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Escritor e Historiador Clério José Borges
Comendador, Poeta Trovador Capixaba. Figura proeminente na cena cultural do Espírito Santo.
Textos

Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries:

 

Análise Crítica de "Unifamiliar, um thriller de espionagem alemão"

Um título horrível comercialmente mas uma Série passível de ser assistida…

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              Pesquisa, análise e autoria do Texto: Clério José Borges.

 

 

Um título horrível, sem qualquer apelo comercial me fez, eu Clério José Borges, assistir a mais uma minissérie na Netflix intitulada Unfamiliar, um thriller de espionagem alemão que mistura drama doméstico com intriga. Uma série alemã criada por Paul Coates, que é um suspense de espionagem que explora a paranoia e a identidade fragmentada através de um drama familiar intenso. Um filme relativamente bom, usando clichês conhecidos do drama e da espionagem que eu Clério José Borges recomendo, com certa restrição. Pelo menos esperava um pouco mais de intensidade em seu papel da protagonista principal, Susanne Wolff que faz o papel de Meret Schäfer, ex-espiã do BND e esposa de Simon, vivido pelo ator Felix Kramer.

Unfamiliar é uma obra de ficção, mas utiliza uma base sólida de realismo e autenticidade para construir sua trama de espionagem. Como já escrevi acima, o título da série é horrível. Não desperta em nada o interesse do espectador. Mas, a palavra Unfamiliar (desconhecido/estranho) refere-se à sensação de deslocamento da protagonista Lena, que acorda em um ambiente teoricamente familiar onde nada se encaixa, e à natureza oculta das pessoas mais próximas. Nota-se claramente no início o uso inteligente dos créditos iniciais, que desfocam e enfatizam as palavras "liar" (mentiroso) e "Family" (família), encapsulando o tema central da obra: as consequências emocionais da vida de espião sobre os agentes e seus entes queridos.

Embora os protagonistas Simon e Meret não sejam baseados em espiões específicos da vida real, a produção buscou conexões com o cenário de inteligência da Alemanha para dar veracidade à história. Criada por Paul Coates, a obra rapidamente alcançou o topo do ranking da plataforma da Netflix no Brasil. A história acompanha Simon e Meret, um casal de ex-espiões vivendo sob identidades falsas em Berlim e, em clima de mentiras e traições dentro do casamento enquanto o casal foge de agentes russos e do serviço de inteligência alemão (BND).

Eu, Clério José Borges considero a química existente entre os protagonistas, interpretados por Felix Kramer e Suzanne Wolf, como um dos pontos fortes da trama, transmitindo a tensão de dois indivíduos que mentem um para o outro para proteger a própria família.

A direção de Leonard Ruff e Philip Linman utiliza um estilo que remete à Guerra Fria clássica, mas ambientado nos dias atuais. O ritmo é descrito como excelente, mantendo apostas altas com sequências de ação realistas e "pés no chão", incluindo perseguições de carro e lutas corporais.

Com uma nota média de 4 de 5 em diversas avaliações especializadas, a série é recomendada para quem busca um suspense psicológico que equilibra conspirações internacionais com segredos familiares profundos.

Felix Kramer e Suzanne Wolf: Interpretam Simon e Meret, ex-espiões que vivem em Berlim. A crítica destaca a química crível e a habilidade de transmitir a tensão de personagens que precisam mentir um para o outro enquanto protegem a filha. Kramer é elogiado por uma atuação "pés no chão", enquanto Wolf traz uma profundidade emocional que eleva o drama doméstico acima dos clichês de ação. Trata-se de uma série é dirigida por Leonard Ruff e Philip Linman, que estabelecem um tom coeso entre o suspense e a ação. Ruff e Linman optam por um ritmo ágil, sem tramas paralelas desnecessárias, focando na instabilidade emocional da protagonista e no mistério central.

O visual busca uma estética de Guerra Fria clássica adaptada para a Berlim moderna. A fotografia utiliza uma atmosfera de incerteza, com um estilo de produção "top-notch" que inclui sequências de lutas corporais e perseguições de carro realistas e viscerais. O enredo que gira em torno de um casal de ex-agentes cuja vida pacata é interrompida quando uma ameaça enterrada ressurge, forçando-os a fugir de assassinos russos e do serviço secreto alemão (BND).

A série procura subverter o gênero de espionagem ao focar no impacto psicológico da profissão sobre a família e a sequência de abertura, que brinca com o foco da câmera para enfatizar as palavras "liar" (mentiroso) e "Family" (família), é citada como uma metáfora visual brilhante para a série. Percebe-se a existência de um esforço em parecer plausível para o público espectador, tanto assim que a produção colaborou estreitamente com o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND). A agência forneceu informações técnicas para que a trama fosse fundamentada e os atores pudessem entender melhor a rotina e os dilemas de agentes reais. Segundo relatos noticiosos a Unfamiliar foi a primeira série de ficção a receber autorização para filmar cenas selecionadas na sede do BND em Berlim. Decisão tomada para garantir uma "autenticidade visual distinta" que seria difícil de replicar em estúdio.

Analisando o contexto geopolítico observa-se que a narrativa utiliza marcos históricos e a densa atmosfera política de Berlim — historicamente um epicentro de espionagem — para criar um sentimento de "Guerra Fria moderna". A trama menciona táticas reais, como o uso de "honey traps" (armadilhas de sedução), citando uma missão fracassada em Belarus há 16 anos que envolveu um oficial da inteligência russa (GRU).  Apesar do cenário realista, o enredo central — focado em um casal de ex-agentes que gerencia um abrigo secreto ("The Nest") e precisa fugir de assassinos enquanto protege a filha adolescente — é uma criação original dos roteiristas Paul Coates e Alexander Seibt.

A minissérie alemã Unfamiliar estreou sua primeira temporada na Netflix em 5 de fevereiro de 2026. Até o momento, a série conta com apenas uma temporada composta por 6 episódios. Susanne Wolff é Meret Schäfer, ex-espiã do BND e esposa de Simon. Felix Kramer é Simon Schäfer, ex-espião do BND e marido de Meret. Maja Bons é Nina Schäfer, filha adolescente do casal. Samuel Finzi é Josef Koleev, figura ligada ao passado dos protagonistas e Andreas Pietschmann é Jonas Auken, personagem envolto nos mistérios da trama.

O desfecho da primeira temporada de Unfamiliar é marcado por uma resolução intensa que mistura a sobrevivência da família Schäfer com a exposição de uma traição sistêmica dentro do próprio serviço de inteligência alemão (BND). O episódio final revela que a caçada a Simon e Meret não era apenas um acerto de contas russo, mas uma tentativa de queima de arquivo orquestrada por figuras dentro do BND para ocultar a falha catastrófica da missão em Belarus há 16 anos. O encerramento reforça o tema do título: a vida da família tornou-se "Unfamiliar" (desconhecida) para eles mesmos. O lar bucólico em Berlim foi destruído, deixando apenas a sobrevivência fria e a constante desconfiança.

A série termina com uma nota de ambiguidade moral. Embora tenham sobrevivido, o casal de espiões percebe que a rede de conspiração é muito maior do que imaginavam. Meret consegue enviar um arquivo criptografado para um contato externo (possivelmente a personagem de Seyneb Saleh), sugerindo que a luta para limpar seus nomes e derrubar os traidores no BND será o foco de uma futura sequência.

 

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          O filme foi assistido por mim, Clério José Borges, nos dias 18 e 19 de Fevereiro de 2026.

 

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          Classificação final: Bom. Logo no início do filme dá para ver numa luta, um golpe forçado, mostrando nitidamente uma falha no processo de edição da minissérie.

 

          Avaliação de Zero a Dez: Nota 7,5.  SETE E MEIO. - (BOM) - 

 

         Direção bem realizada porém com alguns pequenos cochilos. Bom roteiro e desempenho bom dos atores principais e da equipe (atores) de apoio do filme.

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FILMES NOTAS DEZ

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Nas minhas avaliações (Avaliações de Clério José Borges), continuam como Filmes Recomendáveis ainda com NOTA DEZ:

1)     O filme No Tempo das Diligências (Stagecoach), lançado em 1939, é um clássico absoluto do gênero faroeste (western) dirigido por John Ford. 

2) Considerado um dos maiores marcos da história do cinema, Cidadão Kane (Citizen Kane), lançado em 1941, foi dirigido, produzido, coescrito e estrelado por Orson Welles.

2)     SHANE, que no Brasil recebeu um título horrível: “Os Brutos Também amam” -  filme Shane (no Brasil, Os Brutos Também Amam), clássico do faroeste lançado em 1953, foi dirigido por George Stevens.

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OBSERVAÇÃO

 

          A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos, CLÁSSICOS do Cinema e Filmes e Séries nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.

 

          Dois motivos levaram a tecer tais comentários:

 

         1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.

 

         2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.

 

 

 

          Em definitivo o título da coluna ficou:

 

          Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.

(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).

 

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        Quem é o Crítico de Cinema, Jornalista, Poeta Trovador, Mestre da Cultura Capixaba e Comendador Clério José Borges?

 

        CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL, COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.

 

         Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:

 

          Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator.

          Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.

 

          Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES. O Jornal está atualmente extinto. Após breve período no “Diário” da Rua Sete, como era chamado o Jornal, passou a ministrar vários Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando durante um período de aproximadamente dois anos, mais de Dez mil alunos. Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um Livro denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.

 

          Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.

 

 

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BIOGRAFIA RESUMIDA:

 

          Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu em Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões" É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.

 

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Clério José Borges
Enviado por Clério José Borges em 21/07/2026
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