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"Quantos historiadores você conhece que já viraram enredo de escola de samba e desfilaram como reis? O Tecelão do Tempo fez isso. Quem é ele?"
“Descubra a trajetória do ativista anônimo que mudou as leis, salvou patrimônios e decifrou a linguagem das ruas.”
Do Crime à Poesia: A Vida Secreta do Guardião das Memórias Capixabas
O Homem das Dez Mil Palavras: Como um Escrivão de Polícia Decifrou a História de uma Cidade
Das Ruínas Esquecidas ao Altar: A Trajetória do Mestre Oculto da Cultura Popular
Identidade Camuflada: A Incrível História do Historiador, o Tecelão do Tempo: Quem é a Mente por Trás dos Maiores Marcos Culturais da Serra?
Como um único homem conseguiu viver tantas vidas em uma só? Nos bastidores do Espírito Santo, uma mente brilhante operou em silêncio por décadas, moldando a identidade de cidades inteiras. Ele usou o fardão da polícia para decifrar os segredos e as gírias das ruas, vestiu a túnica da fé para guiar comunidades e assumiu a caneta acadêmica para salvar patrimônios históricos que o tempo insistia em apagar. Dos arquivos criminais ao topo de um carro alegórico de Carnaval, esta biografia revela os passos do enigmático ativista que costurou as trovas, as leis e a memória capixaba. Você conhece os monumentos, os livros e as leis da Serra... mas sabe quem realmente os teceu? Descubra o homem por trás do mito.
O Tecelão do Tempo é um mestre da poesia de quatro versos. Consegue adivinhar quem ele é através desta pista?"

RESPOSTA:
Clério José Borges de Sant'Anna nasceu em 15 de setembro de 1950 no bairro de Aribiri, em Vila Velha, Espírito Santo. Ao longo de mais de cinco décadas de vida pública, consolidou-se como uma das figuras mais completas e ativas do cenário cultural capixaba, acumulando as funções de historiador, poeta trovador, escritor, jornalista, professor e líder comunitário. Sua formação inclui estudos em Pedagogia e Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e formação técnica em Contabilidade.
No campo da educação e comunicação, Clério teve uma atuação marcante na década de 1970. Lecionou disciplinas como Moral e Cívica, Técnicas Comerciais e Administração em diversas escolas tradicionais da Grande Vitória, como o Colégio Comercial Brasil e a Escola Clóvis Borges Miguel. Visionário, fundou a Pop Art Promoções Ltda. em 1973, empresa pioneira na oferta de cursos livres e acessíveis de Jornalismo e de Recepcionista de Banco para jovens de comunidades periféricas. Como jornalista profissional, integrou as redações dos jornais A Tribuna e O Diário. Em 1975, ingressou por concurso público na Polícia Civil do Espírito Santo como Escrivão, carreira que exerceu até sua aposentadoria em 2011 e que serviu de base para a publicação de seu aclamado Dicionário Regional de Gírias e Jargões (2012), que catalogou mais de 10 mil termos do cotidiano policial e das ruas.
Paralelamente à sua vida profissional, Clério dedicou-se intensamente à gestão cultural e ao ativismo comunitário. Em 22 de abril de 1979, foi um dos fundadores e o primeiro vice-presidente da Associação de Moradores do Bairro Eurico Salles, na Serra, onde também liderou a criação de feiras e festivais marcantes. Na esfera religiosa, atuou por 14 anos (de 2008 a 2022) como Ministro da Palavra e celebrante na Comunidade Católica São Paulo, além de integrar a Pastoral Familiar ao lado de sua esposa, Zenaide Emília Tomes Borges. Como historiador, registrou a memória local em obras fundamentais como História da Serra e Serra, Colonização de uma Cidade. Sua relevância na área foi coroada em 2007, quando o livro História da Serra serviu de base para o samba-enredo da escola de samba Rosas de Ouro, na qual desfilou como destaque principal.
Clério também foi um construtor de instituições literárias, sendo o idealizador e primeiro presidente da Academia de Letras e Artes da Serra (ALEAS), fundada em 1993, além de criar a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCTC) e a Academia de Letras Jurídicas do ES (ACALEJES). Como Conselheiro Estadual de Cultura (1989-1993), participou ativamente de marcos históricos como o tombamento da Mata Atlântica e das Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Por seu incansável trabalho, recebeu títulos de cidadania nos municípios de Serra, Cariacica e Vila Velha, além de prestigiadas comendas como a Rubem Braga, Chico Prego, Mestre Álvaro e a internacional Afonso Pena. Consagrado Mestre da Cultura Capixaba e Mestre do Jongo de Marataízes em 2023, Clério José Borges permanece como um pilar vivo da preservação da identidade e da arte no Espírito Santo.
Opção 2: Linha do Tempo Consolidada para Apresentações
1950 – Nascimento em 15 de setembro, em Aribiri, Vila Velha (ES).
1959 – Primeiro registro escolar destacado em seu portfólio, aos 9 anos.
1972 – Início na docência como professor de Moral e Cívica em Vila Velha.
1973 – Fundação da Pop Art Promoções, iniciando a oferta de cursos livres de jornalismo e secretariado em bairros populares.
1975 – Posse como Escrivão da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo.
1977 – Início de um período de três anos como professor de Técnicas Comerciais e Administração no Colégio Comercial Brasil.
1979 – Ativismo comunitário: torna-se um dos fundadores e primeiro vice-presidente da Associação de Moradores de Eurico Salles, na Serra.
1980 – Leciona na Escola de 1º e 2º Graus "Clóvis Borges Miguel", na Serra Sede.
1987 – Reconhecimento nacional: foto de capa na Revista Brasília e entrevista sobre o movimento do Neotrovismo na TV Educativa do RJ.
1989–1993 – Atua como Conselheiro Estadual de Cultura; participa dos tombamentos históricos da Mata Atlântica e das Ruínas do Queimado.
1991–1992 – Idealiza a Feira Comunitária de Eurico Salles e organiza o aniversário do bairro com a presença do Governador do Estado.
1993 – Funda a Academia de Letras e Artes da Serra (ALEAS), tornando-se seu primeiro presidente.
1994 – Recebe o título oficial de Cidadão Serrano pela Câmara Municipal da Serra.
1997–2012 – Atua por quase 15 anos como Conselheiro Municipal de Cultura da Serra e avaliador da Lei Chico Prego.
2006 – Recebe a Comenda Chico Prego na Assembleia Legislativa do ES.
2007 – É homenageado no Carnaval Capixaba: seu livro História da Serra vira samba-enredo da escola Rosas de Ouro. É reconhecido oficialmente como Historiador pela Câmara da Serra.
2008 – Inicia sua trajetória religiosa de 14 anos como Ministro da Palavra e celebrante na Comunidade São Paulo.
2011 – Aposentadoria da Polícia Civil e homenagem como "Amigo da Academia" pela Academia Espírito-santense de Letras. Recebe em MG a Comenda Afonso Pena.
2012 – Publicação do Dicionário Regional de Gírias e Jargões, reunindo 10 mil termos.
2014 – Entrevista especial em Rede Nacional no Jornal Nacional (Rede Globo) na condição de historiador.
2015 – Recebe o título de Comendador Capixaba e a Comenda Rubem Braga na Assembleia Legislativa.
2017 – Fundação da ACALEJES (Letras Jurídicas) e da ACLAPTCTC (Poetas Trovadores). Recebe a Medalha Renato Pacheco pelo IHGES.
2022 – Recebe o título de Cidadão Cariaciquense. Encerra suas atividades regulares como Ministro da Palavra.
2023 – Consagração máxima: recebe os títulos oficiais de Mestre da Cultura Capixaba e Mestre do Jongo de Marataízes.
Este relatório apresenta um panorama detalhado da trajetória e do legado de Clério José Borges de Sant'Anna, um dos mais expressivos nomes do ativismo cultural, da historiografia e do movimento literário no estado do Espírito Santo.
1. Identidade e Perfil do Ativista
Clério José Borges nasceu em 15 de setembro de 1950, no bairro de Aribiri, no município de Vila Velha, Espírito Santo. Ao longo de sua trajetória, ele consolidou sua atuação multifacetada nos seguintes campos:
Historiografia e Pesquisa: Reconhecido oficialmente como Historiador. É autor de obras fundamentais para a memória local, como "História da Serra" e "Serra, Colonização de uma Cidade".
Literatura e Trovadorismo: Atua como poeta trovador e escritor. Foi uma liderança central na difusão do Neotrovismo (movimento em torno da Trova no Brasil).
Comunicação e Educação: Trabalhou na imprensa capixaba como jornalista nos jornais A Tribuna e O Diário. Também exerceu o magistério em diversas escolas da Grande Vitória entre 1972 e 1980.
Carreira Pública: Atuou como servidor público estadual no cargo de Escrivão de Polícia de 1975 a 2011. Essa vivência profissional serviu de base para a publicação, em 2012, do "Dicionário Regional de Gírias e Jargões".
2. Atuação e Liderança Cultural
O trabalho de Clério José Borges caracteriza-se pela fundação de instituições, defesa do patrimônio e engajamento em políticas culturais:
Fundação de Academias de Letras: Foi o grande idealizador e primeiro presidente da ALEAS (Academia de Letras e Artes da Serra), fundada em 28 de agosto de 1993. Também fundou a ACLAPTCTC (Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores) em 2017 e a ACALEJES (Academia de Letras Jurídicas do ES). Colaborou ativamente na criação de diversas outras academias municipais (como as de Santa Teresa, Conceição da Barra e Viana).
Conselhos de Cultura e Defesa do Patrimônio: Atuou como Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo (1989-1993), participando diretamente de conquistas históricas, como o tombamento da Mata Atlântica, das Ruínas da Igreja de São José do Queimado (palco da histórica revolta de escravizados de 1849) e dos casarões de Muqui. Serviu também por quase 15 anos como Conselheiro Municipal de Cultura na Serra, avaliando projetos da Lei Chico Prego.
Oficinas Literárias: Atua como professor monitor na organização de oficinas de criação literária, contos, crônicas e trovas voltadas a estudantes de escolas públicas.
3. Homenagens, Premiações e Comendas
A dedicação de uma vida inteira à cultura rendeu a Clério José Borges um vasto conjunto de condecorações institucionais de relevância municipal, estadual, nacional e internacional:
Títulos de Cidadania
Cidadão Serrano: Título conferido pela Câmara Municipal de Serra em 26 de dezembro de 1994.
Cidadão Cariaciquense: Título outorgado pela Câmara Municipal de Cariacica em 14 de julho de 2022.
Cidadão Vilavelhense: Reconhecimento por seu nascimento no município.
Comendas de Destaque
Comenda Mérito Legislativo Escritor "Rubem Braga" (2015): Concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo por indicação parlamentar. Recebeu também outra comenda homônima em Marataízes (2013) durante o centenário do cronista.
Comenda Chico Prego (2006): Outorgada pela Assembleia Legislativa do ES em sessão solene alusiva à Insurreição do Queimado.
Comenda do Mérito Cultural "Afonso Pena" (2011): Recebida em Belo Horizonte (MG), conferida pela Academia de Letras do Brasil (ALB), ocasião na qual também foi diplomado como acadêmico imortal da instituição.
Comenda "Mestre Álvaro" (2013): Concedida durante o evento cultural Quinta Cult, no município de Serra.
Comenda Domingos José Martins (2017): Atribuída pela Academia Marataizense de Letras.
Medalhas e Prêmios de Reconhecimento
Medalha do Mérito Cultural Professor Renato Pacheco (2017): Concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES) em Vitória.
Título de "Amigo da Academia" (2011): Honraria concedida pela prestigiada Academia Espírito-santense de Letras (AEL).
Medalhas de Bronze, Prata e Ouro da Polícia Civil: Recebidas pelo Conselho da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo em reconhecimento aos serviços prestados à comunidade capixaba.
Reconhecimentos Internacionais: Diplomas concedidos por órgãos como o Club des Intellectuels Français (Paris, 1987), o Reconhecimento Internacional Iberoamericano "El Nevado Solidario de Oro" (Argentina, 2024) e o Certificate of Merit (2007).
Consagrações Culturais e Populares
Destaque no Carnaval Capixaba (2007): Desfilou em posição de destaque em um carro alegórico da Escola de Samba Rosas de Ouro. O samba-enredo da agremiação daquele ano foi inteiramente baseado no livro "História da Serra" escrito por ele.
Mestre da Cultura Capixaba (2023): Consagrado oficialmente no Encontro de Danças Folclóricas e Expressão Cultural em Vila Velha. Na ocasião, recebeu vestes cerimoniais com as cores da bandeira do Espírito Santo. Também foi diplomado como "Mestre do Jongo de Marataízes, Maria Preta e Zé Porto" pela Academia Marataizense de Letras.
Conclusão
O documento analisado comprova que o trabalho de Clério José Borges transcendeu as páginas dos livros. Sua atuação como gestor, preservador do patrimônio histórico, educador nas comunidades e principal articulador do trovadorismo capixaba fixou seu nome de forma definitiva na história cultural do Espírito Santo.
Com base no portfólio de Clério José Borges, o detalhamento das fotos históricas e dos registros de sua carreira docente estão organizados a seguir:
📷 Detalhamento das Fotos Históricas no Portfólio
As imagens presentes nas páginas iniciais do documento trazem registros visuais de momentos decisivos em sua vida pessoal e pública:
Infância e Educação (1959): Uma montagem de "Lembrança Escolar" exibe uma foto de Clério aos 9 anos de idade. O fundo traz ilustrações que remetem ao ambiente escolar, mapas e monumentos nacionais, marcando o início de sua trajetória.
Juventude e Início no Jornalismo: O portfólio exibe a sua carteira de identificação profissional de Redator da Imprensa do jornal A Tribuna. A foto em preto e branco o mostra jovem, com o carimbo oficial de liberação do setor de redação.
Registros de Liderança Cultural e Encontros:
Uma fotografia histórica em preto e branco destaca o "Clube dos Trovadores", mostrando o jovem Prof. Clério José Borges ao lado de grandes referências do movimento, como Rodolfo Cavalcante e o Dr. Eno Teodoro Wanke.
Imagens de reuniões com outros conselheiros municipais de cultura da Serra registram debates e o cotidiano da gestão cultural da cidade.
Atuação na Televisão (2014): Uma captura de tela do Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra Clério concedendo entrevista na condição de historiador. Ao fundo da imagem, aparecem as ruínas da Igreja de São José do Queimado, local que ele ajudou a tombar.
Consagração Popular (2007): Fotos coloridas registram Clério desfilando com o fardão acadêmico no topo de um carro alegórico da escola de samba Rosas de Ouro no Carnaval Capixaba, segurando um de seus livros.
🍎 Registros Detalhados da Carreira como Professor
A atuação de Clério na educação ocorreu fortemente na década de 1970, conciliando o ensino formal com a criação de cursos livres para profissionalização de jovens:
1. Linha do Tempo e Escolas Atendidas
1972: Atuou na Escola de 1º Grau "Agenor de Souza Lé", em Vila Velha, lecionando a disciplina de Moral e Cívica para 7 turmas de 5ª série.
1976: Registros comprovam que ele ministrou aulas de Administração e Controle no Instituto Educacional Rio Doce, no bairro de Santo Antônio, em Vitória. Um documento oficial de outubro daquele ano certifica que ele ministrava 15 aulas semanais no período noturno.
1977 a 1980 (Carteira Assinada): Lecionou no Colégio Comercial "Brasil", no bairro de Cobilândia, Vila Velha. Suas disciplinas englobavam Técnicas Comerciais, Administração e Controle e Economia e Mercado.
Outras Instituições de Ensino: Também deu aulas no prestigiado Instituto de Educação "Professor Fernando Duarte Rabelo" (Vitória) e na Escola Municipal 1º Grau Juiz Jairo Mattos Pereira (São Torquato).
1980: Lecionou na Escola de 1º e 2º Graus "Clóvis Borges Miguel", localizada na Serra Sede. O portfólio preserva a imagem de um convite de formatura de 1982 dessa instituição, listando o nome de Clério entre os professores homenageados pelos formandos de Assistente em Administração.
2. Cursos Livres e Empreendedorismo Cultural (Pop Art Promoções)
Após presidir a União Brasileira de Trovadores (UBT) em Vila Velha (1917-1972), Clério teve a iniciativa de popularizar o conhecimento técnico. Em 1973, ele fundou a empresa Pop Art Promoções Ltda., passando a organizar e ministrar cursos práticos em comunidades e clubes:
Curso de Iniciação ao Jornalismo (1972): Realizado na Juventude Unida do Bairro Ataíde (JUBA), preparando jovens para os meios de comunicação.
Curso de Recepcionista de Banco e Escritório: Panfletos da época mostram a divulgação desses cursos voltados a moças e rapazes, abordando tópicos como Relações Humanas, Deveres da Recepcionista e Currículo Vitae. Fotos de 1980 registram salas de aula cheias assistindo às suas palestras na Serra Sede.
Cursos Comunitários de Enfermagem e Português (1977): Eventos realizados na sede do Clube Olímpico de Vila Velha.
Curso Informativo em Cariacica (1986): Realizado no bairro de Itanguá, a foto de encerramento registra a presença da então primeira-dama do Estado, Rita de Cássia Paste Camata.
As atividades com a Pop Art e o magistério formal foram interrompidas em sua maioria quando Clério ingressou, por concurso público, na Polícia Civil do Espírito Santo.
Livros Publicados e Produção Literária
A produção escrita de Clério transita entre a pesquisa histórica rigorosa, o resgate de termos populares e a poesia, com destaque absoluto para o movimento trovista.
1. Obras Históricas de Referência
"História da Serra": Livro de cabeceira sobre o município sinaleiro, que serviu oficialmente como base para o Samba-Enredo da Escola de Samba Rosas de Ouro no Carnaval de 2007. O enredo narrou os 450 anos de fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição.
"Serra, Colonização de uma Cidade": Trabalho de fôlego que investiga as raízes da formação urbana, social e cultural do município, garantindo-lhe o reconhecimento oficial como Historiador pela Câmara da Serra em 2007.
2. Pesquisa Linguística e Regional
"Dicionário Regional de Gírias e Jargões" (Lançado em 2012): Publicado com recursos da Lei Chico Prego de Incentivo à Cultura. A obra reúne cerca de 10 mil termos, gírias e jargões da malandragem e do cotidiano criminal, coletados minuciosamente por Clério ao longo de seus 35 anos de atuação como Escrivão de Polícia.
3. Participação em Antologias Literárias e Revistas
Clério teve poesias e trovas publicadas em dezenas de coletâneas de circulação nacional, tais como:
Pedaços de Corações (UBT de Bom Jesus do Galho - MG, 1981).
Primavera em Trovas e Saudade em Trovas (organizadas por Arthur F. Batista, SP, 1981/1983).
Anuário Coletânea da Trova Brasileira (Recife, PE, 1982).
O Beija Flor na Trova (Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1985).
Mil Trovas de Amor e Saudade (Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 1984), figurando na página 58 entre 600 autores selecionados.
Capa da Revista "Brasília" (1987): Publicação de nível nacional do jornalista Reis de Souza que o reconheceu publicamente como Poeta, Trovador e Escritor, trazendo sua foto em destaque na capa.
⛪ Atuação Comunitária e Religiosa nos Bairros da Serra
A liderança de Clério José Borges nos bairros da Serra, especialmente em Eurico Salles (região de Carapina), demonstra um forte envolvimento com o desenvolvimento urbano local e a vida comunitária da Igreja Católica.
1. Ativismo Comunitário em Eurico Salles
Fundação da Associação de Moradores: Clério foi um dos organizadores e fundadores da AMBES (Associação de Moradores do Bairro Eurico Salles), criada em 22 de abril de 1979. Ele assina a abertura do livro de atas original e assumiu o posto de primeiro Vice-Presidente da comunidade.
Cargos Ocupados: Ao longo dos anos, foi reeleito em várias gestões como Vice-Presidente, Diretor de Jornalismo e Secretário-Geral.
Feira Comunitária (1991): Foi o idealizador e coordenador geral da 1ª Feira Comunitária de Eurico Salles, que reunia comidas típicas, artesanatos e shows aos domingos.
Festa do 13º Aniversário do Bairro (1992): Organizou uma grande festividade que contou com a Banda de Música "Estrela dos Artistas" (da Serra) e atraiu a presença solene do então Governador do Estado, Dr. Albuíno Cunha de Azeredo, no palanque oficial.
2. Liderança Religiosa e Pastoral
Ministro da Palavra e Celebrante: De 5 de agosto de 2008 até 19 de agosto de 2022, Clério atuou ativamente na Comunidade Católica São Paulo (pertencente à Paróquia São José Operário de Carapina, Serra). Ele exercia a função de Ministro da Palavra e realizava celebrações litúrgicas substituindo o próprio padre quando necessário, comentando e partilhando o Evangelho.
Pastoral Familiar: Junto com sua esposa, a escritora Zenaide Emília Tomes Borges, Clério integrou a Pastoral Familiar da comunidade. O casal atuava diretamente na preparação e formação doutrinária de noivos que se habilitavam ao Sacramento do Matrimônio.
