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As Três Horas e Meia de Scorsese sob o Olhar Crítico de Clério José Borges.
O filme O Irlandês (2019), dirigido por Martin Scorsese, possui, um forte pano de fundo histórico e real, mas a forma como conecta a Máfia e os sindicatos à era do Presidente John F. Kennedy deve ser vista como uma mistura de fatos documentados e teorias da conspiração. O longa é baseado no livro I Heard You Paint Houses, que traz as confissões de Frank Sheeran (interpretado por Robert De Niro), um líder sindical e assassino da Máfia cuja credibilidade é amplamente questionada por historiadores.

Máfia, Conspiração e Solidão: Clério José Borges Decifra o Épico "O Irlandês"

A Régua do Cinema Clássico: Clério José Borges Analisa os Fatos, os Mitos e o Elenco de "O Irlandês"
Qualquer filme que ultrapasse duas horas de duração corre o risco iminente de se tornar cansativo e desinteressante. No entanto, lançado pela Netflix em 2019, O Irlandês (The Irishman) desafia essa regra ao longo de suas 3 horas e meia de projeção. Amplamente considerado por especialistas como a obra-testamento de Martin Scorsese sobre o gênero de gângsteres, o longa se destaca por sua coragem narrativa: ele troca a adrenalina e o glamour frenético de clássicos como Os Bons Companheiros e Cassino por silêncios dolorosos e pela decadência física e moral de seus personagens. É, em essência, um filme melancólico, lento e profundamente pessimista sobre a velhice, a solidão, o remorso e o declínio inevitável do poder.
Abaixo, analisamos como este gigante da era do streaming costura história, técnica e atuações sob a ótica crítica de Clério José Borges.
⚖️ Fato Histórico vs. Teoria da Conspiração
Baseado no livro I Heard You Paint Houses (de Charles Brandt), o filme traz as confissões de Frank Sheeran (Robert De Niro), um líder sindical e assassino da Máfia cuja credibilidade é amplamente questionada por historiadores. A narrativa conecta de forma magnética o crime organizado à era do Presidente John F. Kennedy, equilibrando dados documentados e lendas urbanas:
A Guerra de Bobby Kennedy e Jimmy Hoffa (Fato): Antes mesmo de JFK assumir a presidência, Bobby Kennedy liderou comitês no Senado para investigar o crime organizado. Ele via Hoffa (Al Pacino), o poderoso chefe do sindicato dos caminhoneiros (Teamsters), como um "chefe mafioso disfarçado" que desviava fundos de pensão dos trabalhadores. Como Procurador-Geral dos EUA, a perseguição de Bobby virou obsessão, culminando na prisão de Hoffa em 1964.
O Dedo da Máfia nas Eleições de 1960 (Fortes Indícios): O longa sugere que Joseph P. Kennedy (pai de JFK) recorreu a figurões como Russell Bufalino e Sam Giancana para manipular votos contra Richard Nixon. Biografias renomadas, como The Dark Side of Camelot (de Seymour Hersh), confirmam que Joseph tinha conexões com o submundo desde a Lei Seca e que o dinheiro da Máfia em Chicago e na Virgínia Ocidental de fato impulsionou as primárias de JFK.
A Invasão da Baía dos Porcos (Fato): A fita mostra a Máfia fornecendo armas para exilados cubanos em 1961. Historicamente, a CIA realmente firmou alianças secretas com gângsteres americanos que haviam perdido seus hotéis e cassinos lucrativos em Havana após a Revolução de Fidel Castro.
O Assassinato de JFK (Teoria Não Comprovada): A trama de Scorsese insinua que a Máfia mandou matar o presidente em 1963 por pura traição, já que o governo continuou a persegui-los. Apesar de ser uma das teorias conspiratórias mais famosas do século XX, não existem provas jurídicas ou documentais que a sustentem. O relatório oficial da Comissão Warren concluiu que Lee Harvey Oswald agiu sozinho, e as alegações de Sheeran de ter participado ativamente no envio de armas a Cuba são vistas por investigadores do FBI como pura invenção de um idoso tentando inflar sua importância no crime antes de morrer.
🛠️ Maestria Técnica e Visual
A crítica define o trabalho de Scorsese como o de um mestre no auge de sua maturidade artística. Sua direção é cirúrgica, costurando décadas de história americana com um tom que flerta com a tragédia grega e a elegia. Ele usa o tempo longo de projeção a seu favor, fazendo o espectador sentir na pele o peso implacável dos anos.
A Fotografia de Rodrigo Prieto: O fotógrafo mexicano foi aclamado por criar uma evolução visual sutil. Transitando dos anos 1950 aos 2000, Prieto emula os processos fotográficos e as cores típicas de cada época (como o Kodachrome e o Technicolor) para injetar um aspecto documental e nostálgico à fita. À medida que os personagens envelhecem, a iluminação e as tonalidades tornam-se visivelmente mais frias, opacas e sombrias, antecipando a solidão final de Sheeran.
O Debate do Rejuvenescimento Digital: A inovadora tecnologia de CGI utilizada para que os atores interpretassem suas versões jovens dividiu opiniões e gerou debates intensos na época do lançamento, quebrando levemente a imersão visual em determinados momentos.
🎭 O Embate das Atuações
O elenco principal entrega dinâmicas marcantes de contenção e expressividade, embora nem todas as performances agradem de forma unânime:
[Robert De Niro] ─── Atuação contida e vulnerável. Transmite a culpa pelo olhar.
[Al Pacino] ─── Energia explosiva e teatral. Domina a tela com arrogância magnética.
[Joe Pesci] ─── Presença sussurrada e calculista, mas com traços caricatos.
Robert De Niro (Frank Sheeran): Constrói uma atuação contida. Como o assassino de aluguel e "faz-tudo" da máfia, ele interpreta um homem comum que enterra as próprias emoções para cumprir ordens sem questionar. Sua capacidade de transmitir o peso da culpa e o distanciamento familiar brilha no terço final do filme, onde surge esquecido pelo mundo.
Al Pacino (Jimmy Hoffa): Canaliza sua tradicional energia explosiva de forma brilhante. Um gênio da interpretação, ele faz o contraponto perfeito à frieza de De Niro, dominando a tela com discursos inflamados e uma teimosia arrogante que desenha o destino trágico de seu personagem.
Joe Pesci (Russell Bufalino): Afastando-se de seus antigos papéis de gângsteres psicopatas e espalhafatosos, Pesci saiu da aposentadoria para viver um chefe extremamente calmo e paternal. Embora parte da crítica tenha considerado sua atuação a maior surpresa do filme, Clério José Borges pondera que a interpretação não foi fenomenal ou ótima, mas apenas muito boa. Sua autoridade silenciosa e sussurrada carrega traços nitidamente caricatos e exagerados, desenhando um estereótipo marcante que torna a figura imediatamente bizarra.
🏆 O Fenômeno do Oscar e o "Zero" Histórico
A trajetória de O Irlandês nas grandes premiações de 2020 virou sinônimo de uma das maiores e mais históricas "esnobadas" da Academia de Hollywood. Apesar do sucesso inicial, o filme amargou derrotas avassaladoras nas categorias principais:
Oscar 2020: 10 indicações (incluindo Melhor Filme, Diretor e duas para Ator Coadjuvante com Pacino e Pesci) ➡️ 0 vitórias.
Globo de Ouro: 5 indicações ➡️ 0 vitórias.
BAFTA: 10 indicações ➡️ 0 vitórias.
Mesmo ofuscado na noite do Oscar pelo fenômeno sul-coreano Parasita, o longa garantiu o devido prestígio através de importantes associações de críticos americanos:
National Board of Review: Venceu como Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado ( Steven Zaillian).
New York Film Critics Circle: Premiado como Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante para Joe Pesci — este último agraciado pelo papel que Clério José Borges avaliou como excessivamente caricato.
Critics' Choice Awards: Líder absoluto do ano com 14 indicações, faturou a estatueta de Melhor Elenco Independente.
American Film Institute (AFI): Incluído oficialmente na prestigiada lista dos 10 Melhores Filmes do Ano.
Ao fim de suas mais de três horas, O Irlandês se consolida não pela agilidade de suas armas, mas pelo peso morto de seu silêncio — uma obra monumental que divide opiniões, mas crava seu nome na história recente do cinema.

É importante destacar que a tecnologia de rejuvenescimento digital utilizada para que os atores interpretassem suas versões jovens gerou debates divididos na época, mas o consenso crítico consolidou “O Irlandês” com uma excelente aprovação, assegurando seu lugar como um muito bom clássico moderno da cinematografia.
O desaparecimento de Jimmy Hoffa, em 30 de julho de 1975, é considerado um dos maiores mistérios não resolvidos da história dos Estados Unidos. O filme O Irlandês popularizou a versão dos fatos baseada nas confissões de Frank Sheeran, mas o contexto histórico real envolve um intrincado jogo de poder entre o sindicato dos caminhoneiros (International Brotherhood of Teamsters), a Máfia americana e o governo federal. Nos anos 1950 e 1960, Jimmy Hoffa transformou o Teamsters no sindicato mais poderoso do mundo, representando mais de 1,5 milhão de trabalhadores. Ele tinha o poder de paralisar a economia dos EUA se ordenasse uma greve nacional de transporte. Para alcançar e manter esse poder, Hoffa fez um pacto com o crime organizado (a Cosa Nostra): Hoffa usava o gigantesco fundo de pensão dos caminhoneiros como um "banco privado" para a Máfia. Ele liberava milhões de dólares do fundo para gângsteres financiarem a construção de cassinos em Las Vegas, hotéis e outros esquemas de lavagem de dinheiro. Em contrapartida, a Máfia usava a violência e a intimidação para esmagar sindicatos rivais, silenciar opositores internos e garantir que Hoffa permanecesse inabalável no topo. Esse império colocou Hoffa na mira do governo americano, especialmente de Robert "Bobby" Kennedy (irmão do presidente John F. Kennedy). Quando Bobby assumiu o cargo de Procurador-Geral dos EUA em 1961, ele criou um comitê especial ("Get Hoffa squad") com o único objetivo de derrubar o líder sindical. Após anos de investigações e julgamentos midiáticos, Hoffa foi condenado em 1964 por suborno de júri, fraude no fundo de pensão e conspiração. Ele começou a cumprir sua pena de 13 anos de prisão em 1967. Mesmo atrás das grades, Hoffa continuou comandando o sindicato formalmente. No entanto, para gerenciar o dia a dia, ele nomeou Frank Fitzsimmons como presidente interino. Fitzsimmons provou ser muito mais maleável e amigável aos interesses da Máfia do que Hoffa. Em 1971, o presidente Richard Nixon comutou a pena de Hoffa, libertando-o da prisão. Mas o perdão presidencial veio com uma condição crucial: Hoffa estava proibido de se envolver em atividades sindicais até 1982. Impetuoso e obcecado pelo poder, Hoffa desobedeceu abertamente a proibição de Nixon e iniciou uma campanha agressiva para retomar a presidência dos Teamsters. Foi aí que ele selou seu destino. A Máfia preferia Fitzsimmons: Os chefões do crime organizado, incluindo Anthony "Tony Pro" Provenzano (de Nova York) e Russell Bufalino (da Pensilvânia), não queriam a volta de Hoffa. Ele era visado demais pelo FBI e imprevisível. Fitzsimmons mantinha o dinheiro do fundo de pensão fluindo sem chamar atenção. Frustrado com a resistência, Hoffa começou a ameaçar publicamente expor os esquemas da máfia no sindicato e cortar o acesso deles ao dinheiro dos caminhoneiros caso não o apoiassem. Para os chefões, Hoffa tornou-se um risco de segurança intolerável.
Em 30 de julho de 1975, Hoffa foi ao restaurante Machus Red Fox, nos arredores de Detroit, para o que acreditava ser uma reunião de reconciliação com Anthony Provenzano e Anthony "Tony Jack" Giacalone (um chefe da máfia local). Hoffa chegou adiantado. Às 15h30, ele ligou para sua esposa de um orelhão público, reclamando que havia sido deixado plantado e que voltaria para casa em breve. Ele foi visto por testemunhas no estacionamento do restaurante e, depois disso, nunca mais foi encontrado. Em 1982, ele foi legalmente declarado morto. No filme de Scorsese, baseado nas memórias de Frank Sheeran, o "Irlandês" confessa ter atirado em Hoffa em uma casa vazia em Detroit e diz que o corpo foi cremado em um incinerador de lixo da máfia. Esta versão de Sheeran é recebida com profundo ceticismo pelos especialistas reais. Investigadores do FBI encontraram vestígios de sangue na casa indicada por Sheeran anos depois, mas os testes de DNA revelaram que o sangue não era de Jimmy Hoffa. A maioria dos especialistas e jornalistas investigativos (como Dan Moldea, que passou a vida estudando o caso) acredita que Hoffa foi de fato assassinado pela Máfia de Detroit a mando de Russell Bufalino e Tony Provenzano, mas que os executores foram gângsteres locais (como Salvatore "Sally Bugs" Briguglio), e que o corpo provavelmente foi triturado ou queimado em uma empresa de saneamento local.
FILME NOTA NOVE.
Em uma análise comparativa com monumentos da história do cinema mundial — como os eternos Cidadão Kane (1941), No Tempo das Diligências (1939), Ladrões de Bicicleta (1948) e Shane (1953) —, a nota ideal para O Irlandês (2019) ficaria entre 8, 8 e 9,0.
Entendo que o filme de Martin Scorsese chega perto do patamar dos grandes clássicos do cinema pelos seguintes motivos:
1) O Peso do Legado: O filme funciona como um crepúsculo reflexivo de toda a carreira de Scorsese, reunindo lendas como Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci para desmistificar o glamour da máfia.
2) Maturidade Temática: Ao contrário de Os Bons Companheiros ou Cassino, O Irlandês foca no silêncio, na velhice, no arrependimento e na solidão do fim da vida. É um testamento cinematográfico melancólico e profundo.
3) Narrativa Épica: Conduzir uma história de 3 horas e meia mantendo o espectador imerso em décadas de história americana é uma proeza técnica e de roteiro monumental.
4) O que o afasta do "DEZ" absoluto (em comparação aos clássicos):
a) Rejuvenescimento Digital (CGI): A tecnologia usada para rejuvenescer os atores dividiu opiniões. Em alguns momentos, a movimentação corporal de atores idosos fingindo ser jovens quebra levemente a imersão, algo que não ocorre na perfeição técnica de Cidadão Kane ou na crueza visceral de Ladrões de Bicicleta.
b) O Fator Tempo: Os clássicos citados resistiram a décadas e moldaram o próprio conceito de fazer cinema. O Irlandês é uma obra-prima contemporânea, mas o status de "clássico imortal" no mesmo nível absoluto dos outros ainda precisa passar pelo teste geracional definitivo. Assim, em um júri rigoroso liderado pela régua de clássicos nota dez, O Irlandês na opinião de Clério José Borges consolida-se como um sólido e respeitável 9,0 — um verdadeiro triunfo tardio do cinema clássico na era do streaming.
CONCLUSÃO
Finalizando vale uma análise especial. A genialidade de Orson Welles em Cidadão Kane está em usar o gigantismo para mostrar a pequenez emocional de Kane. Xanadu é uma fortaleza de tédio, cheia de caixas fechadas e tesouros artísticos que não trazem calor humano. Já Scorsese faz o oposto com Frank Sheeran. Em vez de um palácio, o "império" de Frank termina em um cubículo de asilo. É o retrato do descarte social. O homem que já teve o destino de sindicatos e da máfia em suas mãos agora depende de enfermeiras que sequer sabem quem foi Jimmy Hoffa.
Os dois diretores usam símbolos visuais brilhantes para traduzir a psicologia de seus protagonistas no fim da vida: "Rosebud" (Kane): Representa o único momento em que ele foi genuinamente feliz e amado por ser quem era, antes de ser arrancado de sua mãe e corrompido pela riqueza. A busca de Kane foi, na verdade, uma tentativa frustrada de comprar de volta o amor que perdeu na infância.
A Porta Entreaberta (Sheeran): Frank pede ao padre para deixar a porta do quarto um pouco aberta. É um hábito que ele herdou de Jimmy Hoffa. Esse gesto é uma mistura de esperança trágica e negação: no fundo, Frank sabe que ninguém vai passar por aquela porta para visitá-lo, mas fechá-la significaria aceitar que ele está completamente morto para o mundo. Em última análise, tanto O Irlandês quanto Cidadão Kane funcionam como grandes advertências morais. Eles mostram que o poder e a lealdade a sistemas corrompidos (seja o jornalismo sensacionalista ou o crime organizado) cobram o preço mais alto de todos: a perda da própria humanidade.
Filme assistido por Clério José Borges na noite do dia 13 para o dia 14 de setembro de 2026, um dia antes de Clério José Borges completar 76 anos de idade.
O filme O Irlandês (The Irishman) teve sua grande estreia global dividida em duas etapas estratégicas no ano de 2019, seguindo o modelo adotado pela Netflix para produções elegíveis a grandes prêmios do cinema como o Oscar. Estreia nos Cinemas. Nos Estados Unidos estreou em circuito limitado no dia 1º de novembro de 2019. Já no Brasil teve um lançamento especial e limitado em salas de cinema selecionadas no dia 14 de novembro de 2019. Na Netflix, o longa foi adicionado ao catálogo global da plataforma de streaming no dia 27 de novembro de 2019. Quando do lançamento do filme, a crítica especializada o considerou uma obra-prima melancólica e um encerramento perfeito para o ciclo de filmes de máfia de Scorsese. A química entre Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci foi amplamente aplaudida. O tom crepuscular, focado no remorso e na velhice em vez da glorificação da violência, foi visto como uma evolução artística profunda do diretor.
Com 3 horas e 29 minutos de duração, muitos espectadores casuais acharam o ritmo arrastado. Na Netflix, uma onda de memes e guias surgiu na internet ensinando a "assistir ao filme como uma minissérie" de 4 episódios. Apesar do tamanho, segundo dados de especialistas, o filme atraiu mais de 17 milhões de espectadores únicos apenas nos seus primeiros cinco dias de exibição nos EUA. O custo final estimado fechou entre US$ 159 milhões e US$ 225 milhões. Foi o maior orçamento da carreira de Martin Scorsese, motivo pelo qual os estúdios tradicionais de Hollywood recusaram o projeto, deixando o caminho livre para a Netflix financiá-lo integralmente. Para a Netflix, o lucro real veio do prestígio de marca e do pico de novas assinaturas na plataforma.
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Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries
A Coluna Jornalística, Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries foi criada pelo Escritor Capixaba Clério José Borges na madrugada do dia 10 de Janeiro de 2026 quando resolveu tecer algumas avaliações sobre Filmes e Séries que tem assistido nos últimos anos, CLÁSSICOS do Cinema e Filmes e Séries nos canais de serviços de streaming ou plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Max e outras que oferecem acesso a um vasto catálogo de conteúdo de vídeo (filmes, séries, documentários, etc.) que pode ser assistido a qualquer momento, em diversos dispositivos conectados à internet.
Dois motivos levaram a tecer tais comentários:
1) - Com os comentários consigo registrar e relacionar todos os Filmes e Séries assistidas, procurando valorizar o trabalho da Direção e dos atores.
2) - Lembrar os tempos antigos em que militei na Imprensa Capixaba, como Crítico de Cinema, trabalhando na Redação com ídolos do Jornalismo Capixaba, como por exemplo, CBR - Cláudio Bueno Rocha e Vinícius Paulo Seixas no Jornal A Tribuna de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.
Em definitivo o título da coluna ficou:
Cinema - Coluna Crítica: Mel de Abelha e Pipoca - Crítica de Filmes e Séries.
(O adocicado do mel misturado a pipoca para degustar, enquanto se assiste um filme ou uma série).
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CLÉRIO BORGES, JORNALISTA PROFISSIONAL, COM CARTEIRA ASSINADA E CRÍTICO DE CINEMA.
Clério José Borges trabalhou no jornal A Tribuna, em Vitória (ES), no período de 1969 a 1972. Durante esses anos, ele percorreu diversas etapas da carreira jornalística:
Começou como foca (Estagiário), em 1969. Foi promovido depois a Repórter e Redator.
Atuou em diversas editorias, desde Editoria Geral até a Editoria Política até encontrar sua real vocação. Ser um Crítico de Cinema, especializando-se como comentarista e crítico de filmes.
Foi promovido a Chefe de Reportagem, cargo máximo que alcançou antes de encerrar seu ciclo no jornal A TRIBUNA. Trabalhou também, durante algum tempo no jornal O Diário, de Vitória, ES. O Jornal está atualmente extinto. Após breve período no “Diário” da Rua Sete, como era chamado o Jornal, passou a ministrar vários Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Comunicação Social em várias cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, orientando durante um período de aproximadamente dois anos, mais de Dez mil alunos. Em seguida fez Concurso Público, ingressando no Serviço Público Estadual na área de Segurança Pública, trabalhando durante 35 anos como Escrivão da Polícia Civil, (atualmente o Cargo é Oficial de Polícia Civil) período em que recebeu as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por serviços prestados a Comunidade Capixaba. Como Escrivão realizando a oitiva das pessoas, conseguiu subsídios para a publicação de um Livro denominado de "Dicionário Regional de Gírias e Jargões da Malandragem" cujo lançamento oficial no dia 19 de abril de 2012, no Estado do Espírito Santo, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Serra, ES, a Lei Chico Prego.
Além de seu trabalho com Carteira Profissional assinada, no Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, Clério José Borges foi correspondente da "Revista Intervalo" na mesma época, onde ganhou destaque por cobrir o episódio em que o cantor Tony Tornado saltou sobre a plateia no Festival de Verão de Guarapari, em 1971. A Revista Intervalo (1963–1972) foi a primeira grande publicação impressa brasileira dedicada exclusivamente ao universo da televisão. Lançada pela Editora Abril, trazia programação de TV, notícias sobre celebridades, bastidores das emissoras, fotonovelas e cartazes, consolidando-se como um guia essencial para o telespectador nos anos 1960.
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BIOGRAFIA RESUMIDA:
Clério José Borges é Escritor, Historiador, Poeta, Comendador e Trovador Capixaba. Nasceu em Vila Velha, Espírito Santo. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na Academia ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, de sigla ALEAS. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Foi Jornalista dos Jornais A TRIBUNA e O DIÁRIO, de Vitória, ES, onde atuou de Foca a Chefe de Reportagem se especializando como comentarista e crítico de Filmes. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, de 1989 a 1993 e Conselheiro Suplente e Colaborador de 1993 ao ano 2002. Conselheiro Titular da Câmara de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Serra, de 24/09/1997 a 20/07/2012, ou seja, durante o período de 14 anos, 09 meses e vinte dias. É Senador da Cultura, título recebido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil e, é Mestre da Cultura Capixaba. Possui pouco mais de quinze livros publicados, sendo alguns individuais e outros como organizador de Coletânea e Antologias, destacando-se as obras, “Serra, Colonização de uma Cidade” e a obra em forma de Livreto da Literatura de Cordel, "O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe" e o Livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões" É Técnico de Contabilidade e estudou Pedagogia e Direito na UFES. Pertence a diversas entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Espírito Santo, no Brasil e no Exterior.
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