por ser irmã da Amanda, ela é o motor emocional da trama. Carol é muito querida pelo público espanhol e, na série mostra uma excelente química de cena, algo que ela replica aqui como a irmã que vive em constante conflito.
Essa equipe de apoio é o que torna o escritório um lugar tão dinâmico; enquanto Amanda lida com o seu TOC, cada um desses personagens traz um tipo de "ruído" ou suporte que evita que a série se torne apenas um drama individual, transformando a rotina do escritório em um dos pontos mais elogiados pelos críticos.
Direção Geral: A condução da obra foca em equilibrar a atmosfera pesada do transtorno mental com a agilidade narrativa de um thriller jurídico.
Direção de Arte: Destacada pelo contraste entre ambientes sóbrios (tribunais/escritório anterior) e espaços de tons mais quentes (novo ambiente de trabalho), refletindo a jornada de reconstrução da protagonista.
A série foi elogiada por sua fotografia polida e pela capacidade de manter o público engajado através de ganchos (cliffhangers) bem construídos. Embora o roteiro tenha sido alvo de críticas por algumas "barragens" no terço final da temporada, o consenso é que o trabalho de arte e a direção de elenco — especialmente a química do grupo secundário — garantem uma experiência de maratona bastante eficaz, o que já garantiu a renovação da trama para uma segunda temporada.
Devido ao formato da série como um thriller jurídico contemporâneo, a produção prioriza uma identidade visual polida e um ritmo ágil e a condução do seriado é voltada para a alternância entre o drama denso da protagonista e a dinâmica de casos episódicos.
Direção de Arte e Fotografia: Mostra um trabalho estético que utiliza contrastes de luz e ambientação para separar o "mundo antigo" de Amanda (sóbrio, frio e rígido) do seu "novo ambiente de trabalho" (mais acolhedor, porém caótico). O ritmo narrativo, a construção dos personagens e a direção e fotografia são fundamentais para o sucesso da série.
Comparação de Séries semelhantes referente a Escritórios de Advocacia:
Enquanto o mercado está saturado de advocacia corporativa desenfreada, “Perdendo o Juízo” traz a advocacia para o chão, para o desespero e para o divã. Se “Suits” é sobre o poder, o dinheiro e o brilho das metrópoles, “Perdendo o Juízo” é sobre a humilhação e a reconstrução. Por isso, ela se aproxima muito mais de séries como The “Good Wife” (pelo arco da protagonista que perde tudo e recomeça) do que de dramas puramente processuais. A grande vantagem dessa série é o fator humano. Enquanto muitas séries jurídicas tratam os advogados como "deuses" do tribunal, aqui eles são "humanos em colapso". Para um crítico, isso é um prato cheio, pois permite uma análise psicológica que raramente vemos em séries que focam apenas na vitória ou derrota do caso. Ambas as séries usam a fragilidade de seus protagonistas como motor narrativo. Numa análise comparativa de peso entre Perdendo o Juízo e outra série de sucesso, “O Poder e a Lei” observo como a dramaturgia moderna tem desconstruído a figura do "advogado invencível". Analisando a série O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer), onde o carismático advogado Mickey Haller atende seus clientes do banco de trás de seu luxuoso Lincoln. Observo uma profunda diferença. A produção espanhola foca em um drama psicológico denso e contínuo, enquanto a americana aposta na superação otimista e no charme clássico de Hollywood. As duas obras acertam em cheio ao removerem o advogado das tradicionais salas de vidro de alto padrão (vistas em séries como Suits), forçando-os a atuar nas trincheiras da realidade jurídica. Em “O Poder e a Lei” a fotografia banha-se no sol da Califórnia (uma estética neo-noir iluminada), utilizando planos abertos e movimentos de câmera fluidos que capturam tanto o luxo quanto as ruas de L.A. Em “Perdendo o Juízo” a direção opta por uma paleta mais contida e fria. O uso de planos fechados e o foco obsessivo em pequenos detalhes visuais traduzem a mente fragmentada de Amanda, criando a tensão característica do suspense europeu.
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AVALIAÇÃO FINAL DE CLÉRIO JOSÉ BORGES:
Roteiro e Estrutura (8.5/10): A série brilha ao desviar do clichê do escritório de luxo. A escolha de situar a trama em um ambiente em decadência, quase "barroco", é um ponto altíssimo. O roteiro de Javier Holgado é engenhoso, mas a nota não chega ao 10 por algumas conveniências de enredo típicas do whodunnit que às vezes forçam a suspensão de descrença.
Performance e Atuação (9.0/10): Elena Rivera é o coração da obra. A composição das crises de TOC, como você bem observou, é cirúrgica e evita a caricatura. O elenco de apoio, com a sobriedade de Miquel Fernández e a energia de Lucía Caraballo, forma um contraponto sólido que eleva a média do elenco.
Aspectos Técnicos (Fotografia e Direção) (8.0/10): A direção de fotografia é competente ao usar tons e enquadramentos para espelhar a mente fragmentada de Amanda. Há uma estética muito própria que diferencia a série de produções americanas, conferindo uma "identidade espanhola" forte e necessária.
AVALIAÇÃO FINAL DE CLÉRIO JOSÉ BORGES - Nota Final: 8.5 / 10
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Na minha avaliação NOTA DEZ são os clássicos do Cinema:
1) No Tempo das Diligências (John Ford)
2) Cidadão Kane (Orson Welles)
3) Shane (George Stevens).
Agora, avaliando “Perdendo o Juízo” com tais clássicos do Cinema a nossa régua de avaliação muda completamente. Ao estabelecer essas três obras-primas como o padrão para a Nota 10, estamos saindo da avaliação de "uma boa série de suspense jurídico" e entrando no rigoroso critério da História da Arte Cinematográfica.
Nesse cenário, a nota precisa ser reajustada. Se utilizarmos a "Régua dos Clássicos", a nota de Perdendo o Juízo cairia para algo em torno de 6.0 a 6.5.
E, explico a justificativa crítica para esse reajuste:
Os Clássicos (Nota 10):
1) Cidadão Kane revolucionou a linguagem cinematográfica (profundidade de campo de Gregg Toland, narrativa não-linear).
2) No Tempo das Diligências elevou o faroeste de um entretenimento barato para uma arte madura e psicológica.
3) Shane cristalizou o mito do herói americano de forma poética e inesquecível. Eles inventaram ou redefiniram as regras.
Perdendo o Juízo (Nota 6.5 nesta escala): A série espanhola é muito competente, mas ela segue regras pré-estabelecidas. Ela utiliza a fórmula clássica do whodunnit (quem matou?) e do drama procedural de TV. É um excelente artesanato, mas não é uma obra revolucionária que será estudada em escolas de cinema daqui a oitenta anos.
Os Clássicos (Nota 10): Discutem a alma humana, a corrupção pelo poder, a construção de uma nação e a inevitabilidade da violência. O impacto dessas obras reverbera por gerações.
Perdendo o Juízo (Nota 6.5 nesta escala): O drama de Amanda com seu TOC é muito bem executado e traz uma camada emocional forte, mas, no fim do dia, a série é desenhada para o "binge-watching" (maratonar). Ela precisa de ganchos fáceis e reviravoltas constantes para prender o espectador no sofá, o que muitas vezes sacrifica a sutileza narrativa em prol do entretenimento imediato.
Uma nota 6.5 sob o peso de Cidadão Kane não é demérito algum. Significa que Perdendo o Juízo é uma produção digna, bem atuada (com destaque para Elena Rivera) e que cumpre perfeitamente o seu papel como entretenimento contemporâneo, mas que pertence à categoria de "produto de consumo", enquanto os filmes que eu, Clério José Borges citei habitam o panteão da "arte imortal".
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FILMES NOTAS DEZ
Nas minhas avaliações (Avaliações de Clério José Borges), continuam como Filmes Recomendáveis ainda com NOTA DEZ:
1) O filme No Tempo das Diligências (Stagecoach), lançado em 1939, é um clássico absoluto do gênero faroeste (western) dirigido por John Ford.
2) Considerado um dos maiores marcos da história do cinema, Cidadão Kane (Citizen Kane), lançado em 1941, foi dirigido, produzido e estrelado por Orson Welles.
3) SHANE, que no Brasil recebeu um título horrível: “Os Brutos Também amam” - filme Shane (no Brasil, Os Brutos Também Amam), clássico do faroeste lançado em 1953, foi dirigido por George Stevens.
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OBSERVAÇÃO
A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos, clássicos do Cinema e Filmes e Séries nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.
Dois motivos levaram a tecer tais comentários:
1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.
2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema do Jornal A Tribuna de Vitória, ES, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.
Em definitivo o título da coluna ficou:
Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.
(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).
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Quem é o Crítico de Cinema, Jornalista, Poeta Trovador, Mestre da Cultura Capixaba e Comendador Clério José Borges?
Foto de Clério José Borges.
CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL,
COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.
Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:
Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator e Chefe de Reportagem.
Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.
Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo como Jornalista e, no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES, conhecido também como “O Diário da Rua Sete”, cuja redação estava localizada na Rua Sete de Setembro no Centro de Vitória, Capital Capixaba.
Em seguida fundou a POP ART Promoções e passou a realizar Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando jovens estudantes, durante um período de aproximadamente dois anos. Mais de Dez mil alunos acabaram se matriculando em Cursos realizados desde as Cidades de Barra de São Francisco, Conceição da Barra, Cachoeiro de itapemirim, Linhares e Bom Jesus do Norte até Mantena, Resplendor e Governador Valadares em Minas Gerais.
Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um dos seus 15 a 20 livros já publicados denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, publicação de um mil exemplares, viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.
Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.
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BIOGRAFIA RESUMIDA:
Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu no bairro de Aribiri, no Município de Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994, tendo recebido o título das mãos do Prefeito João Batista Motta, por indicação da então Vereadora Izolina Márcia Lamas da Silva. É também Cidadão cariaciquense, da Cidade de Cariacica, ES, desde 14 de Julho de 2022, título outorgado pela Câmara Municipal de Cariacica, numa homenagem do Vereador Edson Nogueira.
Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes.
Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias.
É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de 30 livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões"
É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.
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