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Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries:
A Saga dos Buendía no Streaming: Fidelidade Cultural e o Desafio da Densidade Literária
A Sétima Arte e o Legado de Gabo: Uma Análise Crítica por Clério José Borges

Pesquisa, análise e autoria do Texto: Clério José Borges.
Como grande admirador da Sétima Arte procuro, pesquisando nas plataformas de streaming, encontrar produções e adaptação de obras literárias dignas de elogios, verdadeiras adaptações literárias de alta densidade. O que torna Cem Anos de Solidão uma obra-prima — tanto no livro de Gabriel García Márquez quanto na adaptação da Netflix — é como o absurdo e o inexplicável são tratados com total naturalidade. No universo do Realismo Mágico, o bizarro não assusta; ele faz parte do cotidiano de Macondo.
"Cem Anos de Solidão", minissérie baseada no famoso livro do escritor colombiano Gabriel García Márquez apresenta cenas épicas que envolvem êxodo, construção de uma comunidade, milagres e guerra, consolidando-se como uma das produções mais ambiciosas e elogiadas do streaming.
Dividida em duas partes, (duas Temporadas) que totalizam 16 episódios, a produção encerrou a saga da família Buendía com um formato fiel ao espírito latino-americano.
A segunda parte, ou seja, a Segunda Temporada, se destaca pelo episódio do massacre dos bananeiros, retratado no Capítulo 6 da Parte 2, ao som de Heitor Villa-Lobos.
Eu, Clério José Borges considerei a primeira Temporada muito boa. Já a segunda Temporada considerei como Razoável, já que possui uma apresentação visual lenta e melancólica.
O grande dilúvio e o final apocalíptico de Macondo são momentos que, na literatura, ficam bonitos pela imaginação e a força das palavras de Gabriel García Márquez. Mas, ao transformar a descrição do escritor, em imagens nas telas, a produção acabou por tornar as imagens cansativas, resultando exatamente no que destaquei: cenas que se arrastam nos episódios finais de forma lenta e melancólica.
Historicamente, Gabriel García Márquez nunca permitiu que o livro fosse adaptado para o cinema, por temer que a suntuosidade de Hollywood estragasse a essência colombiana e que a complexidade do livro não coubesse em um filme. Seus filhos, Rodrigo e Gonzalo García, só liberaram os direitos para a Netflix sob três condições estritas (que foram cumpridas): ser em formato de série, gravada na Colômbia e falada em espanhol.
Numa análise geral, considero a adaptação da minissérie bem razoável ao tentar traduzir visualmente o "impossível" realismo mágico do livro. A adaptação de Gabriel García Márquez não é, indiscutivelmente, uma obra de arte televisiva e cinematográfica contemporânea e sim um razoável trabalho artístico. A primeira Temporada chega a despertar interesse e atenção do telespectador mas a segunda Temporada deixa a desejar. Toda a série acaba alcançando uma nota minha de 7,5, bem de longe de flertar com a genialidade de alguns clássicos do cinema.
Lançado em 1967, o livro "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Márquez acompanha gerações da família Buendía, cujo patriarca fundou a cidade fictícia de Macondo, seus amores proibidos e lutas que envolveram a estirpe. O romance é conhecido por tratar do tema da solidão e da passagem do tempo por meio do realismo mágico. A narrativa começa com José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, que, desafiando as tradições familiares, partem de sua terra natal em busca de um novo começo. Eles fundam Macondo, uma cidade idílica, tema central de toda a minissérie.
O Roteiro da série baseado no livro de Gabriel Garcia Márquez foi escrita por José Rivera ("Na Estrada"), em parceria com os escritores colombianos Natalia Santa ("O Maior Assalto"), Camila Brugés ("Fronteira Verde") e Albatros González ("Lynch"), e por María Camila Arias ("Amores Modernos").
Já a direção ficou a cargo de Alex García López ("Cowboy Bebop") e Laura Mora ("Matar a Jesús"). O design de produção é assinado por Eugenio Caballero (vencedor do Oscar por "O Labirinto do Fauno") e Bárbara Enríquez ("Roma"). Já a direção de fotografia é de Paulo Pérez ("Notícia de um Sequestro"). Por fim, a série ainda conta com as diretoras de casting Yolanda Serrano e Eva Leira, responsáveis pelo casting de séries como "La Casa de Papel" e "Elite".
Produzida por Rodrigo García e Gonzalo García Barcha, filhos de Gabriel García Márquez, a minissérie tem ao todo 16 episódios, que foram gravados na Colômbia com apoio da família do escritor, falecido em 2014.
Nascido na Colômbia (1927–2014), Gabriel García Márquez — carinhosamente conhecido como Gabo — foi um escritor, jornalista e ativista político. Ele é mundialmente consagrado como o maior expoente do realismo mágico, um estilo literário que mistura elementos cotidianos e realistas com acontecimentos fantásticos e improváveis, tratando tudo com absoluta naturalidade. Sua importância para a cultura e identidade latino-americana o transformou em um dos autores mais lidos, traduzidos e influentes do século XX.
Embora a obra literária tenha recebido diversas honrarias globais — como o prestigiado prêmio francês Chianciano (1969), o prêmio venezuelano Rómulo Gallegos (1972) e o título de melhor livro estrangeiro pelo Prêmio Prix du Meilleur Livre Étranger na França —, o ápice de seu reconhecimento aconteceu em 1982, quando Gabriel García Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra, fortemente impactado pelo sucesso de Cem Anos de Solidão.
Numa análise do livro e a série disponível na Netflix, eu, Clério José Borges destaco alguns pontos que pude observar:
No livro a narrativa é famosa por suas idas e vindas no tempo. Um parágrafo pode começar no futuro, lembrar o passado e voltar ao presente. O tempo em Macondo parece circular, com os mesmos erros se repetindo. Na série para não confundir quem está assistindo, a Netflix organizou a trama de forma muito mais linear e cronológica. O espectador acompanha o nascimento e o crescimento de Macondo passo a passo. No livro não existe um único protagonista; a história é o retrato coletivo de sete gerações da família Buendía. Na série a equipe de roteiristas decidiu colocar a matriarca Úrsula Iguarán como o eixo central da narrativa. Como ela vive mais de cem anos, a série usa o olhar dela para conectar todas as gerações e guiar o espectador através das tragédias da família.
Continuando a análise do livro e da minissérie, observei que no livro o envelhecimento de Úrsula é doloroso e cruel. Nos seus últimos anos, ela desenvolve uma demência progressiva profunda, perde totalmente a visão (escondendo isso dos outros) e encolhe tanto fisicamente que seus bisnetos a tratam como se fosse uma boneca de pano. Já na série o declínio físico de Úrsula foi bastante suavizado para as telas. Ela se mantém relativamente lúcida até o fim, morrendo logo após o término do grande dilúvio de Macondo, e chega a alertar a família claramente sobre a profecia do rabo de porco.
Outro detalhe é que no livro o casamento entre o Coronel Aureliano Buendía e Remedios Moscote destaca o choque da extrema diferença de idade. O livro enfatiza que Remedios é uma criança pré-púbere (ela faz pirraça ao acordar e continua brincando com bonecas mesmo após o noivado). Na série para evitar controvérsias pesadas com o público moderno, a produção envelheceu sutilmente a atriz que interpreta Remedios. Embora a diferença de idade ainda exista, o comportamento infantil extremo e o cortejo foram atenuados para parecer uma relação mais aceitável no contexto histórico da época.
Vale ainda destacar que no Livro, quando a peste da insônia atinge a cidade, o pior sintoma não é o cansaço, mas o esquecimento. Os moradores começam a ter alucinações coletivas e lúcidas — eles conseguem ver os sonhos uns dos outros. Já na série tal elemento fantástico foi adaptado com um tom mais sombrio e realista. A peste é mostrada como um surto de amnésia severa combinada com colapsos mentais agressivos entre os habitantes, focando mais na paranoia do que no aspecto mágico do sonho compartilhado.
Destaco ainda que personagens secundários que servem apenas para contar causos no livro, como o músico folclórico Francisco o Homem, foram completamente cortados na série para dar ritmo aos episódios e as relações políticas e guerras civis ganharam mais tempo de tela. A dinâmica entre Arcadio e o Dr. Alirio Noguera (o médico que instiga a revolta) foi muito mais aprofundada para dar peso ao arco dramático da guerra.
A adaptação audiovisual do romance foi dividida em duas partes pela plataforma de streaming: A primeira parte estreou em 11 de dezembro de 2024, contando com 8 episódios iniciais. Já a segunda parte estreou recentemente em 5 de agosto de 2026, disponibilizando os episódios que encerram a saga da família Buendía, tendo o seu grande episódio final exibido em 26 de agosto de 2026.
A produção foi gravada inteiramente em espanhol na Colômbia e contou com a aprovação e o envolvimento direto da família do escritor, destacando que na adaptação de Cem Anos de Solidão pela Netflix, o Massacre dos Bananeiros é retratado de forma marcante no Capítulo 6 da Parte 2, ao som de Heitor Villa-Lobos. O episódio dramatiza a exploração da United Fruit Company e o estopim do Movimento 888, culminando no fuzilamento dos camponeses e no posterior apagamento histórico promovido pelo governo.
Sob a régua histórica minha, Clério José Borges, a produção da Netflix não substitui a revolução dos fundadores do cinema, mas ergue-se com louvor como uma das mais maduras transposições literárias já feitas para o audiovisual no século XXI. Visualmente, a série utiliza lentes e iluminação natural de forma tão poética que evoca o rigor estético que Orson Welles trouxe ao filme Cidadão Kane. A fumaça, a chuva de flores e o envelhecimento rústico das locações na Colômbia transformam a tela em um quadro vivo de altíssimo valor artístico. Já o tratamento cru das guerras civis do Coronel Aureliano e o retrato do Massacre dos Bananeiros dialogam diretamente com o espírito humanista e doloroso do filme Ladrões de Bicicleta. Não é uma fantasia vazia; há peso político, histórico e geográfico. Um fator que impede que a série possa atingir uma ótima avaliação conferida aos clássicos imortais é a sua dependência estrutural da literatura.
Enquanto Cidadão Kane e Ladrões de Bicicleta foram concebidos puramente a partir da essência mecânica e visual do cinema, Cem Anos de Solidão precisa constantemente se apoiar nas soluções textuais de "Gabo" (Gabriel Garcia Márquez) para manter seu magnetismo. Por ser um produto feito para o formato moderno de streaming, também precisa esticar sua narrativa ao longo de 17 episódios, gerando pequenas oscilações de ritmo na Parte 2 que não existem na precisão cirúrgica de um longa-metragem clássico de duas horas. A crítica especializada elogiou fortemente a maneira como os "delírios literários" — o célebre realismo mágico de Gabriel García Márquez — foram traduzidos na tela.
O maior receio dos críticos era que esses elementos fossem tratados como "efeitos especiais de super-heróis" ou "fantasias infantis". No entanto, a direção da série acertou ao adotá-los como parte de um cotidiano poético e indiscutível. No livro, a menina Rebeca chega a Macondo com um trauma profundo e o hábito de comer terra e cal das paredes quando está angustiada. A série tratou esse comportamento não como uma excentricidade bizarra, mas como uma manifestação visual da ansiedade, da dor do abandono e do apego à terra natal. Observei que a fotografia focou em closes fechados da textura da terra nas mãos e na boca da atriz, transmitindo ao espectador uma sensação tátil de angústia psicológica crônica. Tornou-se uma das metáforas mais viscerais sobre a solidão.
O caso de Aureliano Babilônia, o filho bastardo de Meme que é trancado por Fernanda del Carpio e cresce em um quarto escondido, gerando a ilusão de que a imensa casa o absorveu sem que ninguém note nos mostra que a direção usou esse arco de forma brilhante para trabalhar a claustrofobia e o apagamento geracional. A direção de arte e o jogo de luzes na imensa e decadente mansão dos Buendía criaram uma atmosfera onde o tempo parece estagnado. O garoto escondido funciona na tela como uma representação física dos "segredos enterrados" e da negação da própria história pela família.
A direção de fotografia nas duas partes de Cem Anos de Solidão foi um dos elementos elogiados pela crítica especializada, sendo considerada fundamental para tornar viável o "inadaptável" universo de Gabriel García Márquez. Momentos como a levitação do Padre Nicanor após tomar chocolate quente, os tapetes voadores dos ciganos e, principalmente, a ascensão celestial de Remédios, a Bela, que sobe aos céus levada por lençóis mostra um tratamento especial já que a série utilizou efeitos práticos clássicos — como cabos reais de suspensão e iluminação natural de vento e sol. Quando Remédios sobe aos céus, os personagens ao redor não reagem com choque ou espanto científico, mas com o mesmo naturalismo de quem vê uma chuva forte. Eu, Clério José Borges como crítico, defino essa abordagem como "fidelidade literária absoluta", capturando a tese de "Gabo" (o escritor Gabriel Garcia Márquez) de que, no Caribe, o extraordinário é apenas mais um detalhe da rotina.
Já a peste da insônia e do esquecimento (retratada no início da história) e o fantasma de Prudêncio Aguilar como dois dos momentos mais brilhantes da série. A produção utilizou abordagens visuais completamente diferentes para cada um deles: a primeira focou na perda de identidade coletiva e a segunda na culpa psicológica de um homem. Quando a índia Visitación avisa sobre a peste que tira o sono e, pior, faz as pessoas esquecerem o nome e a função das coisas, a direção da minissérie usa a maquiagem e a iluminação para transformar os moradores de Macondo. Em vez de zumbis ou doentes físicos, os personagens ganharam olheiras profundas, olhares fixos e uma lentidão melancólica. Para combater o esquecimento, José Arcadio Buendía começa a colar papéis em tudo: "Esta é a vaca, ela deve ser ordenhada todas as manhãs...". A crítica elogiou como a direção de arte utilizou caligrafias rústicas e texturas desgastadas nesses papéis. Conforme a peste avança, a câmera adota planos mais fechados e confusos, transmitindo ao espectador a angústia de um povo que está perdendo a própria identidade. Analistas destacaram que essa passagem funcionou na tela como uma poderosa metáfora sobre o apagamento histórico da América Latina. Ao esquecerem o passado, os habitantes ficam vulneráveis. A cura, trazida pelos ciganos com a bebida colorida de Melquíades, foi filmada com um retorno gradual das cores saturadas à tela, simbolizando o renascimento da memória.
Outro destaque que considero digno de análise é que após ser assassinado por José Arcadio Buendía com uma lança no pescoço devido a uma afronta de honra, Prudêncio Aguilar passa a assombrar o patriarca. Ele aparece constantemente na casa, tentando estancar o sangue de sua ferida. Em vez de usar efeitos digitais para criar um fantasma translúcido ou assustador (estilo terror de Hollywood), a série optou pelo realismo absoluto. O ator que interpreta Prudêncio aparece de forma sólida, envelhecendo junto com o cenário e com roupas reais. O único elemento perturbador é o ferimento realista no pescoço e a maquiagem pálida de poeira. Prudêncio aparece sentado no pátio, observando José Arcadio, ou tentando lavar sua ferida nos potes de água da casa. A fotografia usa composições em que o fantasma fica em segundo plano, enquanto a vida na casa Buendía continua normalmente ao fundo. A crítica aclamou essa escolha porque ela traduz perfeitamente a essência do livro: em Macondo, os mortos não assustam, eles cansam. A relação entre José Arcadio e o fantasma evolui de medo para uma profunda compaixão e solidão compartilhada. Quando o patriarca é amarrado à castanheira, o fantasma de Prudêncio é sua única companhia, tornando-se uma representação visual dolorosa do remorso humano.
Os analistas literários e de TV reforçaram que os delírios na série funcionaram exatamente como no romance: como alegorias da história da América Latina. A loucura progressiva, as pestes da insônia e do esquecimento, e as aparições de fantasmas na série servem para lembrar que o trauma do colonialismo, das guerras e do isolamento cobra um preço na sanidade e na memória dos povos esquecidos. O fato de ser uma produção 100% gravada na Colômbia e falada em espanhol garantiu a autenticidade exigida pela família do autor. A transição visual da mística Macondo da primeira temporada para o cenário de guerra e industrialização da segunda parte manteve os espectadores fascinados. Embora o livro seja notoriamente difícil de adaptar por sua estrutura temporal cíclica, os roteiristas conseguiram organizar os episódios de forma linear e compreensível, sem perder o lirismo e a poesia de Gabriel García Márquez.
Na primeira metade da série, os diretores de fotografia Paulo Pérez e María Sarasvati focaram em transformar o tempo em uma "matéria dramática" onde predominaram tons quentes, dourados e terrosos. O visual capturou a fundação mística de Macondo, a exuberância da floresta colombiana e a juventude da família Buendía. A câmera consegue registrar o realismo mágico sem parecer artificial. Veículos como a Escotilha destacaram que "cada plano funciona como uma memória que se reativa", usando movimentos fluidos para dar a sensação de que o tempo opera em círculos, e não em linha reta. Os fantasmas e as levitações foram integrados de forma orgânica à luz natural do ambiente. A série optou por efeitos práticos em vez de excesso de computação gráfica (como cabos reais para levitações e chuva real de flores), traduzindo perfeitamente o conceito do autor de que o sobrenatural faz parte do cotidiano caribenho. A adaptação foi considerada cativante preservando metáforas históricas idênticas às do livro, como o terrível massacre dos trabalhadores da companhia bananeira inspirado em um crime real latino-americano. No episódio final, a série faz uma homenagem direta inserindo um personagem chamado "Gabriel García" que deixa Macondo rumo a Paris, replicando a forma como o próprio escritor se despediu de seu universo ficcional na vida real.
DIREÇÃO E FOTOGRAFIA
Para a conclusão da saga, a direção de fotografia passou para as mãos de James Brown e Camilo Monsalve, que promoveram uma virada estética radical que acompanhou a decadência da linhagem, a paleta de cores mudou drasticamente para tons frios, acinzentados, melancólicos e úmidos. O brilho dourado da fundação deu lugar à névoa, à poeira e à chuva incessante que castiga Macondo nos anos finais. A fotografia foi aplaudida por conseguir traduzir visualmente o peso da opressão militar, o horror do massacre dos bananeiros e a sensação claustrofóbica de isolamento e esquecimento que consome os últimos membros da família Buendía. A imprensa internacional definiu a fotografia como "impecável e artística", funcionando quase como um personagem vivo na tela. Em vez de depender de efeitos digitais exagerados, os diretores usaram lentes e iluminação natural de locações reais na Colômbia para fazer com que o poético e o trágico caminhassem lado a lado com total naturalidade.
A direção de toda a série foi construída por dois cineastas que se revezaram nos blocos de episódios: Laura Mora Ortega (diretora colombiana, conhecida por Os Reis do Mundo) e Alex García López (diretor argentino). A direção de cada episódio focou no uso de enquadramentos amplos e movimentos de câmera circulares. Essa escolha visual serviu para traduzir a percepção de tempo cíclico e o "eterno retorno" característicos da obra original.
ELENCO PRINCIPAL E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
O elenco foi composto quase inteiramente por atores colombianos, elogiados pela crítica pela autenticidade do sotaque local e entrega poética na construção dos personagens (vistos quase como "semideuses mitológicos na terra").
Claudio Cataño interpreta o Coronel Aureliano Buendía (Adulto). A atuação é boa e caricata, porém, consegue captar o "ódio frio de tirano tropical" e o cansaço dos 32 levantes armados fracassados.
Marco González como José Arcadio Buendía, chega a transmitir com precisão a obsessão científica, a loucura progressiva e o magnetismo do patriarca de Macondo.
Susana Morales interpreta a Úrsula Iguarán. Uma atuação brilhante. Considerada a "âncora" da série, representando a força e a lucidez da matriarca que assiste ao definhar de sua linhagem.
Sebastián Osorio atua como Aureliano Babilônia. Muito elogiado. Transmitiu de forma visceral a melancolia e o esforço de decifrar o destino final nos pergaminhos de Melquíades.
Estefanía Piñeres interpreta Amaranta Buendía, que conduz a personagem com uma profundidade psicológica que equilibra o terreno e o sobrenatural.
AVALIAÇÕES FINAIS.
A produção não foi dividida em "séries" diferentes, mas sim em duas partes de uma grande minissérie: Parte 1: Estreou no dia 11 de dezembro de 2024 (composta por 8 episódios). Parte 2: Estreou em agosto de 2026, com o aclamado episódio final lançado em 26 de agosto de 2026 no formato de longa-metragem. Embora a Parte 2 mostre um tom mais lento e melancólico (acompanhando o declínio físico de Macondo), a adaptação fez jus e no meu entender "daria orgulho" ao autor.
Numa avaliação cirúrgica, eu, Clério José Borges avalio a obra com a nota 7,5 que reflete muito bem o equilíbrio entre o brilhantismo técnico da produção e o desafio que esse ritmo impõe ao espectador. A segunda parte da série carrega o peso do próprio título da obra: a solidão e o esquecimento. Enquanto a primeira parte foca na energia da juventude, na fundação de Macondo, nas novidades dos ciganos e na agitação das guerras civis, a segunda metade é, por natureza, uma história de fantasmas e decadência. Esse tom mais arrastado e melancólico acontece porque a narrativa precisa acompanhar a narrativa do livro.
Os Buendía sobreviventes começam a se trancar em seus próprios mundos (como o Coronel fazendo e desmanchando peixinhos de ouro). A ruína da cidade com a chegada e a posterior partida da Companhia Bananeira que deixam Macondo abandonada à própria sorte, ao clima de chuva eterna e ao esquecimento. Para a televisão, manter essa escolha artística de desacelerar o ritmo é um movimento arriscado, pois pode cansar o público, mesmo sendo extremamente fiel ao espírito do livro de Gabriel García Márquez. Repito ao final, aquilo que já destaquei no início, ao transformar o texto literário em imagens nas telas, a produção correu o risco de se tornar cansativa, resultando exatamente no que destaquei como crítico: cenas que se arrastam nos episódios finais de forma lenta e melancólica, difícil de segurar ou despertar o interesse de quem está assistindo.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS E GERAIS:
Título Original: Cien años de soledad
Gênero: Épico, Drama de Época, Realismo Mágico
País de Origem: Colômbia
Idioma Original: Espanhol
Distribuição: Netflix
Produtora: Dynamo
Total de Episódios: 16 episódios (divididos em duas partes de 8 episódios cada)
Datas de Lançamento:
Parte 1 (Episódios 1 ao 8): 11 de dezembro de 2024
Parte 2 (Episódios 9 ao 15): 5 de agosto de 2026
Grande Final (Episódio 16 - formato especial): 26 de agosto de 2026
Equipe Técnica Principal
Baseado na obra de: Gabiel Garcia Márquez (Livro homônimo publicado em 1967)
Criação e Roteiro: José Rivera, Natalia Santa, Camila Brugés e Albatros González
Direção: Laura Mora Ortega, Alex García López e Carlos Moreno
Produção Executiva: Rodrigo García Barcha e Gonzalo García Barcha (filhos do autor), junto a Diego Ramírez-Schrempp
Direção de Fotografia: Paulo Andrés Pérez e María Sarasvati Herrera
Elenco Principal e Personagens
Claudio Cataño como Coronel Aureliano Buendía
Marco Antonio González como José Arcadio Buendía (Patriarca)
Susana Morales como Úrsula Iguarán
Marleyda Soto como Pilar Ternera
Diego Vásquez como José Arcadio (filho)
Édgar Vittorino como Aureliano Segundo
Viña Machado como Petronila
Bastidores e Curiosidades de Produção
Locações reais: Gravada integralmente na Colômbia, passando por regiões como La Guajira, Magdalena, Cesar, Cundinamarca e Tolima.
A Cidade de Macondo: Uma réplica exata da cidade mítica foi construída perto do município de Alvarado (Tolima). Quatro versões diferentes da cidade foram erguidas para ilustrar visualmente a passagem das sete gerações e o declínio do vilarejo.
Atores não-profissionais: Dos mais de 10 mil candidatos testados para o elenco, cerca de 70% das pessoas selecionadas eram atores não-profissionais da própria região colombiana.
DESTAQUES DO CLÉRIO BORGES:
Abaixo, destaco os momentos mais alucinantes, bizarros e marcantes que desafiam a lógica e ganharam vida nas telas:
1. A Ascensão aos Céus de Remédios, a Bela
O Bizarro: Remédios possui uma beleza tão avassaladora que os homens morrem ou enlouquecem por ela, mas ela permanece com a mentalidade pura e desapegada de uma criança.
O Momento: Enquanto ajuda a dobrar lençóis de linho no jardim, um vento forte começa a soprar. Em vez de lutar contra o vento, Remédios simplesmente sobe aos céus de corpo e alma, flutuando entre os lençóis brancos até desaparecer no alto da atmosfera. Na série, a cena ganha uma poesia visual impressionante que traduz perfeitamente o texto de Gabo. (Gabo é o Escritor Gabriel Garcia Márquez).
2. O Rastro de Sangue de José Arcadio
O Bizarro: Após o misterioso assassinato com um tiro de José Arcadio (filho), um fio de sangue começa a escorrer do seu corpo.
O Momento: O sangue ganha "vida própria". Ele sai da casa, passa pelas salas, sai para a rua, contorna esquinas, evita tapetes para não sujá-los, atravessa a praça de Macondo e entra na casa da matriarca Úrsula Iguarán, indo direto para a cozinha avisá-la da morte do filho. É uma das metáforas visuais mais viscerais e fantásticas da obra.
3. A Peste da Insônia e do Esquecimento
O Bizarro: Uma epidemia atinge Macondo e faz com que ninguém consiga dormir. O pior: a falta de sono faz as pessoas esquecerem o nome e a utilidade de todas as coisas.
O Momento: Para combater o esquecimento, José Arcadio Buendía começa a colocar etiquetas em tudo: "Esta é a vaca, ela deve ser ordenhada todas as manhãs para produzir leite, e o leite deve ser fervido com café...". Eles chegam a criar uma placa na entrada da cidade que diz: "Deus Existe", com medo de esquecerem a própria fé.
4. A Chuva de Flores Amarelas
O Bizarro: Quando o patriarca José Arcadio Buendía morre (após passar anos amarrado a uma castanheira conversando com fantasmas), o céu desaba em um fenômeno silencioso. [
O Momento: Uma chuva torrencial de minúsculas flores amarelas cai sobre Macondo durante toda a noite. Elas cobrem os tetos, entopem as ruas e sufocam os animais que dormiam ao relento, deixando a cidade literalmente sepultada sob um tapete amarelo vivo.
5. O Vício de Comer Terra de Rebeca
O Bizarro: A filha adotiva Rebeca chega a Macondo trazendo os ossos de seus pais biológicos em um saco. Sob crises de ansiedade e rejeição amorosa, ela recorre a um hábito perturbador.
O Momento: Rebeca se esconde nos cantos mais escuros da casa para comer punhados de terra úmida e pedaços de cal que arranca das paredes. A série da Netflix explora esse comportamento de forma crua, mostrando o desespero psicológico transmutado em um transtorno bizarro.
6. O Bebê com Rabo de Porco e o Apocalipse Final
O Bizarro: O maior medo biológico e mítico da linhagem Buendía, gerado pelo temor do incesto (já que a família começou com dois primos), finalmente se concretiza no fechamento da história.
O Momento: O último Aureliano nasce da união incestuosa de seus pais e vem ao mundo com um rabo de porco legítimo. Abandonado na tragédia, ele acaba sendo devorado vivo por colônias de formigas ruivas, cumprindo fielmente os pergaminhos do cigano Melquíades no exato momento em que um furacão apocalíptico varre Macondo do mapa para sempre.
Clério José Borges - Em 02 09 2026
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O filme foi assistido por mim, Clério José Borges no início do ano de 2026 e a segunda série em Agosto de 2026. O último episódio da Segunda Temporada foi assistida no dia do seu lançamento na Plataforma Netflix, dia 26 de agosto de 2026.
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Classificação final: Apenas Recomendado
Avaliação de Zero a Dez: Nota 7,5. (SETE VÍRGULA CINCO) - FILME BOM.
Direção BOA. Roteiro excelente POR SE BASEAR NUMA OBRA PRIMA, o Livro CEM ANOS DE SOLIDÃO DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ.
Desempenho dos atores principais e da equipe (atores) de apoio do filme: Muito Bom.
Recomendáveis ainda com NOTAS DEZ: Cidadão Kane, No Tempo das Diligências, Ladrões de Bicicleta e o clássico “Shane” que no Brasil recebeu um título horrível: “Os Brutos Também amam”
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A SAGA DOS BUENDIAS
(Para entender o Livro e as duas Temporadas com um total de 16 Episódios da Missérie)
1ª Geração: Os Fundadores
· José Arcadio Buendia: O patriarca. Sonhador, obsessivo e curioso. Enlouquece tentando desvendar os mistérios da ciência e termina seus dias amarrado a um castanheiro.
· Úrsula Iguarán: A matriarca. Forte, prática e o motor econômico da casa. Vive mais de 115 anos guiando a família.
2ª Geração: Os Filhos
· José Arcadio (Filho): Herdou a força física brutal do pai. Foge com os ciganos, roda o mundo e volta coberto de tatuagens. Casa-se com Rebeca.
· Coronel Aureliano Buendía: O personagem mais famoso. Introvertido, misterioso e com olhos enigmáticos. Promove 32 guerras civis e perde todas. No fim da vida, isola-se fabricando peixinhos de ouro.
· Amaranta Buendía: Amargurada e solitária. Vive uma rivalidade eterna com Rebeca pelo amor de Pietro Crespi e rejeita todos os homens. Tece sua própria mortalha antes de morrer.
· Rebeca: Filha adotiva que chega à casa Buendía com o hábito de comer terra e cal das paredes.
3ª Geração: Os Netos
· Arcadio: Filho de José Arcadio (o tatuado) com Pilar Ternera. Torna-se um ditador cruel quando assume o controle de Macondo e acaba fuzilado.
· Aureliano José: Filho do Coronel Aureliano com Pilar Ternera. Desenvolve uma paixão obsessiva e proibida pela tia, Amaranta.
· Os 17 Aurelianos: Filhos que o Coronel Aureliano teve com 17 mulheres diferentes durante as guerras. Todos são marcados com uma cruz de cinzas na testa e assassinados.
4ª Geração: Os Bisnetos (Filhos de Arcadio e Santa Sofía de la Piedad)
· Remedios, a Bela: A mulher mais linda do mundo, mas totalmente desapegada da realidade ou das regras sociais. Ascende aos céus em corpo e alma enquanto dobra lençóis.
· Os Gêmeos (Aureliano Segundo e José Arcadio Segundo): Foram trocados na infância e confundiram a todos.
o Aureliano Segundo: Festeiro, gordo e extravagante. Casou-se com Fernanda del Carpio, mas vivia com a amante, Petra Cotes. Sob o amor delas, o gado se multiplicava magicamente.
o José Arcadio Segundo: Sério e focado. Torna-se líder sindical na Companhia Bananeira e é o único sobrevivente do terrível massacre dos trabalhadores.
5ª Geração: Os Trinetos (Filhos de Aureliano Segundo e Fernanda)
· José Arcadio: Enviado a Roma para estudar e se tornar Papa, mas desiste e volta anos depois, vivendo escondido na casa decrépita.
· Renata Remedios (Meme): Jovem alegre que se apaixona por Mauricio Babilonia (o mecânico perseguido por borboletas amarelas). Após a tragédia do namorado, é enviada pela mãe para um convento e nunca mais fala.
· Amaranta Úrsula: Estudou na Europa e volta a Macondo casada com um belga (Gastón), tentando desesperadamente modernizar a casa em ruínas.
6ª e 7ª Geração: O Fim da Linhagem
· Aureliano Babilônia (6ª Geração): Filho bastardo de Meme e Mauricio Babilônia. Passa a vida trancado no laboratório tentando decifrar os pergaminhos do cigano Melquíades. Ele se apaixona e vive um romance ardente com sua tia, Amaranta Úrsula (sem saber o parentesco).
· Aureliano (7ª Geração): Filho de Aureliano Babilônia e Amaranta Úrsula. O último da linhagem. Nasce com uma cauda de porco, cumprindo a velha profecia de Úrsula Iguarán, e morre consumido pelas formigas, encerrando a história de Macondo.
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Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries
A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos, CLÁSSICOS do Cinema e Filmes e Séries nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.
Dois motivos levaram a tecer tais comentários:
1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.
2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.
Em definitivo o título da coluna ficou:
Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.
(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).
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CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL, COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.
Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:
Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator.
Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.
Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES. O Jornal está atualmente extinto. Após breve período no “Diário” da Rua Sete, como era chamado o Jornal, passou a ministrar vários Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando durante um período de aproximadamente dois anos, mais de Dez mil alunos. Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um Livro denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.
Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.
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BIOGRAFIA RESUMIDA:
Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu em Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões" É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.
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